ICB/USP promove curso gratuito

Estão abertas as inscrições para a sétima edição do curso de inverno “Respostas a danos no DNA: Implicações em envelhecimento e câncer”, organizado pelo grupo de Reparo de DNA do Departamento de Microbiologia do ICB-USP.

O curso é voltado para alunos de graduação das áreas de ciências biológicas, exatas e da saúde e será composto por aulas teóricas, semi-práticas e aulas práticas de bioinformática que serão ministradas entre os dias 23 e 27 de julho.

Os principais objetivos do evento são: expor os danos ao DNA causados por fontes endógenas ou exógenas e correlacionar estas lesões com evolução, envelhecimento e câncer; Elucidar alguns sistemas responsáveis pelo reparo destas lesões ao DNA e relacionar com algumas síndromes causadas por deficiências nos sistemas de reparo de DNA e discutir as alterações moleculares que permitam a célula manter a homeostase celular.

Até o dia 02 de junho as inscrições podem ser feitas gratuitamente no link: http://www.icb.usp.br/~mut…/index_pt-br.php/Curso_de_inverno

Serão disponibilizadas 40 vagas e, caso o número de inscrições supere essa quantidade, os inscritos passarão por uma seleção prévia que será feita através de um sistema de questionário eletrônico com pontuação associada.

Mais informações:
http://www.icb.usp.br/~mut…/index_pt-br.php/Curso_de_inverno
e-mail: dnarepairlab@gmail.com

Fonte: ICB/USP

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Vírus zika: o inimigo se transformando em aliado

Pesquisadores da Universidade de São Paulo realizam estudo contra tumores utilizando o Zika vírus. De acordo com estudos realizados em camundongos o vírus zika pode destruir tumores originados do sistema nervoso central em camundongos.

O trabalho, publicado no periódico Cancer Research de 26/04/2018, avalia as propriedades oncolíticas do Zika vírus brasileiro (ZIKVBR) contra linhagens celulares tumorais de mama, próstata, colorretal e embrionária do SNC. O ZIKVBR foi mais eficiente na destruição de tumores do SNC embrionário. Uma única injeção intracerebroventricular de ZIKVBR em camundongos portadores de xenoenxertos de tumor embrionário humano do sistema nervoso central do cérebro resultou em uma sobrevida significativamente mais longa, menor carga tumoral, menor metástase e remissão completa em alguns animais. Essas descobertas pré-clínicas indicam que o ZIKVBR pode ser um agente eficiente no tratamento de formas agressivas de tumores embrionários do SNC e fornecer informações mecanicistas sobre seus efeitos oncolíticos.

Para ler o artigo completo acesse: DOI: 10.1158/0008-5472.CAN-17-3201(conteúdo com acesso em computadores da USP ou VPN)

Fonte: Cancer Research

 

 

Proteínas VRK1 e VRK2 são consideradas potenciais alvos para o tratamento de alguns tipos de câncer

Envolvidas na regulação da divisão celular, as proteínas VRK1 e VRK2 são consideradas potenciais alvos para o tratamento de alguns tipos de câncer, entre eles próstata, ovário e intestino.

Com o objetivo de entender melhor o papel dessas proteínas nas células humanas – em um contexto com e sem doença –, pesquisadores brasileiros trabalham no desenvolvimento de pequenas moléculas sintéticas capazes de modular sua atividade em modelos de estudo. Resultados recentes do trabalho foram divulgados na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

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Fonte: FAPESP

Câncer de tireoide: novas descobertas

O câncer de tireoide é uma doença com bons índices de cura na maioria dos casos. Em 5% dos pacientes, porém, o tumor torna-se refratário aos tratamentos disponíveis e capaz de se disseminar pelo corpo e causar a morte.

Em um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores descobriram que, à medida que o tumor se torna mais agressivo, ocorre queda na expressão de 52 microRNAs – pequenas moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas desempenham função regulatória em diversos processos celulares.

A investigação foi realizada durante o pós-doutorado de Murilo Vieira Geraldo, com apoio da FAPESP e supervisão da professora do ICB-USP Edna Teruko Kimura.

Os resultados foram divulgados em artigo publicado na revista Oncotarget.

“Os dados obtidos até agora sugerem que esses microRNAs podem ser explorados como supressores tumorais. A ideia seria restaurar o nível dessas moléculas no tumor e verificar se, desse modo, conseguimos impedir a progressão da doença”, disse Geraldo, que atualmente é professor do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Como contou o pesquisador, a maior parte dos experimentos de seu pós-doutorado foram feitos em um modelo de camundongo geneticamente modificado. Nesse animal, o gene BRAF encontra-se mutado somente na tireoide. A alteração é similar à encontrada frequentemente em pacientes com tumores na tireoide ou com melanoma.

“Quando essa mutação está presente, o câncer costuma ser mais agressivo. No caso dos camundongos, com apenas cinco semanas de vida eles já apresentam um tumor grande, com arquitetura tecidual característica de um carcinoma papilífero de tireoide. Esse modelo mimetiza o que acontece com esses 5% dos pacientes que morrem em decorrência da progressão da doença”, contou Geraldo.

O primeiro passo foi avaliar, à medida que a doença progredia nos camundongos, como se modificava a expressão dos microRNAs de uma maneira geral. Os cientistas então identificaram um grupo de moléculas com comportamento muito similar: altamente expressas nos animais mais jovens, com tumores menos agressivos, e reduzidas nos casos mais avançados.

Os cientistas então investigaram em qual região do genoma esses microRNAs eram codificados e descobriram que trata-se de um local conhecido como braço longo do cromossomo 14 (banda cromossômica 14q32).

 

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Fonte: FAPESP

Vaga de estágio para pós-graduação no ICB/USP

| Oportunidade de estágio no ICB |

O Laboratório de Regulação da Expressão Gênica em Eucariotos do ICB acaba de abrir uma vaga de estágio em Splicing de microRNAs e câncer para alunos de Pós-graduação.

Os interessados devem enviar o currículo para a Profa. Dra. Patricia Coltri através do e-mail coltri@usp.br.

Fonte: ICB/USP

Pesquisador propõe uso da espectroscopia de bioimpedância elétrica para diagnóstico do câncer de colo do útero

técnica da espectroscopia de bioimpedância elétrica para detecção de câncer do colo de útero é um caminho que a indústria da saúde e a ciência têm perseguido para fazer diagnósticos mais rápidos, precisos, baratos e menos invasivos do que os métodos tradicionais. Uma tese de doutorado defendida na Escola Politécnica (Poli) da USP propôs as bases conceituais para um equipamento de baixo custo que possa utilizar essa técnica para o diagnóstico da doença.

O colombiano Jose Alejandro Amaya Palacio já desenvolveu em seu país um protótipo preliminar de equipamento que tem esse objetivo, entretanto, não conseguiu atingir as especificações mínimas necessárias, pois usava componentes de “uso geral”. Veio para o Brasil para aprofundar os estudos e tornar o seu sistema mais preciso. A tese Gerador de sinais para aplicação da espectroscopia de bioimpedância elétrica na detecção de câncer foi orientada pelo professor Wilhelmus Adrianus Maria Van Noije, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) da Poli.

Segundo o docente, a principal estratégia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico do câncer do colo de útero é o rastreamento. São feitos exames em pessoas aparentemente saudáveis, em busca de um diagnóstico precoce. O problema é que o custo do rastreamento é muito alto. “Além disso, 80% dos casos desse tipo de câncer são registrados em países em desenvolvimento, o que justifica nossa preocupação acadêmica e social com o assunto”, afirma.

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Fonte: USP

Novo remédio biológico para tratamento de cânceres é aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo produto biológico para o tratamento de cânceres de bexiga e de pulmão.

O Tecentriq (atezolizumabe) é um anticorpo monoclonal. Isso significa que uma proteína presente no medicamento se liga a outra, encontrada em células doentes, e aumenta a capacidade de defesa do sistema imunológico.

A medida prevê que o remédio seja usado por adultos que já tenham passado por quimioterapia para tratar carcinomas uroteliais. O Tecentriq também é indicado para pacientes com câncer de pulmão, mesmo que já tenham passado por quimioterapia.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Anvisa