Pesquisa aponta células tumorais circulantes como biomarcadores de metástases cerebrais nas pacientes com câncer de mama

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Foto por Anna Shvets em Pexels.com

O estudo foi realizado por pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center e será apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana de Radioncologia (ASTRO)

Células tumorais circulantes podem predizer o surgimento de novas metástases cerebrais após radioterapia focal de metástases cerebrais em pacientes com câncer de mama.

Esse foi o resultado da pesquisa conduzida pelo Dr. Douglas Guedes de Castro, rádio-oncologista do A.C.Camargo e pela Dra. Ludmilla Thomé Domingos Chinen, pesquisadora do Centro Internacional de Pesquisa (CIPE) do A.C.Camargo.

Segundo o estudo, pacientes com diagnóstico de metástases cerebrais de câncer de mama e com menor número de células tumorais circulantes (CTCs) no sangue têm maior risco de progressão com novas metástases cerebrais em curto prazo.

Embora o resultado seja contraintuitivo, esse achado de associação entre menor volume de doença extra cerebral e maior risco de metástases cerebrais também tem sido descrito em outros estudos internacionais.

Câncer de mama x CTCs

“Mais do que a quantidade, devemos observar a qualidade das CTCs. Por isso, também avaliamos a expressão de alguns marcadores nessas células que possam estar associada a maior risco de progressão cerebral. Observamos, por exemplo, que houve tendência a um menor avanço cerebral nas CTCs que expressavam HER2”,explica Dr. Douglas.

Essa proteína está na parte externa das células mamárias, que atuam em seu crescimento. O câncer que possui maior concentração de HER2 tende a crescer e se disseminar com mais rapidez.

Por outro lado, há terapias-alvo dirigidas a essa proteína que têm proporcionado controle local e sobrevida duradouros.

A metástase cerebral em pacientes diagnosticadas com câncer de mama tende a ser frequente, atingindo 25% a 45% das pacientes com câncer mamário metastático.

Novas formas de tratamento

As CTCs podem servir como um marcador do surgimento de novas metástases cerebrais em curto prazo e auxiliar a equipe médica a fazer o tratamento mais adequado, entre radioterapia focal ou de todo o cérebro.

“Essa decisão hoje é tomada por fatores prognósticos clínicos relacionados à sobrevida global e ao risco de novas lesões cerebrais”, diz o especialista.

As pacientes com metástases cerebrais apresentam sintomas variados, dependendo da localização das lesões no cérebro. Muitas vezes, não provocam sintomas e são detectadas por ressonância magnética de estadiamento ou seguimento.

A pesquisa do Dr. Douglas foi reconhecida e premiada pela ASTRO, a Associação Americana de Radio-Oncologia, e selecionada para apresentação oral, que ocorrerá durante o congresso anual da instituição, em outubro de 2020.

Fonte: A.C.Camargo Center

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