FMUSP oferece bolsa Fapesp em reumatologia e genética

A disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP oferece duas bolsas de pós-doutorado (médico, farmacêutico, biólogo, biomédico ou áreas afins), com dedicação exclusiva de 40 horas semanais, com duração de 24 meses, custeadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP, processo nº: 2016/00006-7, vigência: 01/08/2017 a 31/07/2022).
O projeto, intitulado “Avaliação de Parâmetros do Metabolismo Ósseo por HR-pQCT e Histomorfometria em Pacientes com Artrite Reumatoide e Artrite Idiopática Juvenil: Associação com Variáveis Clínicas e Genéticas”, tem como coordenadora e pesquisadora responsável a Professora Titular Rosa Maria Rodrigues Pereira e professor colaborador Dr. Alexandre Costa Pereira (Instituto do Coração do HCFMUSP).
A primeira vaga é na área de genética, com ênfase para análise de transcriptoma e bioinformática. Os candidatos deverão ter conhecimento técnico na extração de RNA, análise de transcriptoma e processamento de dados utilizando-se softwares específicos. Exige-se o título de doutor para brasileiros ou título equivalente para estrangeiros.
A segunda vaga é na área de metabolismo ósseo e avaliação de erosões ósseas em doenças reumatológicas (artrite reumatoide) por HR-pQCT (Tomografia Computadorizada Quantitativa Periférica de Alta Resolução). Os candidatos deverão ter conhecimento e experiência na aquisição e análise de imagens obtidas por esta metodologia na região de metacarpofalangeanas. Exige-se o título de doutor ou título equivalente para estrangeiros
Os requisitos do candidato e benefícios da bolsa de pesquisa de pós-doutorado podem ser verificados no link: fapesp.br/bolsas/pd
Os candidatos deverão entrar em contato com Profª Drª Rosa Maria Rodrigues Pereira, através do e-mail reumatologia.fmusp@hc.fm.usp.br, manifestando interesse de participar do processo seletivo com a seguinte documentação, até 16 de novembro de 2017:
a) Curriculum Vitae e lattes atualizados.
b) Uma carta de apresentação e explicando as razões do interesse no projeto.
c) Duas cartas de recomendação.
Fonte: FMUSP
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Câncer de pele: pesquisadores realizam testes para novo tratamento

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão testando em camundongos uma técnica que associa corrente elétrica de baixa intensidade a uma formulação contendo quimioterápicos nanoencapsulados para o tratamento de câncer de pele.

Resultados preliminares do estudo foram apresentados nos Estados Unidos, durante a FAPESP Week Nebraska-Texas, realizada entre os dias 18 e 22 de setembro.

“Um dos desafios para esse tipo de tratamento tópico é fazer com que o fármaco consiga atravessar o estrato córneo – a camada mais superficial da pele, composta basicamente de células mortas. Essa é uma importante barreira do tecido contra a entrada de microrganismos, mas também dificulta a penetração de medicamentos”, explicou Renata Fonseca Vianna Lopez, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).

Aplicar uma corrente unidirecional de baixa intensidade é uma das formas de fazer com que substâncias químicas atravessem a pele, sendo empurradas até a circulação pelo campo elétrico. Essa técnica é conhecida como iontoforese.

No caso do câncer de pele, porém, a intenção não é que o fármaco atravesse todo o tecido e chegue ao sangue e sim que ele se concentre na região abaixo do estrato córneo que precisa de tratamento. Essa é a razão pela qual, no trabalho coordenado por Lopez, optou-se por colocar o quimioterápico dentro de nanopartículas.

O trabalho vem sendo realizado no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP. Os primeiros testes in vivo foram feitos durante o doutorado de Raquel Petrilli.

Os pesquisadores induziram, nos animais, a formação de um tumor do tipo carcinoma de células escamosas – um dos tipos mais frequentes de câncer de pele – por meio de uma injeção subcutânea de células tumorais humanas que superexpressam o gene EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico, na sigla em inglês). A presença dessa proteína, explicou Lopez, torna o tumor mais agressivo.

A terapia foi feita com uma formulação contendo o quimioterápico 5-fluorouracil encapsulado em uma nanopartícula (lipossoma) funcionalizada com um anticorpo anti-EGFR. As células malignas são capazes de capturar maior quantidade do fármaco encapsulado nesses lipossomas.

Parte dos roedores recebeu a formulação no tumor por meio de injeções subcutâneas e parte por aplicação tópica associada à iontoforese.

O grupo que recebeu a formulação associada à iontoforese apresentou uma redução tumoral significativamente maior do que o que recebeu por via injetável.

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Fonte: FAPESP

 

Bolsa de pós-doutorado no ICESP

O Instituto do Câncer Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira- ICESP oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em seu Laboratório de Vetores Virais do Centro de Investigação Translacional em Oncologia, com Bolsa da FAPESP.

O prazo de inscrição termina em 4 de outubro de 2017.

A Bolsa está vinculada ao Projeto Temático “Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico para estudos translacionais”.

O projeto envolve a utilização de metodologias de biologia celular e molecular – especialmente a cultura regular de linhagens celulares de melanoma humano e também cultivo em 3D de células tumorais primárias derivadas de pacientes portadores de melanoma – para estudar a resposta celular ao tratamento com os vetores adenovirais. O estudo incluirá a aplicação das células tratadas em modelos ex vivo de ativação de células dendríticas e células T. Em paralelo, modelo PDX (patient derived xenograft) será explorado.

Os candidatos interessados devem ter concluído o doutorado em área relacionada ao projeto pretendido, como Farmácia, Microbiologia ou Bioquímica. A posição requer experiência prévia em Biologia Celular e Molecular e conhecimento de modelos envolvendo células dendríticas e sua caracterização, além de experiência em cultura regular de células e em modelos que envolvam o uso de vetores virais. Também são desejáveis inglês fluente e capacidade de manipulação de animais de biotério (principalmente camundongo).

A seleção será feita por meio de avaliação de seu curriculum vitae e das cartas de recomendação. Caso haja necessidade uma entrevista presencial ou via Skype poderá ser realizada.

Os interessados deverão enviar, em formato PDF, para o professor coordenador do projeto, Bryan E. Strauss, via e-mail (bryan.strauss@hc.fm.usp.br): 1) Currículo Lattes atualizado; 2) Carta de interesse, explicitando os motivos para a sua inscrição para a posição; 3) Duas cartas de recomendação emitidas por profissionais de sua área de atuação.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.174,80 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Fonte: FAPESP

Como aumentar o impacto de artigos científicos

RankingO número de artigos publicados por pesquisadores brasileiros cresceu muito nos últimos 20 anos. Porém, o impacto dessas pesquisas não acompanhou o mesmo crescimento. Para pensar em maneiras de reverter o cenário, especialistas se reuniram no 1st Symposium on High Impact Publications, no Instituto Butantan. O evento, dia 1º de setembro, teve o intuito de debater estratégias para que a ciência praticada no país conquiste mais relevância.

“Em 20 anos tivemos pouca evolução de impacto e os problemas estão em todas as áreas. É verdade que algumas conquistaram mais espaço, como é o caso de Clínica Médica e Física. No entanto, o fato é que, na média, nunca o impacto dos artigos brasileiros foi maior do que a média do impacto mundial”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Para Brito Cruz é possível observar uma relação entre colaboração internacional e o aumento do impacto dos artigos. “Acredito que a colaboração internacional seja uma boa estratégia, uma delas, para se ter mais impacto. Olhando o histórico de Espanha e Itália, que cresceram muito nesse quesito nos últimos anos, a colaboração parece funcionar, mas isso não deve virar um dogma. De qualquer forma, antes de ter publicações de impacto, é preciso ter pesquisa de impacto”, disse.

No simpósio, os especialistas, além de estimular a colaboração internacional, destacaram a importância de aumentar o impacto das revistas científicas brasileiras e a oferta de melhores condições para a realização de projetos de pesquisa de maior ousadia e duração.

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Fonte: FAPESP

Estudos apontam que dor crônica tem relação com ansiedade e depressão

De acordo com pesquisadores do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo há uma forte relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor – como depressão e bipolaridade –, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%), artrite (9%) e diabetes (7%).

Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias ( 30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos os distúrbios em 23%. O resultado do estudo é que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram duas vezes mais chance de apresentar doenças crônicas.

O artigo, publicado no Journal of Affective Disorders, faz parte do São Paulo Megacity Mental Health Survey, levantamento concluído em 2009 no âmbito do Projeto Temático “Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na Região Metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica”, financiado pela FAPESP.

Os pesquisadores afirmam no estudo a necessidade clara de tornar o diagnóstico e o tratamento da saúde mental uma prioridade no sistema de saúde. Andrade alerta ainda que o esperado é que a prevalência dessas doenças aumente nos próximos anos na Região Metropolitana de São Paulo.

“Ao pesquisar a questão de saúde das cidades é possível notar um aumento das prevalências de depressão e ansiedade, muito provavelmente ligado à alteração de estilo de vida na metrópole. Então é possível esperar que haja um aumento também em todo o pacote, não só de depressão e ansiedade, mas também de outras doenças como infarto, acidente vascular cerebral, diabetes, hipertensão e dor”, disse.

Estudos anteriores já haviam mostrado de forma consistente a associação entre doenças crônicas e transtornos de humor e ansiedade. Mas ainda não se sabe porque a relação entre dor crônica e ansiedade ou depressão é tão intensa, pois os mecanismos fisiopatológicos da dor crônica são pouco conhecidos.

A comorbidade pode ser explicada a partir das limitações comportamentais devido a doenças físicas, que restringem o indivíduo a exercer atividades gratificantes.

Andrade explica que, assim como as células do sistema de defesa são ativadas quando há uma invasão por um agente patógeno, o estresse psicológico em uma situação ambiental – como, por exemplo, viver em uma cidade como São Paulo – acaba ativando o sistema inflamatório.

“Aumento da inflamação, lesões do endotélio – camada de célula presente em todos os vasos sanguíneos – e danos oxidativos são algumas vias que podem estar relacionadas à ocorrência da comorbidade. Consequentemente, é imperativo que sintomas depressivo-ansiosos sejam tratados agressivamente em pacientes com condições médicas crônicas, pois sua resolução pode ser acompanhada por melhora geral sintomática e uma importante diminuição no risco de mortalidade e complicações”, disse Andrade.

No entanto, de acordo com a pesquisadora, ainda é preciso fazer mais pesquisa enfocando a interação entre depressão, ansiedade e doenças físicas crônicas para elucidar os mecanismos pelos quais se originam as doenças.

O artigo Dual burden of chronic physical diseases and anxiety/mood disorders among São Paulo Megacity Mental Health Survey Sample, Brazil (http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0165032717308364), de Melanie S. Askari, Laura Helena Andrade, Alexandre Chiavegatto Filho, Camila Magalhães Silveira, Erica Siu, Yuan-Pang Wang, Maria Carmen Viana, Silvia S. Martins, pode ser lido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0165032717308364.

Fonte: FAPESP

Pós-doutorado no ICB/USP

| Oportunidade: Pós-doc em Neurociência no ICB-USP |

A vaga é para a realização do pós-doutorado com tema “Neuroproteção e sinalização celular no sistema nervoso central”, supervisionado pelo Cristoforo Scavone, Professor e Pesquisador do ICB-USP. O prazo para inscrição é até 15 de julho.

O projeto integra o temático “Envelhecimento e Neuroproteção: ações da proteína α-Klotho no metabolismo energético, sinalização da Na,K-ATPase e respostas adaptativas no sistema nervoso central”.

Pesquisadores buscam novas maneiras de dignosticar a esclerose lateral amiotrófica (ELA) precocemente

elaA esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença caracterizada pela degeneração de neurônios motores e que apresenta progressão geralmente rápida.

“A partir do momento do diagnóstico, cerca de 90% dos pacientes têm sobrevida de três a cinco anos”, disse Marcondes Cavalcante França Jr., chefe do setor de Doenças Neuromusculares da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Marcondes e equipe são os responsáveis pelo atendimento dos pacientes com ELA no Hospital das Clínicas da Unicamp.

“Incurável, ELA é a terceira doença neurodegenerativa mais comum, depois do Alzheimer e Parkinson, e a que menos se conhecem as causas. Não conhecemos a etiologia da doença ou qual o seu fator desencadeante. Mas sabemos que de 5% a 10% dos casos têm substrato genético. E que cerca de 15 genes, quando sofrem mutação, estão relacionados ao desenvolvimento de ELA”, disse.

Na maioria dos casos, a esclerose lateral amiotrófica acomete pessoas com idades entre 50 e 65 anos. A prevalência no Brasil é de cinco casos para cada 100 mil habitantes. Hoje, aqui, leva-se em torno de 14 meses desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a confirmação do diagnóstico. Nos Estados Unidos, Europa e Japão leva-se um pouco menos: 12 meses.

O tempo é longo por uma série de fatores. Os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças. O doente pode demorar a procurar um médico e, quando o faz, muitas vezes precisa recorrer a outros profissionais até receber o diagnóstico correto.

Marcondes e equipe buscam encontrar marcadores de imagem, sanguíneos e genéticos, que possam auxiliar no diagnóstico precoce da doença. O resultado mais recente da pesquisa foi publicado na revista NeuroImage: Clinical e está centrado no uso de técnicas avançadas de análise de imagens de ressonância magnética, capazes de revelar marcadores de ELA.

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Fonte: FAPESP