UNICAMP abre inscrições para pós-doutorado no Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades

bolsas-de-estudoO Laboratório de Sinalização Celular do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) oferece uma oportunidade de pós-doutorado com Bolsa da FAPESP.

A vaga é para o Projeto Temático “Efeitos antiobesidade de nutrientes por meio da ativação dos receptores hipotalâmicos FFAR1 e FFAR4” e o prazo de inscrição se encerra no dia 12 de dezembro de 2017. Com sede na Unicamp, o OCRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

O trabalho tem como principal finalidade contribuir para a identificação de uma estratégia alimentar que auxilie no controle da obesidade, além de ter potencial para a descoberta de drogas no combate à obesidade. O estudo visa avaliar o mecanismo de funcionamento dos receptores de ácidos graxos no hipotálamo, principal centro de controle homeostático da fome.

Além de doutorado concluído, o candidato à bolsa deve ter: experiência em análise morfológica por microscopia de luz e confocal; amplo conhecimento de técnicas em biologia celular (ênfase em cultivo de células precursoras neuronais do cérebro adulto de camundongos), análise de viabilidade e ciclo celular (bioquímicas e imunodetecção por citometria de fluxo), respirometria de alta resolução e biologia molecular (qRT-PCR, transfecção-siRNA, microarray). Além disso, espera-se que o candidato tenha habilidade de trabalho em ambiente multidisciplinar.

O bolsista terá a supervisão do professor Licio Augusto Velloso. O interessado pela oportunidade deverá enviar carta de interesse, duas cartas de recomendação, resumo da pesquisa desenvolvida durante doutorado e currículo para o e-mailobesity.ocrc@gmail.com.

Mais informações sobre a vaga estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/1868.

A oportunidade está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.174,80 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Fonte: FAPESP

Anúncios

Grupo da USP identifica genes relacionados à progressão do melanoma

Ao tratar linhagens celulares de melanoma humano com um composto sintético semelhante à curcumina – pigmento que dá a cor amarelo-alaranjada ao pó extraído da raiz da cúrcuma (Curcuma longa) – pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram genes que estão com a expressão alterada em tumores com potencial invasivo e em células malignas refratárias à quimioterapia.

Segundo os cientistas, caso novos estudos confirmem a importância desses genes para a progressão da doença e o ganho de resistência aos medicamentos, eles poderão ser explorados no futuro como biomarcadores para auxílio do diagnóstico ou até mesmo como alvos terapêuticos.

Resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP foram publicados na revista Pharmacological Research.

“Estudos anteriores de colaboradores já haviam demonstrado que o DM-1, composto análogo à curcumina, tem atividade antitumoral em baixas concentrações. Nosso objetivo foi entender quais genes essa substância modula e por que ela é tóxica para o melanoma e não para uma célula normal”, disse Érica Aparecida de Oliveira, pós-doutoranda na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

A pesquisa vem sendo desenvolvida sob a supervisão de Silvya Stuchi Maria-Engler, com a colaboração de Helder Nakaya e Gisele Monteiro – todos professores da FCF-USP.

Como explicou Oliveira, a literatura científica conta com algumas centenas de trabalhos atestando as propriedades antioxidantes, antitumorais, antimicrobianas e anti-inflamatórias da curcumina. No entanto, o uso terapêutico desse composto na forma natural é limitado devido à sua má absorção, metabolismo rápido e insolubilidade na água. Para resolver esse problema, cientistas têm desenvolvido análogos sintéticos com pequenas modificações estruturais que visam tornar a molécula mais estável no organismo.

O DM-1 – cujo nome completo é sodium 4-[5-(4-hydroxy-3-methoxyphenyl)-3-oxo- penta-1,4-dienyl]-2-methoxy-phenolate – foi sintetizado há alguns anos pelo professor José Agustín Pablo Quincoces Suárez, da Universidade Bandeirantes (Uniban).

“Experimentos com animais feitos por colaboradores mostraram que o tratamento com esse composto é capaz de promover uma redução no volume tumoral. O DM-1 também se mostrou tóxico para culturas de melanoma resistentes à quimioterapia”, contou Oliveira.

saiba mais…

Fonte: FAPESP

FAPESP anuncia novas normas para submissão de Projetos Temáticos

A partir de 31 de outubro de 2017, todo Projeto Temático submetido à FAPESP deverá incluir, como anexo, um Plano de Gestão de Dados. Este Plano é um texto de no máximo duas páginas, descrevendo os dados que o projeto irá produzir, como pretende disponibilizá-los e preservá-los.

Trata-se de mais uma iniciativa da FAPESP para incentivar práticas que garantam o maior benefício possível para o avanço científico e tecnológico.

A página www.fapesp.br/gestaodedados especifica as diretrizes gerais para a redação de um Plano, e fornece material adicional para auxiliar os pesquisadores a prepararem seus planos.

Fonte: FAPESP

USP cria iniciativas para disseminar boas práticas de pesquisa

plágioA Universidade de São Paulo criou o Comitê de Boas Práticas Científicas da USP, que tem como objetivo promover a cultura da integridade ética da pesquisa por meio de ações regulares e acessíveis a todos os alunos, docentes e pesquisadores.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação disponibilizou, no início do ano de 2017, para a comunidade da USP um software para detecção de plágios em textos. Agora, a universidade institucionalizou o processo a partir de iniciativas da FAPESP como o lançamento do Código de Boas Práticas Científicas da Fundação.

 

Na página da Pró-Reitoria de Pesquisa já foram anexados vários documentos e vídeos que servem como material de apoio.

“Esse é um terreno que envolve mudança de cultura. Como podemos fazer isso na prática? Um exemplo interessante é a seção Boas Práticas da Revista Pesquisa FAPESP, que reúne mais de 100 matérias sobre o tema. Com esse material, é possível se reunir com os alunos e discutir o assunto”, disse Hamilton Varela, professor do Instituto de Química, de São Carlos, e assessor do professor Krieger na Pró-Reitoria de Pesquisa da USP.

A USP está desenvolvendo uma nova plataforma com guias de conduta e segurança em laboratórios e boas práticas de pesquisa nas diversas áreas do conhecimento. A iniciativa visa estimular a programação de palestras, mesas-redondas e debates em simpósios e congressos realizados na USP.

Ainda nesse contexto, a USP vai introduzir a partir do próximo ano o acesso gratuito para pesquisadores e alunos de um caderno de laboratório on-line, o SciNote.

 

A criação do Comitê de Boas Práticas Científicas da USP partiu de um pedido da FAPESP de intensificar a educação de boas práticas como forma de prevenção.

 

saiba mais…

Fonte: FAPESP

FMUSP oferece bolsa Fapesp em reumatologia e genética

A disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP oferece duas bolsas de pós-doutorado (médico, farmacêutico, biólogo, biomédico ou áreas afins), com dedicação exclusiva de 40 horas semanais, com duração de 24 meses, custeadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP, processo nº: 2016/00006-7, vigência: 01/08/2017 a 31/07/2022).
O projeto, intitulado “Avaliação de Parâmetros do Metabolismo Ósseo por HR-pQCT e Histomorfometria em Pacientes com Artrite Reumatoide e Artrite Idiopática Juvenil: Associação com Variáveis Clínicas e Genéticas”, tem como coordenadora e pesquisadora responsável a Professora Titular Rosa Maria Rodrigues Pereira e professor colaborador Dr. Alexandre Costa Pereira (Instituto do Coração do HCFMUSP).
A primeira vaga é na área de genética, com ênfase para análise de transcriptoma e bioinformática. Os candidatos deverão ter conhecimento técnico na extração de RNA, análise de transcriptoma e processamento de dados utilizando-se softwares específicos. Exige-se o título de doutor para brasileiros ou título equivalente para estrangeiros.
A segunda vaga é na área de metabolismo ósseo e avaliação de erosões ósseas em doenças reumatológicas (artrite reumatoide) por HR-pQCT (Tomografia Computadorizada Quantitativa Periférica de Alta Resolução). Os candidatos deverão ter conhecimento e experiência na aquisição e análise de imagens obtidas por esta metodologia na região de metacarpofalangeanas. Exige-se o título de doutor ou título equivalente para estrangeiros
Os requisitos do candidato e benefícios da bolsa de pesquisa de pós-doutorado podem ser verificados no link: fapesp.br/bolsas/pd
Os candidatos deverão entrar em contato com Profª Drª Rosa Maria Rodrigues Pereira, através do e-mail reumatologia.fmusp@hc.fm.usp.br, manifestando interesse de participar do processo seletivo com a seguinte documentação, até 16 de novembro de 2017:
a) Curriculum Vitae e lattes atualizados.
b) Uma carta de apresentação e explicando as razões do interesse no projeto.
c) Duas cartas de recomendação.
Fonte: FMUSP

Câncer de pele: pesquisadores realizam testes para novo tratamento

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão testando em camundongos uma técnica que associa corrente elétrica de baixa intensidade a uma formulação contendo quimioterápicos nanoencapsulados para o tratamento de câncer de pele.

Resultados preliminares do estudo foram apresentados nos Estados Unidos, durante a FAPESP Week Nebraska-Texas, realizada entre os dias 18 e 22 de setembro.

“Um dos desafios para esse tipo de tratamento tópico é fazer com que o fármaco consiga atravessar o estrato córneo – a camada mais superficial da pele, composta basicamente de células mortas. Essa é uma importante barreira do tecido contra a entrada de microrganismos, mas também dificulta a penetração de medicamentos”, explicou Renata Fonseca Vianna Lopez, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).

Aplicar uma corrente unidirecional de baixa intensidade é uma das formas de fazer com que substâncias químicas atravessem a pele, sendo empurradas até a circulação pelo campo elétrico. Essa técnica é conhecida como iontoforese.

No caso do câncer de pele, porém, a intenção não é que o fármaco atravesse todo o tecido e chegue ao sangue e sim que ele se concentre na região abaixo do estrato córneo que precisa de tratamento. Essa é a razão pela qual, no trabalho coordenado por Lopez, optou-se por colocar o quimioterápico dentro de nanopartículas.

O trabalho vem sendo realizado no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP. Os primeiros testes in vivo foram feitos durante o doutorado de Raquel Petrilli.

Os pesquisadores induziram, nos animais, a formação de um tumor do tipo carcinoma de células escamosas – um dos tipos mais frequentes de câncer de pele – por meio de uma injeção subcutânea de células tumorais humanas que superexpressam o gene EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico, na sigla em inglês). A presença dessa proteína, explicou Lopez, torna o tumor mais agressivo.

A terapia foi feita com uma formulação contendo o quimioterápico 5-fluorouracil encapsulado em uma nanopartícula (lipossoma) funcionalizada com um anticorpo anti-EGFR. As células malignas são capazes de capturar maior quantidade do fármaco encapsulado nesses lipossomas.

Parte dos roedores recebeu a formulação no tumor por meio de injeções subcutâneas e parte por aplicação tópica associada à iontoforese.

O grupo que recebeu a formulação associada à iontoforese apresentou uma redução tumoral significativamente maior do que o que recebeu por via injetável.

saiba mais…

Fonte: FAPESP