Grau de malignidade de um tumor pode ter relação com a produção de melatonina

Avaliar a capacidade das células tumorais de produzir o hormônio melatonina pode se tornar uma estratégia inovadora de medir o grau de malignidade em alguns tipos de câncer, entre eles tumores do sistema nervoso central, pulmão, intestino, pâncreas e bexiga.

Em estudos conduzidos no Instituto de Biociências (IB) da USP, o grupo coordenado pela professora Regina Pekelmann Markus mostrou que, nesses casos, o nível de expressão dos genes codificadores das enzimas que sintetizam e degradam melatonina permite predizer que tumores menos agressivos produzem maior quantidade desse hormônio.

As análises revelaram ainda que a maior produção local se correlacionava com uma maior sobrevida dos pacientes. “Estamos agora avaliando em parceria com o professor Valtencir Zucolotto, da USP de São Carlos, a possibilidade de criar um kit para medir o nível de melatonina em amostras de tecido tumoral obtidas por biópsia. Além de auxiliar no prognóstico da doença, a tecnologia abriria caminho para novas abordagens terapêuticas”, disse Markus à Agência FAPESP.

Os trabalhos da pesquisadora com melatonina tiveram início ainda nos anos 1990. Por meio de estudo com roedores, ela demonstrou que o hormônio que sinaliza para o organismo que está escuro e, portanto, é hora de descansar, poderia ser produzido em outros locais do organismo além da glândula pineal, situada dentro do cérebro, como até então era conhecido.

Demonstrou ainda a importância da produção periférica de melatonina na regulação de processos inflamatórios em diferentes contextos fisiológicos e fisiopatológicos.

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Fonte: Jornal da USP

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Descoberto hormônio que pode ajudar na proteção das células cerebrais

Uma pesquisa realizada no Departamento de Farmacologia do ICB, mostrou os potenciais de uso do hormônio ouabaína como agente protetor das células cerebrais.

Segundo a pesquisa desenvolvida pela doutoranda Paula Kinoshita com orientação do Prof dr. Cristoforo Scavone, após induzir uma inflamação nas células da glia e administrar o ouabaína, foi constatado uma reversão no processo inflamatório nas células cerebrais, o que mostrou o seu efeito protetor em casos.

O estudo abre caminhos para que no futuro novos fármacos contra doenças neurodegenerativas, como o Parkinson e o Alzheimer, possam ser desenvolvidos.

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Fonte: USP

Cirurgia Bariátrica é tema de pesquisa inédita

Estudo inédito do Serviço de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP) revela que a produção do hormônio gastrointestinal GLP-1 em pacientes que recuperam peso expressivo após cirurgia bariátrica ocorre de modo diferente dos operados que mantiveram controle satisfatório.

A pesquisa foi publicada na Obesity surgery, uma das revistas internacionais mais importantes sobre o tema. Foram avaliados e acompanhados, durante cinco anos, 24 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.

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Fonte: Imprensa oficial

Hormônio encontrado no fígado aumenta a produção de insulina

Douglas Melton, co-diretor do Harvard Stem Cell Institute, em Cambridge, Massachusetts,  e sua equipe, descobriram um hormônio no fígado que estimula o crescimento de células secretoras de insulina no pâncreas.

A descoberta do hormônio pode levar a novos tratamentos para a diabetes. O hormônio Betatrophin, foi utilizado em ratos. Os pesquisadores, então, notaram que houve aumento da atividade da insulina.

Outras experiências mostraram que ratinhos de 8 semanas de idade que usaram betatrophin aumentaram em 17 vezes a replicação das células β pancreáticas secretoras de insulina. Segundo a equipe, Betatrophin também é encontrado no fígado humano.

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Fonte: Nature