Leucemia linfoblástica aguda ganha novo tratamento

O novo medicamento Oncaspar (pegaspargase) será mais uma opção para o tratamento de pacientes diagnosticados com leucemia linfoblástica aguda (LLA). O medicamento foi registrado como produto biológico novo, de acordo com a resolução RDC 55, de 16 de dezembro de 2010. A publicação do registro foi feita nesta segunda-feira (12/6).

Como Oncaspar atua?

Oncaspar contém pegaspargase, que é uma enzima que decompõe a L-asparagina, um componente importante das proteínas, sem o qual as células não podem sobreviver. As células normais podem fabricar asparagina para si próprias, ao passo que algumas células cancerígenas não o fazem. Oncaspar reduz o nível de asparagina nas células cancerígenas do sangue e impede as células cancerígenas de crescer.

Qual é a indicação do Oncaspar?

O produto Oncaspar (pegaspargase) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas: “Oncaspar é indicado como um componente da terapia antineoplásica combinada de pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA)”.

Fonte: Anvisa

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Proteína isolada da levedura do pão mostra potencial contra células de leucemia

Uma enzima identificada em leveduras da espécie Saccharomyces cerevisiae ¬– também conhecida como levedura do pão – apresentou em testes in vitro potencial para matar seletivamente células de leucemia linfoide aguda (LLA).

Caracterizada por alterações malignas nas células-tronco que dão origem aos componentes do sangue, existentes na medula óssea, a LLA é o tipo de câncer mais comum durante a infância.

Resultados da pesquisa, realizada com apoio da FAPESP, foram descritos por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) e do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, campus do Litoral Paulista (IB-CLP-Unesp), em artigo publicado na revista Scientific Reports.

“Nós caracterizamos neste trabalho a enzima L-asparaginase de S. cerevisiae. Os resultados indicam que essa proteína é capaz de aniquilar eficientemente células leucêmicas, com baixa citotoxicidade sobre células sadias”, disse Gisele Monteiro, professora da FCF-USP e coordenadora do estudo publicado.

Como explicou a pesquisadora, em determinadas neoplasias, entre elas a LLA, as células tumorais apresentam deficiência na produção de uma enzima chamada asparagina sintetase. Como resultado, não são capazes de sintetizar um aminoácido chamado asparagina.

“Esse tipo de célula depende de fontes extracelulares de asparagina, aminoácido fundamental para a síntese de proteínas e, consequentemente, de DNA e RNA. É, portanto, essencial para a divisão celular. Mas a enzima asparaginase depleta esse aminoácido do meio extracelular, convertendo-o em aspartato e amônia. Em pacientes com LLA isso resulta em uma queda acentuada nos níveis séricos de asparagina, o que compromete a síntese de proteínas nas células malignas e induz apoptose [uma espécie de suicídio celular]”, explicou Monteiro.

De acordo com a pesquisadora, desde a década de 1970 tem sido usada no tratamento de LLA uma enzima muito semelhante à L-asparaginase descrita no estudo, porém extraída da bactéria Escherichia coli. Em conjunto com outros medicamentos, a terapia com a enzima bacteriana pode alcançar uma taxa de remissão de até 80%. No entanto, cerca de 25% dos pacientes apresentam reações imunológicas ao tratamento, que vão de leves alergias até choque anafilático, ficando impossibilitados de usar o biofármaco.

Como alternativa, existem no mercado internacional dois outros medicamentos da mesma classe. Um deles é o PEG-asparaginase – uma versão da asparaginase de E. coli modificada quimicamente para esconder sítios imunogênicos da molécula e aumentar o tempo de atividade no organismo. Isso permite uma redução na dose terapêutica e, consequentemente, nos efeitos adversos. O outro fármaco similar é conhecido como Erwinase, que é a mesma enzima asparaginase, porém extraída da bactéria Erwinia chrysanthemi.

“Em razão de patentes da indústria farmacêutica, o custo desses dois fármacos alternativos pode ser entre 15 e 60 vezes maior que o da asparaginase de E. coli nativa, que, aliás, é a única aprovada para comercialização no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, disse Adalberto Pessoa Junior, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

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Fonte: FAPESP

Simpósio Estadual de Hematologia

O Centro de Pesquisas Oncológicas de Santa Catarina (Cepon), realiza, dias 1 e 2 de agosto de 2014, o II Simpósio Estadual de Hematologia.

O evento tem como objetivo atualizar os profissionais médicos hematologistas e residentes envolvidos na assistência de pacientes com câncer.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 27 de julho pelo e-mail eventoscepe@cepon.org.br.

Os temas abordados serão:

  • Neutropenia febril,
  • Leucemia mieloide crônica,
  • Linfomas cutâneos,
  • Síndrome mielodisplásica e
  • Mielofibrose.

Público alvo: médicos hematologistas, residentes em hematologia e hemoterapia, hematologistas pediátricos.

Mais informações:
Tel.: 48 3331-1498

Local:
Hotel Il Campanário
Florianópolis, SC

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina

Encontro discute leucemia

Leucemia é discutida no Encontro com Especialistas sobre leucemia, que acontece dia 18/06, às 17h30, em São Paulo.

Serão discutidas leucemias agudas e crônicas, subtipos da doença, sintomas mais comuns que podem levar ao diagnóstico, especialista que deve ser procurado ao serem percebidos os primeiros sintomas e outras questões pertinentes ao assunto.

Criado em 2011 pelo A.C.Camargo, o Encontro com Especialistas oferece todos os meses para a população a possibilidade de ter dúvidas esclarecidas pelo corpo clínico da instituição, que é referência em prevenção, diagnóstico, pesquisa e tratamento do câncer.

O evento é aberto ao público e a participação pode ocorrer com o envio de perguntas pelos perfis oficiais no Facebook ou Twitter.

Inscrições: encontro@accamargo.org.br

Estudo analisa o uso de analgésicos para melhorar terapias para doenças do sangue

Medicamentos como aspirina podem melhorar o sucesso de transplantes de células estaminais de doentes com doenças do sangue ou da medula óssea, sugere estudo publicado na Nature.

Para os doentes com doenças do sangue como o mieloma, leucemia múltipla ou linfoma não-Hodgkin, o transplante de células estaminais hematopoiéticas – células precursoras que residem na medula óssea e dão origem a todos os tipos de células do sangue – pode ser um tratamento eficaz.

Trabalhos anteriores mostraram que a prostaglandina E 2 , ou PGE 2 , um lípido conhecido para regular várias reacções corporais, incluindo dor, febre e inflamação, também tem um papel na manutenção de células estaminais na medula óssea 1 , 2 . No último estudo, os investigadores mostram que, em ratos, seres humanos e macacos, a inibição de PGE 2 com não-esteróides anti-inflamatórios não esteróides (AINE), faz com que as células estaminais saiam da medula óssea.

Atualmente, os médicos usam uma droga chamada filgrastim para a mobilização de células-tronco hematopoéticas de doadores ou em pacientes submetidos a autotransplante. Em pacientes com mieloma múltiplo ou linfoma não-Hodgkin, no entanto, e em alguns doadores, as células estaminais não mobilizam bem com filgrastim e de outras drogas da sua classe. Usando AINEs, tais como meloxicam pode-se aumentar a eficácia do filgrastim, diz o autor Louis Pelus da Indiana University School of Medicine, em Indianápolis. O estudo aparece na Nature3 .

Para Charles Craddock, diretor da unidade de sangue e transplante de medula no Queen Elizabeth Hospital, em Birmingham, no Reino Unido, os resultados podem conter pistas sobre como mediar o processo complicado de obter células de volta para a medula óssea, em transplantados.

doi : 10.1038/nature.2013.12600

Fonte: Nature