Novo remédio biológico para tratamento de cânceres é aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo produto biológico para o tratamento de cânceres de bexiga e de pulmão.

O Tecentriq (atezolizumabe) é um anticorpo monoclonal. Isso significa que uma proteína presente no medicamento se liga a outra, encontrada em células doentes, e aumenta a capacidade de defesa do sistema imunológico.

A medida prevê que o remédio seja usado por adultos que já tenham passado por quimioterapia para tratar carcinomas uroteliais. O Tecentriq também é indicado para pacientes com câncer de pulmão, mesmo que já tenham passado por quimioterapia.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Anvisa

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Inrad promove Campanha de prevenção

biblioteca_910_anatomia_saudeNesta semana, pacientes e acompanhantes do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da FMUSP estão recebendo orientações sobre prevenção, fatores de risco, sintomas e tratamento do câncer de mama.

A equipe multidisciplinar também distribuiu broches com o símbolo do Outubro Rosa para lembrar a importância do diagnóstico precoce. Além disso, os colaboradores do InRad participaram de palestra de conscientização e também puderam tirar suas dúvidas sobre a doença.

Fonte: HC/FMUSP

Exercício físico pode deter a caquexia, inflamação que induz à perda de peso e agrava o câncer e outras doenças

corpusHá cinco anos, o cirurgião Paulo Alcântara ficou intrigado ao ver que dois pacientes que atendera na mesma semana no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), com a mesma idade e o mesmo tipo de câncer avançado de intestino, reagiam de modo diferente ao tratamento. Um era obeso e o outro, muito magro. A magreza era uma expressão da caquexia, síndrome caracterizada pela perda contínua de massa muscular e de apetite que pode acompanhar – e agravar – não apenas o câncer, mas também a Aids, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Verificada em 40% das pessoas com câncer e em 80% das hospitalizadas com tumores malignos, a caquexia dificulta o tratamento e responde por 20% das mortes causadas por essa doença. O paciente magro morreu um ano e meio depois em consequência do câncer e da caquexia, enquanto o outro viveu mais quatro anos.

Intrigado com essa situação, Alcântara procurou a bióloga Marília Seelander, que trabalha com exercício físico, inflamação e câncer há 25 anos no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP (ver Pesquisa FAPESP no 89). Com base nos resultados de experimentos em modelos animais, os dois pesquisadores planejaram um estudo para avaliar os possíveis efeitos da atividade física em pessoas com câncer e caquexia.

Os resultados preliminares dos testes no HU indicam que um programa de exercícios físicos – andar ou correr em uma esteira durante uma hora por dia, durante seis semanas, no próprio hospital – pode reduzir os processos inflamatórios que resultam em perda de peso. Os participantes com câncer e caquexia recuperaram massa muscular e apetite e apresentaram uma melhor recuperação pós-operatória, em comparação com os sem caquexia. Notou-se também uma mudança do perfil de citocinas, proteínas que ativam as células de defesa: os níveis de citocinas pró-inflamatórias, que causam e agravam a caquexia, caíram e os de citocinas anti-inflamatórias subiram.

Até agora, 332 pacientes com câncer de estômago, pâncreas e intestino – com e sem caquexia – participaram do estudo; 272 formaram o grupo dos sedentários e 50 o dos que se submeteram ao treinamento físico. “O bloqueio da caquexia poderia permitir um tratamento mais intensivo, favorecer a qualidade de vida e ampliar a sobrevida dos pacientes”, diz Alcântara. “Mas temos de chegar a 100 casos em cada grupo de pessoas com e sem câncer e com e sem caquexia para termos resultados com significância estatística.” Os estudos em andamento, propostos em um artigo de 2015 na revista Current Opinion in Supportive and Palliative Care, integram equipes da USP, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), da Santa Casa de São Paulo e do hospital Santa Marcelina.

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Fonte: FAPESP

Novo portal de pesquisa sobre câncer da Nature Research

O novo portal de pesquisa sobre câncer da Nature Research está no ar.

No portal estão disponíveis estudos, pesquisas, revisões, conteúdo com curadoria especial, como: coleções, problemas de foco e animações para ser usado em apresentações e materiais educacionais.

Acesso em: go.nature.com/2eKMtKJ

Fonte: Springer Brasil

Nova classificação dos gliomas

Pesquisadores da USP Ribeirão Preto, juntamente com outros pesquisadores internacionais publicaram artigo sobre câncer de cérebro onde propuseram nova classificação para os gliomas, um dos tipos de cânceres mais fatais.

No consultório, para determinar qual será o tratamento do paciente, os médicos dividem esses tumores em quatro graus, de acordo com a gravidade do câncer: grau I, II, III ou IV. Pesquisadores propõe agora uma nova classificação, mais precisa, com sete tipos de tumores diferentes. Cada tipo sugere uma forma de tratamento e um tempo de sobrevida específicos.

A nova classificação foi fruto de análise genética e epigenética dos gliomas. A pesquisa foi coordenada por Houtan Noushmehr, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP); por Antonio Iavarone, da Universidade de Columbia (EUA); e por Roel Verhaak, do Instituto MD Anderson (EUA). Foram analisados os genes ativos no tumor, a metilação do DNA, o número de cópias de genes nas células, as mutações genéticas, a expressão de RNA, a codeleção do cromossomo 1p19q, o comprimento dos telômeros e mutações no gene IDH1.

O artigo, publicado na revista científica Cell em 28 de janeiro de 2016, está disponível em: http://www.cell.com/.

Fonte: Ciência USP

Leucemia linfoblástica aguda ganha novo tratamento

O novo medicamento Oncaspar (pegaspargase) será mais uma opção para o tratamento de pacientes diagnosticados com leucemia linfoblástica aguda (LLA). O medicamento foi registrado como produto biológico novo, de acordo com a resolução RDC 55, de 16 de dezembro de 2010. A publicação do registro foi feita nesta segunda-feira (12/6).

Como Oncaspar atua?

Oncaspar contém pegaspargase, que é uma enzima que decompõe a L-asparagina, um componente importante das proteínas, sem o qual as células não podem sobreviver. As células normais podem fabricar asparagina para si próprias, ao passo que algumas células cancerígenas não o fazem. Oncaspar reduz o nível de asparagina nas células cancerígenas do sangue e impede as células cancerígenas de crescer.

Qual é a indicação do Oncaspar?

O produto Oncaspar (pegaspargase) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas: “Oncaspar é indicado como um componente da terapia antineoplásica combinada de pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA)”.

Fonte: Anvisa

Pesquisadores desenvolvem técnicas inovadoras para a detecção precoce de diversos tipos de câncer

Pesquisadores do campus de São Carlos da USP trabalham na criação de técnicas inovadoras para a detecção precoce de diversos tipos de câncer. Na tese Filmes nanoestruturados aplicados em biossensores para detecção precoce de câncer de pâncreas, o físico Andrey Coatrini Soares desenvolveu uma solução utilizando nanomateriais de baixo custo que, em breve, podem auxiliar profissionais de saúde em todo o País.

Membro do Grupo de Polímeros do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, Soares contou com a experiência de colegas na construção dos chamados biossensores, pequenos dispositivos que utilizam componentes biológicos como elementos de reconhecimento. O primeiro deles, elaborado por pesquisadores do grupo, foi desenvolvido para diagnosticar o câncer de mama.

Utilização de biossensores

A partir da descoberta de que o câncer de pâncreas tem uma alta taxa de mortalidade aliada a problemas em sua detecção precoce, o físico começou seu trabalho. Utilizando os chamados filmes de Langmuir – filmes com espessura de apenas uma molécula que se formam em uma interface líquido-gás – pesquisadores conseguem estudar a interação de materiais com uma membrana celular e, com isso, “podemos estudar medicamentos que possam agir na membrana celular e isso se tornar um antibiótico, por exemplo”, explica ele.

Com essa base são criados os biossensores, que estruturalmente são compostos de duas partes. “Você tem a chamada camada ativa e um elemento de transdução. O transdutor é algo que consegue ler a interação da camada ativa e transforma isso num sinal mensurável”, lista Soares. “A camada que você coloca, por exemplo, num eletrodo vai ser a responsável por identificar o que queremos medir, no caso, o câncer”, esclarece.  Fazendo testes com amostras de sangue – depositadas nos biossensores – de pacientes cedidas pela equipe do Hospital do Câncer de Barretos, o físico confirmou em sua tese que a identificação de pacientes com os biomarcadores tumorais foi bem-sucedida. No futuro, “pretendemos fazer um biossensor implantável. Para ficar dentro do organismo e o paciente não ter problemas”, prevê o pesquisador.

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Fonte: Jornal da USP