Cérebros doados no Brasil estão ajudando a descobrir origem do Mal de Alzheimer

cerebro neurología médico Organo anatomía diagrama aislado contorno cerebro humano Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos no Envelhecimento da FMUSP saiu em reportagem da BBC Brasil

Em duas salas no prédio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), no bairro do Pacaembu, na zona oeste da cidade, repousam, em formol ou congelados, cerca de 4 mil cérebros humanos, de pessoas que morreram de causas naturais com idade ao redor de 50 anos ou mais. Não é uma mera curiosidade da capital paulista.

Eles foram doados pelas famílias dos mortos e têm ajudado neurologistas e neurocientistas a entender as doenças do cérebro causadas pelo envelhecimento. Várias descobertas já foram feitas graças a esse banco de encéfalos – entre elas, a de que o Mal de Alzheimer começa no tronco cerebral, que conecta a medula espinhal com as estruturas localizadas acima, e não no córtex, como se pensava até então.

O “banco de cérebros”, como é conhecido o Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos no Envelhecimento da FMUSP, foi criado em abril de 2004 e chegou aos números que ostenta hoje graças ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da faculdade, que realiza cerca de 15 mil autópsias por ano em São Paulo.

O cérebro recebido é levado ao Laboratório de Fisiopatologia do Envelhecimento (Gerolab), onde passa por exames que determinam se havia lesões cerebrais – como, por exemplo, as associadas ao Alzheimer.

Os pesquisadores usam os resultados e as informações prestadas pelos parentes para fazer um diagnóstico do doador, ou seja, verificar se era sadio ou se sofria de demência com sintomas clínicos apenas ou se tinha lesões anatômicas também.

Segundo Lea, o SVO é único no mundo, pois é um serviço que verifica a causa de óbito de grande parte da população de São Paulo. “Como ele possui base populacional, o nosso Biobanco tem casos de indivíduos sem alterações neurológicas e outros com vários diagnósticos de doenças neurodegenerativas”, explica.

saiba mais…

Fonte: BBC/Brasil

 

Anúncios

Hackathon HC-FMUSP

Local: Centro de Treinamento InRad

 12 e 13 de Outubro de 2018

O Hackathon HCFMUSP é o primeiro passo de um movimento que visa catalisar o engajamento de graduandos e pós graduandos, de diferentes áreas, em prol da melhoria da saúde. Em mais de 36 horas, estudantes de diferentes backgrounds formam times, compartilham ideias e criam soluções para desafios  reais da saúde.

A jornada se inicia no Warm Up, onde discutiremos com os participantes os principais desafios e apresentaremos algumas ferramentas que os ajudarão a desenvolver as soluções. Nos 2 dias da Hackathon (12 e 13 de Outubro), os participantes terão o desafio de desenvolver um protótipo, mvp ou uma PoC de suas soluções, usando todos os recursos disponíveis ao seu alcance e a habilidade de todo o seu time. Ao fim da jornada os times apresentarão as soluções a uma banca de jurados.

Quem pode Participar? 

O evento é exclusivo para estudantes universitários, graduandos ou pós-graduandos, de qualquer área do conhecimento. O principal é ter vontade de fazer algo novo ter interesse pela área de saúde.

Inscrições e mais informações: https://www.sympla.com.br/hackathon-hcfmusp__343993

Fonte: FMUSP

 

Vacina contra HPV pode prevenir contra diversos tipos de câncer

Especialista ressalta importância dos jovens receberem as duas doses para manter prevenção a longo prazo

jorusp

 download da entrevista

Mais de 20 milhões de adolescentes brasileiros devem buscar os postos de saúde para receber a vacina HPV. A convocação é do Ministério da Saúde, que lançou a Campanha de Mobilização e Comunicação para a Vacinação do Adolescente contra a doença. Em São Paulo, a expectativa é de vacinar 1,9 milhões de meninas de 9 a 14 anos e 2,2 milhões de meninos de 11 a 14 anos. A vacina HPV é eficaz e protege contra vários tipos de câncer em mulheres e homens. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, a professora Luísa Lina Villa, chefe do Laboratório de Inovação em Câncer do Instituto do Câncer do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, explicou a importância da prevenção.

A especialista ressalta a importância de se tomar as duas doses da vacina. O reforço mantém a proteção ao longo dos anos, quando os jovens provavelmente terão iniciado a vida sexual e possuem maior chance de exposição ao vírus. Ela explica que o HPV é um pequeno vírus de DNA, conhecido por causar verrugas. Porém, alguns tipos do mesmo vírus são capazes de causar câncer de colo de útero, vagina, vulva, pênis, do canal anal e câncer de orofaringe (garganta, base da língua e amígdalas). A vacina pode prevenir a maior parte desses tumores.

saiba mais…

Fonte: Jornal da USP

Portaria sobre obrigatoriedade de citação da CAPES

A nova Portaria da CAPES Nº 206, DE 4 DE SETEMBRO DE 2018 dispõe sobre a obrigatoriedade de citação da CAPES.

O PRESIDENTE DA COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 26 do (a) Estatuto, aprovado (a) pelo Decreto nº 8977, de 30/01/2017, e

CONSIDERANDO o indicado nos Editais da CAPES, nos Termos de Compromisso de Bolsista, nos regulamentos de bolsas no exterior e de bolsas no país, no Manual de AUXPE, e no termo de adesão ao Portal de Periódicos;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 23038.013648/2018-51, resolve:

Art. 1º Os trabalhos produzidos ou publicados, em qualquer mídia, que decorram de atividades financiadas, integral ou parcialmente, pela CAPES, deverão, obrigatoriamente, fazer referência ao apoio recebido.

Art. 2º Para fins de identificação da fonte de financiamento fica autorizada a utilização do código 001 para todos os financiamentos recebidos.

Art. 3º Deverão ser usadas as seguintes expressões, no idioma do trabalho:

“O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001

“This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Finance Code 001”

Art. 4º Fica o pró-reitor de pós-graduação ou congênere, responsável pela divulgação e aplicação da regra dentro das Instituições de Ensino Superior que recebem apoio da CAPES.

Art. 5º A falha em obedecer esta norma implicará em mudanças eventuais nos apoios da CAPES para as instituições e pesquisadores envolvidos, a partir de 2020.

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ABILIO A. BAETA NEVES

Fonte: CAPES

Milhares de cientistas publicam um artigo a cada cinco dias

Para destacar as normas incertas na autoria, John P. A. Ioannidis, Richard Klavans e Kevin W. Boyack identificaram os cientistas mais prolíficos dos últimos anos. Esta matéria baseia-se nesse estudo intitulado: Thousands of scientists publish a paper every five days [1] e na matéria ‘Hyperprolific’ academics ‘don’t meet author criteria’ [2].

O estudo desenvolvido por John P. A. Ioannidis, Richard Klavans e Kevin W. Boyack sobre os autores científicos mais prolíficos do mundo sugere que muitos dos que alcançam um número “implausível” de artigos a cada ano provavelmente têm um envolvimento limitado e não atendem aos critérios tradicionais de autoria.

A pesquisa foi realizada na Base de Dados Scopus da Elsevier pelos três pesquisadores, a partir do seguinte parâmetro: autores que publicaram mais de 72 artigos (o equivalente a um artigo a cada 5 dias) em qualquer ano entre 2000 e 2016. Foram identificados mais de 9.000 indivíduos, autores de “artigos completos” – artigos, artigos de conferências, comentários e resenhas substantivas – não editoriais, cartas ao editor e afins. Isso equivale a publicar um artigo a cada cinco dias – “um número que muitos considerariam implausivelmente prolífico”, afirmam os autores que enfatizam que não havia “nenhuma evidência” para sugerir que tais autores estavam agindo de forma fraudulenta. De qualquer modo, o número de autores hiperprolíficos vem aumentando ano a ano. O número de autores hiperprolíficos cresceu cerca de 20 vezes entre 2001 e 2014 e segue em crescimento, ainda que tenha estabilizado: em 2016 o número total de autores aumentou em 2,5 vezes.

saiba mais…

Fonte: SIBiUSP

Workshop Open Science/Open Data: Challenges and Best Practices in Scientific Data Management

A FAPESP realizará o workshop Open Science/Open Data: Challenges and Best Practices in Scientific Data Management, no dia 20 de setembro de 2018,  a partir das 9h, em São Paulo.

O evento discutirá desafios e oportunidades na gestão de dados de pesquisa e apresentará iniciativas relacionadas ao assunto no Estado de São Paulo e no exterior.

O objetivo do evento é fomentar a ciência aberta e promover políticas sólidas de gerenciamento de dados como parte integrante das melhores práticas de pesquisa.

Os temas das palestras estão relacionados abaixo:

  • Creating and Maintaining Large Open Data Repositories at a National Level;
  • Panel: Best Practices in Scientific Data Management – Initiatives in the Public Universities in São Paulo;
  • The Portage Network for Research Data Management in Canada;
  • Fostering Open Data in Research – the FAPESP initiative e,
  • SciELO promotion of research data referencing policies by journals

O workshop é gratuito e será realizado em inglês, sem tradução simultânea.

Mais informações: www.fapesp.br/eventos/opendata

Local:
FAPESP
Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo

 

USP muda sistema de cotas para ingresso nos cursos de graduação

Em entrevista, o pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, fala sobre as mudanças no sistema de reserva de vagas

Em entrevista ao Jornal SPTV, da TV Globo, veiculada no dia 14 de setembro, o pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, fala sobre as mudanças no sistema de reserva de vagas para candidatos de escolas públicas e pretos, pardos e indígenas (PPI) no ingresso aos cursos de graduação em 2019. Assista à reportagem, a seguir.

https://globoplay.globo.com/v/7018361/

Fonte: Jornal da USP