Tudo sobre a Febre Amarela em site da Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) atua em diversas frentes no campo da saúde pública. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, fala sobre a atuação da Fundação em relação à febre amarela.

Este é o primeiro vídeo de uma série sobre a doença que será lançada nos próximos dias pela Fundação. Acompanhe a divulgação na Agência Fiocruz de Notícias (AFN), no YouTube da Fiocruz e em outras mídias sociais oficiais.

Visite também a página da AFN: Especial Febre Amarela

Fonte: FIOCRUZ

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IMT/USP promove evento sobre Febre Amarela

O Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, promove, dia 23/02/2018, das 9h às 12h, o evento “Novos desafios de um antigo problema: Febre Amarela”.

Mais informações:
email: cpq-imt@usp.br

LOCAL:
Instituto de Medicina Tropical de São Paulo/SP – USP
Anfiteatro Mario Camargo

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 470 – Cerqueira Cesar, São Paulo, SP

Fonte: FMUSP

 

Informações do Ministério da Saúde sobre Febre Amarela

Na página do Portal da Saúde é possível acessar informações atualizadas sobre a doença:

  • Informe Epidemiológico
  • Mapa com a área de recomendação de vacina
  • Orientações para gestores, profissionais de saúde e população

Sintomas da Febre Amarela:

Acesse: http://www.saude.gov.br/febreamarela

O Ministério da Saúde divulgou um balanço da situação da vacinação e da febre amarela. Veja a apresentação completa aqui.

Fonte: Ministério da Saúde

ICB da USP testa moléculas com potencial terapêutico para combater a Febre Amarela

Cientistas descobrem compostos com potencial de tratar febre amarela

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP identificaram compostos (moléculas) já testados e farmacologicamente ativos para outras doenças e que apresentam potencial para tratar a febre amarela. Os testes foram realizados em culturas de células humanas de fígado infectadas pelo vírus causador da doença. Os cientistas testaram 1.280 compostos e 88 deles (6,9%) reduziram a infecção em 50% ou mais. A estratégia é conhecida como “reposicionamento de fármacos” e pode encurtar em vários anos a chegada de medicamentos do laboratório até as farmácias.

Das moléculas mais promissoras, duas delas também tiveram eficácia contra o vírus da dengue. O estudo traz resultados inéditos ao localizar compostos de amplo espectro de funções farmacológicas, mas não descritos como anti-febre amarela, o que oferece uma oportunidade para a desenvolvimento de fármacos específicos para o tratamento dessa doença que se configura como um problema de saúde pública brasileira e alarma a comunidade internacional.

Eletromicrografia de transmissão do vírus da febre amarela – Foto: Erskine Palmer, Ph.D. – Centers for Disease Control and Prevention Publich Health Image Library / Domínio público via Wikimedia Commons

De acordo com o pesquisador Lúcio Freitas-Júnior, um dos autores da pesquisa, para desenvolver uma droga desde o começo, ou seja, descobrindo uma molécula, pode-se levar de 10 a 12 anos, a um custo de até alguns bilhões de reais. Isso porque os processos de desenvolvimento de fármacos seguem fases de teste in vitro ou in vivo em modelos experimentais, além de testes de segurança, para que depois sejam iniciadas as fases de teste clínico, em humanos. Esse processo leva muito tempo e dinheiro.

“A partir da estratégia de reposicionamento de fármacos, quando você começa a partir de algo que já foi testado e que já existe uma indicação boa, você está encurtando esse tempo para 2 a 4 anos, a um custo reduzido”, afirma o cientista.

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores do ICB Carolina B. Moraes e Denise Pilger; professor Paolo Zanotto, do Departamento de Microbiologia; Sabrina Queiroz e Laura Gil, da Fiocruz; além de Freitas-Júnior. O artigo Drug repurposing for yellow fever using high content screening descreve a pesquisa e foi publicado na repositório Biorxiv.

 

saiba mais…

Fonte: Jornal da USP

 

 

 

 

 

Saiba mais sobre a vacina contra a Febre Amarela

Pensando na relevância do tema o Instituto de Ciências Biomédicas – USP / (ICB-USP)
fez um infográfico com várias informações importantes.

  • Como funciona a vacina;
  • Pessoas que não podem tomar;
  • Diferença entre a dose integral e a fracionada.

Confira as informações abaixo:

Fonte: ICB/USP

Panorama da Febre Amarela

vacinasO alarme dos macacos

Controlada nas cidades pela vacinação, doença está dizimando populações de primatas silvestres, cujas mortes indicam as áreas de transmissão do vírus

CARLOS FIORAVANTI

Nas três últimas semanas de dezembro de 2017, o ecólogo Márcio Port Carvalho, pesquisador do Instituto Florestal de São Paulo, recolheu 65 bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) mortos pelo vírus da febre amarela no Horto Florestal, parque estadual na zona norte da capital paulista, com outros biólogos e equipes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Ambiental. “Praticamente todos os bugios do Horto morreram. Conhecíamos todos os 17 grupos”, conta ele.

Para os seres humanos, o vírus da febre amarela pode ser fatal, mas pode ser detido pela vacinação. Para os macacos, para os quais não há vacinas, está sendo catastrófico. Os órgãos públicos de saúde registraram a morte de mais de 2 mil animais – principalmente bugios – durante o surto de 2008 e 2009 no Rio Grande do Sul, mas o efeito do vírus deve ter sido mais amplo. Biólogos e epidemiologistas estimam que o número de primatas silvestres mortos por causa da febre amarela registrados em áreas urbanas corresponda a apenas 10% do total exterminado pela doença. Os outros 90% morrem no interior das matas, deterioram-se e não são encontrados. Calcula-se que cerca de 1,3 mil macacos devam ter morrido no Espírito Santo e 5 mil no estado de São Paulo em 2017.

As mortes dos macacos indicam as áreas de maior risco de transmissão do vírus da febre amarela e orientam as campanhas de vacinação (ver quadro). “Sem os macacos, estamos desprotegidos para perceber a chegada e os deslocamentos do vírus”, alerta o biólogo Júlio César Bicca Marques, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). “Antes de começar o monitoramento das mortes de macacos, o mapeamento da febre amarela dependia somente das pessoas que adoeciam e morriam”, diz o biólogo Renato Pereira de Souza, diretor técnico do núcleo de doenças de transmissão viral do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. “Só apareciam os casos graves, porque as pessoas com os sintomas mais leves não iam até os hospitais para se tratar.” O Ministério da Saúde propôs em 1999 aos órgãos de saúde o acompanhamento das mortes de macacos como estratégia para identificar as novas áreas de transmissão do vírus e planejar as medidas de proteção dos moradores das cidades, principalmente das áreas próximas a matas.

acesse aqui a matéria completa

Fonte: FAPESP