Vaga de estágio para pós-graduação no ICB/USP

| Oportunidade de estágio no ICB |

O Laboratório de Regulação da Expressão Gênica em Eucariotos do ICB acaba de abrir uma vaga de estágio em Splicing de microRNAs e câncer para alunos de Pós-graduação.

Os interessados devem enviar o currículo para a Profa. Dra. Patricia Coltri através do e-mail coltri@usp.br.

Fonte: ICB/USP

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Pesquisador propõe uso da espectroscopia de bioimpedância elétrica para diagnóstico do câncer de colo do útero

técnica da espectroscopia de bioimpedância elétrica para detecção de câncer do colo de útero é um caminho que a indústria da saúde e a ciência têm perseguido para fazer diagnósticos mais rápidos, precisos, baratos e menos invasivos do que os métodos tradicionais. Uma tese de doutorado defendida na Escola Politécnica (Poli) da USP propôs as bases conceituais para um equipamento de baixo custo que possa utilizar essa técnica para o diagnóstico da doença.

O colombiano Jose Alejandro Amaya Palacio já desenvolveu em seu país um protótipo preliminar de equipamento que tem esse objetivo, entretanto, não conseguiu atingir as especificações mínimas necessárias, pois usava componentes de “uso geral”. Veio para o Brasil para aprofundar os estudos e tornar o seu sistema mais preciso. A tese Gerador de sinais para aplicação da espectroscopia de bioimpedância elétrica na detecção de câncer foi orientada pelo professor Wilhelmus Adrianus Maria Van Noije, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) da Poli.

Segundo o docente, a principal estratégia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico do câncer do colo de útero é o rastreamento. São feitos exames em pessoas aparentemente saudáveis, em busca de um diagnóstico precoce. O problema é que o custo do rastreamento é muito alto. “Além disso, 80% dos casos desse tipo de câncer são registrados em países em desenvolvimento, o que justifica nossa preocupação acadêmica e social com o assunto”, afirma.

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Fonte: USP

Novo remédio biológico para tratamento de cânceres é aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo produto biológico para o tratamento de cânceres de bexiga e de pulmão.

O Tecentriq (atezolizumabe) é um anticorpo monoclonal. Isso significa que uma proteína presente no medicamento se liga a outra, encontrada em células doentes, e aumenta a capacidade de defesa do sistema imunológico.

A medida prevê que o remédio seja usado por adultos que já tenham passado por quimioterapia para tratar carcinomas uroteliais. O Tecentriq também é indicado para pacientes com câncer de pulmão, mesmo que já tenham passado por quimioterapia.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Anvisa

Inrad promove Campanha de prevenção

biblioteca_910_anatomia_saudeNesta semana, pacientes e acompanhantes do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da FMUSP estão recebendo orientações sobre prevenção, fatores de risco, sintomas e tratamento do câncer de mama.

A equipe multidisciplinar também distribuiu broches com o símbolo do Outubro Rosa para lembrar a importância do diagnóstico precoce. Além disso, os colaboradores do InRad participaram de palestra de conscientização e também puderam tirar suas dúvidas sobre a doença.

Fonte: HC/FMUSP

Exercício físico pode deter a caquexia, inflamação que induz à perda de peso e agrava o câncer e outras doenças

corpusHá cinco anos, o cirurgião Paulo Alcântara ficou intrigado ao ver que dois pacientes que atendera na mesma semana no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), com a mesma idade e o mesmo tipo de câncer avançado de intestino, reagiam de modo diferente ao tratamento. Um era obeso e o outro, muito magro. A magreza era uma expressão da caquexia, síndrome caracterizada pela perda contínua de massa muscular e de apetite que pode acompanhar – e agravar – não apenas o câncer, mas também a Aids, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Verificada em 40% das pessoas com câncer e em 80% das hospitalizadas com tumores malignos, a caquexia dificulta o tratamento e responde por 20% das mortes causadas por essa doença. O paciente magro morreu um ano e meio depois em consequência do câncer e da caquexia, enquanto o outro viveu mais quatro anos.

Intrigado com essa situação, Alcântara procurou a bióloga Marília Seelander, que trabalha com exercício físico, inflamação e câncer há 25 anos no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP (ver Pesquisa FAPESP no 89). Com base nos resultados de experimentos em modelos animais, os dois pesquisadores planejaram um estudo para avaliar os possíveis efeitos da atividade física em pessoas com câncer e caquexia.

Os resultados preliminares dos testes no HU indicam que um programa de exercícios físicos – andar ou correr em uma esteira durante uma hora por dia, durante seis semanas, no próprio hospital – pode reduzir os processos inflamatórios que resultam em perda de peso. Os participantes com câncer e caquexia recuperaram massa muscular e apetite e apresentaram uma melhor recuperação pós-operatória, em comparação com os sem caquexia. Notou-se também uma mudança do perfil de citocinas, proteínas que ativam as células de defesa: os níveis de citocinas pró-inflamatórias, que causam e agravam a caquexia, caíram e os de citocinas anti-inflamatórias subiram.

Até agora, 332 pacientes com câncer de estômago, pâncreas e intestino – com e sem caquexia – participaram do estudo; 272 formaram o grupo dos sedentários e 50 o dos que se submeteram ao treinamento físico. “O bloqueio da caquexia poderia permitir um tratamento mais intensivo, favorecer a qualidade de vida e ampliar a sobrevida dos pacientes”, diz Alcântara. “Mas temos de chegar a 100 casos em cada grupo de pessoas com e sem câncer e com e sem caquexia para termos resultados com significância estatística.” Os estudos em andamento, propostos em um artigo de 2015 na revista Current Opinion in Supportive and Palliative Care, integram equipes da USP, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), da Santa Casa de São Paulo e do hospital Santa Marcelina.

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Fonte: FAPESP

Novo portal de pesquisa sobre câncer da Nature Research

O novo portal de pesquisa sobre câncer da Nature Research está no ar.

No portal estão disponíveis estudos, pesquisas, revisões, conteúdo com curadoria especial, como: coleções, problemas de foco e animações para ser usado em apresentações e materiais educacionais.

Acesso em: go.nature.com/2eKMtKJ

Fonte: Springer Brasil

Nova classificação dos gliomas

Pesquisadores da USP Ribeirão Preto, juntamente com outros pesquisadores internacionais publicaram artigo sobre câncer de cérebro onde propuseram nova classificação para os gliomas, um dos tipos de cânceres mais fatais.

No consultório, para determinar qual será o tratamento do paciente, os médicos dividem esses tumores em quatro graus, de acordo com a gravidade do câncer: grau I, II, III ou IV. Pesquisadores propõe agora uma nova classificação, mais precisa, com sete tipos de tumores diferentes. Cada tipo sugere uma forma de tratamento e um tempo de sobrevida específicos.

A nova classificação foi fruto de análise genética e epigenética dos gliomas. A pesquisa foi coordenada por Houtan Noushmehr, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP); por Antonio Iavarone, da Universidade de Columbia (EUA); e por Roel Verhaak, do Instituto MD Anderson (EUA). Foram analisados os genes ativos no tumor, a metilação do DNA, o número de cópias de genes nas células, as mutações genéticas, a expressão de RNA, a codeleção do cromossomo 1p19q, o comprimento dos telômeros e mutações no gene IDH1.

O artigo, publicado na revista científica Cell em 28 de janeiro de 2016, está disponível em: http://www.cell.com/.

Fonte: Ciência USP