Exposição interativa e gratuita sobre o Aedes

O Museu da Vida da Fiocruz e o Sesc São Paulo inauguraram no dia 05/10/2017 a exposição interativa gratuita Aedes: que mosquito é esse? 
Realizada em parceria com a farmacêutica Sanofi, a atração tem concepção, organização e montagem do Museu da Vida, e classificação livre.
A exposição passeia pelo complexo universo do inseto, usando tecnologia avançada e material multimídia. A iniciativa é apoiada pela Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Fiocruz – que coordena diversas ações integradas para o controle do Aedes na instituição.
Com o objetivo de sensibilizar o público para a importância de seu papel como protagonista na promoção de práticas saudáveis, e alinhado ao conceito de promoção de saúde, o Sesc traz esta exposição visando a provocar reflexões acerca dos fatores de risco para doenças, para além da visão biológica, entendendo os sujeitos em sua integralidade, e respeitando o contexto social onde estão inseridos.
Diversas atividades interativas estão à disposição do público, entre elas o Quintal Interativo, em que é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do Aedes aegypti e as fases ovo, larva, pupa e alada (adulto). A ideia é convidar o visitante a encontrar potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta.  O jogo no estilo point-and-click promete mexer com o público e se tornar uma das grandes sensações.
O jogo Detetive da Dengue apresenta cenários com possíveis criadouros – o participante deve identificá-los e tocá-los para eliminar a ameaça. Quem encontrar e bloquear mais focos, ganha a partida e acumula pontos na passagem à próxima fase, com nova missão. Brincando, o visitante pode usar um aplicativo no celular para achar criadouros do inseto em locais distribuídos ao longo da exposição.
Exposição Aedes: que mosquito é esse?
Local: Sesc Florêncio de Abreu
Endereço: Rua Florêncio de Abreu, 305/315 – Centro – São Paulo
Abertura para o público: 5 de outubro a 15 de dezembro
Atendimento: segunda a sexta, das 10 às 19h
Entrada gratuita
Informações: (11) 3329-2800
Fonte: Fiocruz
Anúncios

Brasil e EUA firmam parceria para produção da 2ª etapa da vacina contra a Zika

vacinasO ministro da Saúde, Ricardo Barros, firmou no dia 26/11/2017, uma parceria com o secretário de Saúde dos EUA, Thomas Price, para a produção da segunda etapa da vacina contra o vírus Zika. Nesta fase, a vacina será testada em humanos em produção pela Fiocruz/Biomanguinhos, em parceria o EUA. O encontro aconteceu durante a 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada em Washington, nos Estados Unidos. Após testes bem-sucedidos em animais, a vacina segue agora para a fase de testes em humanos, que deve se iniciar dentro de um ano, logo após a produção dos lotes clínicos, avaliações pré-clínicas e a aprovação deste estudo pelo comitê de ética da Fiocruz/Biomanguinhos.

“Vamos agilizar o processo de produção da vacina, que será muito útil para o controle da Zika em todo o mundo. Essa vacina irá produzir muitos impactos positivos em relação à infecção pelo Zika, evitando sequelas nas pessoas contaminadas. Tenho certeza que o Brasil vai dar um grande exemplo ao mundo, mostrando como resolveu, rapidamente, a epidemia de Zika”, afirmou o ministro Ricardo Barros, nesta terça-feira, durante o evento em Washington. Segundo ele, a expectativa é que a vacina esteja disponível para a população em até dois anos, dependendo da evolução dos testes.

A vacina contra Zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde, apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio de seus filhotes. É um dos mais avançados estudos para a oferta de uma vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (22) pela revista Nature Communications.

Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa. Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o vírus Zika cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos.

Fonte: Portal da Saúde

Curso gratuito de comunicação, saúde e direitos das mulheres

Jornalistas, comunicadoras, comunicadores e ativistas de Natal, Recife, Rio de Janeiro e Salvador podem se inscrever até o dia 13 de outubro para o Curso de Comunicação, Saúde e Direitos das Mulheres, promovido pela ONU Mulheres e entidades parceiras do campo da comunicação e outras agências das Nações Unidas, com apoio de empresas de comunicação digital.
A iniciativa tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo e comunicadoras e comunicadores para a abordagem das temáticas de gênero, raça e etnia, colaborando para a melhoria do trabalho jornalístico e da produção de conteúdos livres de comunicação, com destaque à saúde e ao enfrentamento à violência contra as mulheres.
Em cada localidade, o curso será realizado para duas turmas distintas em razão das rotinas profissionais e das características das mídias. A turma jornalistas é voltada para repórteres, editoras e editores, produtoras e produtores, assessoras e assessores de imprensa e estudantes de Jornalismo. A turma comunicadoras, comunicadores e ativistas destina-se a blogueiras e blogueiros, vlogueiras e vlogueiros, radialistas, cyberativistas, repórteres comunitárias e comunitários e ativistas com interesse em comunicação. Cada turma tem o limite de 50 participantes.
O Curso de Comunicação, Saúde e Direitos das Mulheres está estruturado em três módulos, – Mulheres, saúde, acesso aos direitos e os contextos de enfrentamento ao racismo, ao etnocentrismo e à violência em sociedade; Comunicação, ética e os princípios da solidariedade e justiça social na saúde; e Mídias digitais – e duas atividades pedagógicas, uma sobre leitura crítica da mídia e outra de produção de conteúdo por meio da interação com fontes especializadas.
As inscrições são online.
Os conteúdos do Curso de Comunicação, Saúde e Direitos das Mulheres se interrelacionam com os propósitos da estratégia global Pacto de Mídia “Dê um passo pela igualdade de gênero”, da ONU Mulheres e traz, ainda, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a campanha internacional UNA-SE, cujo lema de 2017 é “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e as meninas”, e os desafios da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), para enfrentar o racismo e promover os direitos da população negra, contemplada, no Brasil.
Inscrições:
Turma Jornalistas: Rio de Janeiro (16 e 17/10/17), Natal (24 e 25/10/17), Salvador (6 e 7/11/17) e Recife (13 e 14/11/17).
Turma Comunicadoras e comunicadores: Rio de Janeiro (18 e 19/10/17), Natal (25 e 26/10/17), Salvador (9 e 10/11/17) e Recife (16 e 17/11/17).
Informações:
e-mail: grejornalistas@gmail.com
Fonte: Fiocruz

Conferência Livre de Vigilância em Saúde Fiocruz

A Fiocruz sedia no dia 17 de outubro, das 9h às 16h30, a Conferência Livre de Vigilância em Saúde Fiocruz – Direito, conquista e defesa de um SUS público e de qualidade. O encontro, que acontece no Museu da Vida, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, faz parte da preparação da Fundação para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), a ser realizada em novembro em Brasília.

A Conferência Livre da Fiocruz tem o objetivo de discutir os principais pontos do documento orientador divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). Espera-se identificar lacunas e possíveis contribuições da Fundação para o documento.

Ao final das discussões, ocorrerá a eleição de representantes da Fiocruz para a CNVS. Grupos que se organizem acima de 50 pessoas podem indicar delegados para a Conferência Nacional, até o limite de quatro.

Segundo Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação, que participa da Conferência da Fiocruz representando a Abrasco, “a primeira CNVS é uma possibilidade extraordinária de conectar por definitivo a vigilância em saúde ao SUS, ou seja, compreender a vigilância como responsabilidade do estado e como direito da sociedade. É uma possibilidade também de ressaltar o papel estratégico da vigilância na melhoria do quadro sanitário, em especial a redução da mortalidade infantil e da desnutrição e do aumento da expectativa de vida”.

Quatro eixos temáticos estão previstos para a Conferência Livre: 1) o lugar da vigilância em saúde no SUS; 2) responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde; 3) saberes, práticas, processos de trabalho e tecnologias na vigilância em saúde; 4) vigilância em saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde.

“Esta é a primeira conferência de Vigilância em Saúde do país, e fornecerá subsídios para as políticas na área”, diz Tânia Maria Peixoto Fonseca, assessora da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz. ”Para a Fiocruz, ela é especialmente importante, porque vigilância se confunde com a própria história da Fundação. A Fiocruz trabalha em todas as áreas de vigilância, desde a sanitária até a formação de profissionais, incluindo também o combate a doenças transmissíveis e a produção”.

De acordo com Ronald dos Santos, que participará da mesa de abertura da Conferência Livre da Fiocruz ao lado da presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, a CNVS tem o objetivo de “construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Mais informações podem ser obtidas com a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência (CVSLR). Tel: (21)3885-1614. E-mail: cvslr@fiocruz.br

Fonte: Fiocruz

Desconstruindo a cura gay

Em 2013, o Canal Saúde já desconstruía a cura gay em uma edição do Unidiversidade.

No vídeo o Conselho Federal de Psicologia já afirmava que a homossexualidade não é doença, portanto não há a cura.

Assista o vídeo

Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a homossexualidade como uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerada uma condição patológica. A chamada “cura gay”, polêmico Projeto de Lei que foi arquivado no Congresso, é o tema desta edição do Unidiversidade. Gravado na Biblioteca de Obras Raras no campus da Fiocruz.

Programa exibido em 23 de setembro de 2013.

Fonte: Fiocruz

Combate à Dengue utiliza inovação tecnológica

denguePesquisadores da Fiocruz descobriram que uma bactéria chamada Wolbachia, muito comum entre outros insetos, quando implantada no Aedes aegypti reduz, e até bloqueia, a transmissão de dengue, chikungunya e zika.
Wolbachia
Diante dessa evidência científica, a Fiocruz criou uma “fábrica” que dará mais um passo no combate a essas doenças, com o início da liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, em larga escala, no município do Rio de Janeiro.
A estrutura da fábrica conta com capacidade de produção semanal de 10 milhões de ovos do mosquito com a bactéria. Dez bairros da Ilha do Governador serão atendidos com essa produção: Ribeira, Zumbi, Cacuia, Pitangueiras, Praia da Bandeira, Cocotá, Bancários, Freguesia, Tauá e Moneró. Na sequência, toda a Ilha do Governador será coberta.
“Esses mosquitos, ao serem soltos no campo, vão cruzar com os outros. A fêmea passa a bactéria através dos ovos e todos os seus descendentes já nascem com a bactéria Wolbachia. Seria como fazer a imunização da população de campo do mosquito”, explica o pesquisador-líder do projeto, Luciano Moreira.
Após a conclusão do trabalho na região, o projeto se expandirá para outras localidades da cidade do Rio de Janeiro, nas zonas Norte e Sul. A liberação de mosquitos será encerrada até o final de 2018, quando as áreas beneficiadas pelo projeto reúnam cerca de 2,5 milhões habitantes.
Histórico
O projeto começou na Austrália e alcançou países que têm a dengue como problema epidêmico, entre eles: Indonésia, Vietnã e Colômbia. Em 2012, os pesquisadores da Fiocruz trouxeram o projeto para o Brasil, importando ovos do mosquito com a Wolbachia diretamente da Austrália.
A importação foi feita com a autorização do Ibama. A partir daí, o trabalho da Fiocruz foi iniciar um processo de cruzamento desses mosquitos com os mosquitos brasileiros. “Temos populações de mosquito do Brasil com a Wolbachia. A partir disso, fizemos toda a parte de preparação do projeto para chegar a campo com as aprovações regulatórias da Anvisa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ibama e do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa”, relembra Moreira.
Duas áreas pequenas foram utilizadas como piloto do projeto nos municípios de Niterói e do Rio de Janeiro com o objetivo de ver se os mosquitos produzidos em laboratório conseguiriam se estabelecer nas condições climáticas brasileiras. O resultado foi positivo, possibilitando a produção de mosquitos com Wolbachia em larga escala.
“A grande vantagem desse projeto é ele ser autossustentável. Fizemos liberações até janeiro de 2016. Hoje são 18 meses que paramos o processo de liberações e quase 100% da população de mosquitos nessas localidades contém a Wolbachia. Então mostra que realmente é natural, porque a Wolbachia já está na natureza, é seguro porque ela (a bactéria) vive dentro da célula (do mosquito) e nunca foi encontrada em humanos ou outro animal vertebrado”, declara Moreira.
Os mosquitos e a própria bactéria Wolbachia não passaram por qualquer processo de modificação genética. “Então temos todas essas vantagens na tentativa de reduzir a transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika”, comemora o pesquisador-líder Luciano Moreira.
Com a expansão do projeto, será feito um estudo epidemiológico para diagnosticar a possível redução do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Prevenção
Ao dar início a essa nova fase do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, os pesquisadores da Fiocruz, em parceria com outras instituições, reforçam a ideia que iniciativas inovadoras associadas a busca por diferentes prismas de atuação são fundamentais para enfrentar uma doença que traz problemas ao país.
Por isso, é importante que a população continue fazendo a sua parte, destruindo todos os possíveis criadouros e focos do mosquito Aedes aegypti. Igualmente, cada cidadão (incluindo as crianças e adolescentes) deve conversar com seus vizinhos e ajuda-los a combater o mosquito.
“O que a gente quer com essa conscientização da população é reduzir o número de mosquitos em uma área, mas que esses mosquitos tenham a Wolbachia. Com isso, que possamos bloquear a transmissão dos arbovírus (doenças) que eles podem transmitir”, conclui Moreira.
“Este projeto é uma clara demonstração de que a inovação tecnológica pode contribuir para a superação de graves problemas de saúde pública, como as doenças que têm o Aedes aegypti como transmissor. No entanto, não podemos esquecer que a proliferação do mosquito está intimamente associada a questões sociais e ambientais: à forma como lidamos com o ambiente, descartando objetos que podem se transformar em potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti; à deficiência na coleta do lixo urbano, ao abastecimento irregular de água para uso doméstico e à violência urbana que impede a adequada ação dos agentes de endemias”, ressalta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.
O projeto
O programa Eliminar a Dengue: Nosso Desafio é uma iniciativa internacional, sem fins lucrativos, com o objetivo de oferecer uma alternativa sustentável e de baixo custo às autoridades de saúde das áreas afetadas pela dengue, Zika e chikungunya, sem qualquer gasto para a população. A sede do programa mundial Eliminate Dengue: Our Challenge é na Universidade Monash, na Austrália. Os demais países em que a iniciativa está presente, em diferentes etapas de desenvolvimento, além de Brasil e Austrália, são Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, Fiji, Vanuatu e Kiribati.
Fonte: Fiocruz

Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador debaterá o assédio moral no trabalho

O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP/Fiocruz) promoverá, no dia 25 de julho, a aula aberta do Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador. Com o tema Os ataques à saúde mental de quem trabalha: o assédio moral, a atividade contará com a participação da professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Terezinha Martins. A palestra será no salão internacional da ENSP, a partir das 13 horas. Não é necessária inscrição prévia, e o evento é aberto a todos os interessados.

Terezinha Martins esteve na ENSP em 2016, durante as comemorações dos 62 anos da Escola. Na ocasião, a professora falou sobre O assédio moral e sexual e a gestão de instituições públicas. Segundo ela, o assédio moral é maior do ponto de vista numérico e pior do ponto de vista qualitativo no serviço público. “Quando somos assediados, não somente adoecemos: nos matamos ou nos deprimimos. Mas também diminuímos a qualidade do nosso serviço e produção. Portanto, a consequência do assédio a um servidor é dupla, isso visto da ótica do trabalhador e da ótica do serviço prestado à população, que é quem paga nossos salários”, afirmou ela.

Leia aqui a matéria na íntegra.

Fonte: ENSP/Fiocruz