Microscópio virtual auxilia na formação de médicos em Ribeirão Preto

Com a microscopia virtual, o aluno consegue avaliar a lâmina inteira em diversas magnitudes, porque a grande maioria das ferramentas digitais funciona como um atlas físico que foi transferido para o meio digital – Foto: divulgação

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP avaliaram o uso de um microscópio virtual nas disciplinas de histologia, que estuda as células e os tecidos do corpo humano

Os alunos que estão cursando a faculdade atualmente, nasceram ou cresceram inseridos na tecnologia e, por isso, possuem facilidade com uso de recursos tecnológicos e apresentam um perfil de aprendizagem diferente das outras gerações. Para aumentar a satisfação dos estudantes nas aulas, pesquisadoras da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP avaliaram o uso de um microscópio virtual nas disciplinas de histologia, que estuda as células e os tecidos do corpo humano.

O artigo Virtual Microscopy as a Learning Tool in Brazilian Medical Education, que foi publicado pela revista Anatomical Sciences Education, apresenta resultados positivos sobre a percepção do uso da ferramenta virtual por alunos do curso de Medicina da FMRP. Entre as avaliações estão a relação com o manuseio, adequação, eficácia de aprendizagem, satisfação e desempenho acadêmico com a microscopia virtual.

“Fizemos uma parceria com a Universidade do Chile que pode ser considerada o grande ponto de virada para o uso da tecnologia, pois enviamos parte do nosso acervo de lâminas para serem digitalizadas por um software on-line. Um ponto muito importante do desenvolvimento da microscopia virtual é que o aluno consegue avaliar a lâmina inteira em diversas magnitudes, porque a grande maioria das ferramentas digitais funciona como um atlas físico que foi transferido para o meio digital”, conta a primeira autora do trabalho, Fernanda Somera dos Santos, egressa da FMRP e médica residente no Hospital das Clínicas da FMRP (HCFMRP) da USP.

Após a digitalização das lâminas, o grupo implementou um laboratório virtual com lâminas usadas nas disciplinas de histologia para que os alunos pudessem acessar o conteúdo em qualquer dispositivo, como notebook ou celular, com acesso à internet. Os alunos participantes do estudo foram divididos em dois grupos, sendo que um deles era composto de 91 estudantes que foram matriculados em 2015 e que usaram o microscópio tradicional; e por 98 que foram matriculados em 2019 e que usaram a ferramenta digital e a analógica.

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Fonte: Jornal da USP

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