Criada por especialistas da USP, ferramenta gratuita indica melhor teste estatístico para pesquisa

Foto: 123RF

Qual a melhor ferramenta estatística para utilizar em uma pesquisa científica? Professores da área de Metodologia de Pesquisa e Estatística da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP atualizaram e disponibilizaram on-line o Tutorial Estatístico, ferramenta gratuita que busca auxiliar o pesquisador a encontrar o teste estatístico mais adequado para o experimento que irá realizar.

O Tutorial Estatístico foi originalmente desenvolvido em 2010 por José Roberto Pereira Lauris e Heitor Marques Honório, professores da disciplina de Metodologia de Pesquisa e Estatística da FOB. Após reformulações, ele foi incorporado ao site do Canal Pesquise em português, inglês, francês e espanhol, para auxiliar pesquisadores de dentro e de fora da USP. A ferramenta também foi adaptada para ser utilizada em celulares nas plataformas Android e IOS.

De acordo com Honório, a análise estatística é o “calcanhar de Aquiles” do pesquisador, principalmente da área da saúde, que não teve nas ciências exatas sua base de formação. Para selecionar a melhor forma de análise dos dados de uma pesquisa, o Tutorial Estatístico apresenta um teste ao usuário, que deve responder a uma série de perguntas autoexplicativas. A ideia é descrever os dados coletados e o tipo de estudo realizado pelo pesquisador.
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Tutorial Estatístico é composto de perguntas descritivas para indicar ao usuário o melhor teste estatístico de acordo com a pesquisa – Foto: Reprodução / Canal Pesquise


Ao final, o tutorial apresenta o método mais indicado por nome, além de exemplos em tabelas e gráficos. O resultado é ainda acompanhado de vídeos relacionados ao tipo de teste indicado pelo tutorial, todos disponíveis no youtube. Clique no player para conferir o vídeo promocional da ferramenta:

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Fonte: Jornal da USP

Microplásticos da poluição podem contaminar o sangue por meio da alimentação e respiração

Estudo coletou 22 amostras de sangue de doadores anônimos, todos adultos saudáveis, e a presença do microplástico foi detectada em 17 amostras, ou seja, 80% dos participantes – Fotos: PxHere e Wikimedia Commons

Pela primeira vez, um estudo holandês detectou a presença de microplástico no sangue humano, que chega até o organismo através do consumo de alimentos embalados e da inalação do ar

O impacto do plástico como poluidor já é um assunto recorrente em pautas ambientais, mas a presença do componente no organismo humano vem ganhando cada vez mais relevância. Pela primeira vez, um estudo holandês detectou a presença de microplástico no sangue humano, que chega até o organismo através do consumo de alimentos embalados e de carnes de animais contaminados, além da inalação do ar e da água que bebemos, por conta da poluição do material no meio ambiente. A análise é do hematologista José Roberto Ortega Júnior, do Curso de Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP.

Em estudo internacional, publicado recentemente, foram coletadas 22 amostras de sangue de doadores anônimos, todos adultos saudáveis, e a presença do microplástico foi detectada em 17 amostras, ou seja, 80% dos participantes. 

E, no início deste ano, pesquisadores da USP apresentaram resultados de pesquisa que também identificou a presença do material no organismo humano, desta vez no tecido pulmonar, com 20 casos analisados e 13 tecidos contaminados.

Nos dois estudos, os tipos de plásticos encontrados foram os mais consumidos mundialmente, como o polipropileno, polietileno e o PET, usados na fabricação de embalagens plásticas, sacolas de mercado e garrafas plásticas. As partículas encontradas variaram entre 1,6 a 5,5 micrômetros.

Impactos na saúde

Identificado recentemente, o impacto na saúde causado pela presença do microplástico no organismo “ainda é uma pergunta a ser respondida pela ciência”, conta Ortega. O hematologista conta que algumas testagens em animais já foram concluídas, mas ainda não é possível definir as consequências à saúde humana.

Estudos iniciais, baseados em estudos de modelos de cultura celular, mostram que a presença de microplásticos do nylon no tecido pulmonar pode afetar o desenvolvimento de células tronco pulmonares, prejudicando pulmões em desenvolvimento e a cicatrização das vias aéreas, diz Luís Fernando Amato, pós-graduando e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, autor da pesquisa brasileira.

Processos seletivos abertos para vários cursos de pós-graduação stricto e lato sensu

Agência FAPESP – O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/Centrinho-USP), em Bauru, está com processos seletivos abertos para vários cursos de pós-graduação stricto e lato sensu.

Ao todo, são oferecidas 140 vagas para cursos de mestrado, doutorado, especializações, práticas profissionalizantes e aperfeiçoamento, todos gratuitos. O conteúdo é voltado a profissionais com formação na área da saúde e afins. Início, duração, carga horária e cronograma do processo seletivo variam de acordo com o curso.

Para o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, área de concentração em “Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas”, são oferecidas 30 vagas, sendo 16 para mestrado e 14 para doutorado. Os candidatos devem ter formação superior compatível com as linhas de pesquisa do programa, disponibilidade para as atividades presenciais de pesquisa e as disciplinas do curso, incluindo atividades ambulatoriais ou assistenciais no Centrinho.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site do Centrinho, até 24 de janeiro. Não será cobrada taxa de inscrição.

As especializações em odontologia oferecem ao todo 54 vagas para as áreas de dentística, endodontia, odontopediatria, periodontia, prótese dentária e radiologia odontológica e imaginologia. Com duração de dois anos, os cursos serão oferecidos de março de 2022 a fevereiro de 2024 e os processos seletivos não têm taxa de inscrição. As cargas horárias variam entre 24 e 40 horas semanais, conforme o curso.

As inscrições serão recebidas até 17 de janeiro, exclusivamente pelo Sistema Apolo da USP. Os candidatos devem ter graduação em odontologia.

Para as práticas profissionalizantes são oferecidas 46 vagas nas áreas de medicina, fonoaudiologia e odontologia. As inscrições devem ser feitas pelo Sistema Apolo e os processos seletivos ocorrerão em fevereiro de 2022.

O HRAC-USP oferece ainda o curso Aperfeiçoamento em Ortodontia Preventiva e Interceptora, com dez vagas para candidatos graduados em odontologia. A duração é de um ano, com carga horária semanal de 32 horas. As inscrições devem ser feitas pelo Sistema Apolo até 1º de fevereiro.

Mais informações: https://hrac.usp.br/processos-seletivos/extensao/.
 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

Doença periodontal pode causar problemas cardiovasculares

“A prevenção principal é escovar os dentes três vezes ao dia, utilizar o fio dental e fazer visitas frequentes ao dentista”- Foto: Daniel Albany/Pixabay

Carla Damante diz que a infecção é causada pelo acúmulo de bactérias na gengiva, que podem alcançar a corrente sanguínea e afetar outros órgãos; higiene bucal é o principal método de prevenção

A doença periodontal é uma infecção causada nos ossos que sustentam os dentes e na gengiva. Estudos apontam a relação entre essa doença e problemas cardíacos e pulmonares. A professora Carla Damante, da disciplina de Periodontia e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade de Odontologia (FOB) da USP em Bauru, esclarece os sintomas e cuidados para a prevenção desses casos.

Segundo Carla, os pacientes que apresentam a doença periodontal têm uma grande quantidade de bactérias na gengiva, que podem atingir artérias e órgãos distantes. O risco de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral) chega a ser até duas vezes maior nesses pacientes.

“É uma infecção crônica de progressão lenta e não dói”, explica ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, “o paciente percebe apenas que a gengiva está sangrando e que os dentes estão ficando amolecidos”. Há, inclusive, o risco de perder dentes.

Existem fatores genéticos associados à doença, mas práticas como o tabagismo e a má higienização dos dentes podem aumentar o acúmulo de placas bacterianas e consequentemente desencadear a inflamação.

“A prevenção principal é escovar os dentes três vezes ao dia, utilizar o fio dental e fazer visitas frequentes ao dentista”, afirma Carla. A professora também aconselha os pacientes que já foram diagnosticados com doença cardiovascular, hipertensão ou AVC a procurar um periodontista para o acompanhamento frequente.

Fonte: Jornal da USP

Voluntários para pesquisa e tratamento

A Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia está realizando um projeto de pesquisa com pessoas que tenham sangramento gengival.

São disponibilizadas 90 vagas para pessoas que estejam dentro dos critérios abaixo:

– Idade entre 18 e 65 anos

– Não ter nenhuma doença sistêmica (exemplo:diabetes,hipertensão ou qualquer outra que influencie na gengiva)

– Não estar grávida

– Não ser fumante

– Ter mínimo de 15 dentes naturais

– Não usar aparelho ortodôntico

A inclusão dos voluntários será feita após uma consulta de avaliação a ser agendada pelo contato abaixo:11 99466-8328 ou pelo e-mail usp.gengiva@gmail.com

Quer participar? Entre em contato e agende sua avaliação!

Fonte: FO/USP

Seleção de voluntários para pesquisa em periodontia


A disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da USP, em São Paulo, está recrutando voluntários para um estudo sobre a eficácia de produtos de higiene oral no tratamento de doenças gengivais. Ao todo, estão disponibilizadas 90 vagas a serem preenchidas por interessados.

Estarão aptos a participarem: homens e mulheres com doença gengival (gengivas com sangramento ou vermelhidão), idade entre 18 e 65 anos, boa saúde geral, um mínimo de 15 dentes, não fumantes, mulheres que não estejam grávidas nem amamentando, e pessoas que não estejam usando aparelhos ortodônticos fixos.

Por se tratar de um projeto de pesquisa, os interessados que se enquadrarem nesses pré-requisitos passarão por avaliação clínica para verificar se estão dentro dos critérios de inclusão e exclusão do projeto. Aqueles que forem incluídos no estudo passarão por 6 consultas, em um período de aproximadamente 9 meses.

Os pacientes selecionados receberão gratuitamente produtos de higiene oral. Interessados devem enviar informações – nome completo, data de nascimento, telefones de contato e lista de medicamentos que toma regularmente (caso tomem) – para o e-mail: uspgengiva@gmail.com.

O responsável pelo estudo é o professor Giuseppe Romito, da disciplina de Periodontia do Departamento de Estomatologia.

O projeto é aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, parecer número 3.179.915

Fonte: FO/USP

Pandemia acende alerta para as práticas de atendimento odontológico

Treinamento contou com a simulação de contaminação das luvas por uma “saliva artificial” na cor vermelha – Foto: Forp

Treinamentos de alunos e funcionários, para evitar contaminação durante atendimento clínico, são transformados em vídeo e estão disponíveis para acesso on-line gratuito.

Atender pacientes em um consultório, seja médico ou odontológico, virou tarefa das mais complicadas desde o início da pandemia de covid-19. E a odontologia se tornou uma das áreas de saúde mais afetadas e com grandes riscos de atendimento neste período. É que a boca é considerada uma das principais vias de transmissão pelo novo coronavírus.

Por conta dos riscos elevados, todos os protocolos de atendimento dos profissionais que atuam na odontologia precisaram ser revistos. E uma das etapas importantes para o retorno aos atendimentos foi a capacitação da equipe profissional que atua nas clínicas odontológicas. Como contribuição, a Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP disponibilizou um curso para todos os alunos e funcionários que atuam na unidade.

Treinamento de biossegurança

Além do curso, os estudantes passaram por um treinamento prático pelas diferentes etapas de atendimento. A professora Andiara De Rossi, chefe da seção de Biossegurança da Forp, destaca “a paramentação e a desparamentação – retirada dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) -, que devem ser realizadas da forma correta para que o profissional não corra risco de ser contaminado durante o procedimento”, como as mais importantes etapas a serem seguidas pelos profissionais da odontologia nos consultórios.

Assim, o treinamento contou com a simulação de contaminação das luvas por uma “saliva artificial” na cor vermelha e, também, com a retirada dos EPIs para que possíveis falhas e contaminação do profissional ficassem visíveis. “Foi uma forma de transformar o invisível em visível”, conta a professora Andiara sobre os esforços da Forp para tornar mais evidente a forma de contaminação pelo vírus.

O treinamento foi destinado aos estudantes e funcionários da Forp, mas a unidade produziu um vídeo com dicas e orientações para as pessoas se cuidarem depois de saírem de uma consulta médica, do trabalho ou do supermercado. O vídeo está disponível e pode ser acessado gratuitamente no site da Forp.

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Fonte: Jornal da USP

Curso aborda odontologia de mínima intervenção para prevenir a covid-19 em consultórios

Aulas on-line e gratuitas com professores da USP em Bauru vão tratar de conceitos para reduzir produção de aerossóis nos consultórios e para adoção adequada da biossegurança; inscrições vão até esta quinta-feira

Curso vai tratar de questões atuais sobre biossegurança contra a covid-19 – Foto: USP Imagens

Com a pandemia da covid-19, reduzir os riscos de transmissão do coronavírus em clínicas odontológicas é uma das principais preocupações de profissionais da área. Pensando neste cenário, a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) criou o curso gratuito de extensão Saúde Coletiva – Odontologia de mínima intervenção, que será ministrado totalmente a distância, com inscrições até esta quinta-feira, dia 28 de janeiro. São 100 vagas para cirurgiões-dentistas que podem fazer o cadastro pelo formulário on-line neste link.

O curso, coordenado pela professora Silvia Helena de Carvalho Sales Peres, da FOB, será realizado do dia 2 a 12 de fevereiro, no horário das 14 às 18 horas, com carga horária total de 18 horas. As aulas vão tratar de conceitos atuais para reduzir a produção de aerossóis nos consultórios e para a adoção adequada da biossegurança, respaldados pelas evidências científicas. Também vai apresentar a abordagem atual para lesões de cárie em seus diferentes estágios de progressão, do diagnóstico ao tratamento de mínima intervenção.

Também participam os professores Rafael Menezes e Gabriela Meira, ambos da FOB.

Fonte: FOB/USP

Contenção de aerossóis em consultórios e clínicas odontológicas

Qual barreira biológica é eficaz para contenção de aerossóis em consultórios e clínicas odontológicas em tempos de COVID-19? 

Voltar às atividades odontológicas em época de COVID-19 exige cuidados e proteção. Um equipamento interessante para a possível contenção de gotículas e aerossóis é a Barreira Individual de Biossegurança Odontológica – BIBO, que consiste em um bastidor acoplado a um filme de PVC e TNT. Embora divulgado na internet, ainda não estava na literatura. Por isso, alguns professores da Faculdade São Leopoldo Mandic se uniram para realizar um estudo preliminar, em junho de 2020, comparando a dispersão da alta rotação (AR) sem e com esse material. Liderado pelo Prof. Dr. Victor Montalli, e com o apoio do Prof. Dr. Marcelo Napimoga, o ensaio apontou uma redução média de 94,9% na dispersão dos aerossóis, o que significa ser uma alternativa segura e validada para uso no dia a dia do cirurgião-dentista.

Acesse o artigo no link: pressreleases.scielo.org/blog/2020/08/1

Fonte: SciELO

FOUSP busca voluntários para um estudo sobre a eficácia de produtos de higiene oral no tratamento de doenças gengivais

voluntarioA disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da USP, em São Paulo, está recrutando voluntários para um estudo sobre a eficácia de produtos de higiene oral no tratamento de doenças gengivais. Ao todo, estão disponibilizadas 90 vagas a serem preenchidas por interessados.

Estarão aptos a participar: homens e mulheres com doença gengival (gengivas com sangramento ou vermelhidão e perda óssea), idade entre 18 e 65 anos, boa saúde geral, um mínimo de 10 dentes, não fumantes, mulheres que não estejam grávidas nem amamentando, e pessoas que não estejam participando de outros estudos.

Por se tratar de um projeto de pesquisa, os interessados que se enquadrarem nesses pré-requisitos passarão por avaliação clínica para verificar se estão dentro dos critérios de inclusão e exclusão do projeto. Após um mês, o tratamento seguirá por aproximadamente 12 meses com um mínimo de oito idas à Faculdade de Odontologia nesse período.

Os pacientes selecionados receberão gratuitamente tratamento da doença gengival e produtos de higiene oral.

Interessados devem enviar informações – nome completo, data de nascimento, telefones de contato e caso utilize medicamentos enviar lista com nome dos remédios para o E-mail: uspgengiva@gmail.com.

Fonte: FOUSP