Descoberta aponta novo alvo para o tratamento do Herpes Zoster

Pesquisadores desvendam mecanismo da dor aguda no herpes zoster

Pessoas que desenvolveram herpes zoster e sofrem com um quadro de dores agudas ganharam um aliado no tratamento dessa doença. Pesquisadores do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) conseguiram desvendar o mecanismo que gera a dor aguda e que também contribui para o desenvolvimento de dor crônica nesses pacientes. O trabalho foi publicado na revista Journal of Neuroscience no início do mês.

O herpes zoster é uma doença infecciosa causada pelo vírus Varicella zoster, o mesmo que causa a catapora na infância e está presente em 95% das pessoas. Em torno de 96% dos pacientes acometidos pela doença apresentam dor aguda e debilitante, que impede tarefas cotidianas, como tomar banho ou se vestir.

Dados dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, mostram que uma a cada três pessoas desenvolverá herpes zoster em algum momento da vida. No Brasil, não há dados específicos, mas segundo o Sistema de Informações Hospitalares do SUS, aproximadamente 10 mil pessoas são internadas por ano em virtude de complicações causadas pelo vírus Varicella zoster. Ele fica dormente durante a maior parte da vida do indivíduo e pode ser reativado em pessoas imunossuprimidas, ou seja, cujo sistema imune não funciona corretamente, ou após os 50 anos de idade, quando o organismo fica mais suscetível a quedas na imunidade.

“Quando o vírus infecta o indivíduo, atinge os queratinócitos, que são as células da pele. Por isso, há a formação de lesões características. Em seguida, ele infecta os neurônios sensitivos, também presentes na pele, e segue até encontrar o gânglio da raiz dorsal ou o gânglio trigeminal, no caso do rosto, onde está o corpo celular desses neurônios. É ali que o vírus permanece por anos, em um período de latência, depois que o sistema imune controla a infecção. Se há uma queda no sistema imunológico, ele sofre um processo de reativação e volta a se replicar, a produzir novos vírus, causando uma inflamação no gânglio. Ele faz, então, o caminho inverso: é transportado até a pele e causa as lesões zosteriformes, que também são bolhas. Essa inflamação das células nervosas é responsável por causar a dor intensa”, explica o pesquisador principal do Crid e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Thiago Mattar Cunha, um dos autores do trabalho.

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Fonte: Jornal da USP

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