SciELO adota novas ações

scieloO Scientific Electronic Library Online (SciELO) – programa financiado pela FAPESP – adotará duas novas ações com o intuito de se alinhar ao movimento global de ciência aberta.

O primeiro é atingir a meta de 75% dos periódicos científicos que integram a plataforma serem editados em inglês, o que deve ocorrer em março de 2018. A segunda é adotar o chamado preprint, isto é, a publicação do manuscrito em um repositório que poderá receber comentários de outros pesquisadores, antes de o artigo ser submetido a periódicos científicos.

Os anúncios foram feitos durante a VII Reunião Anual da SciELO, realizada no auditório da FAPESP no dia 12 de dezembro. O evento contou com a presença de 145 editores dos 287 periódicos científicos que integram atualmente a plataforma.

“Isso consiste em um grande movimento de alinhamento com as boas práticas de comunicação da ciência aberta [que prevê que os artigos científicos e os dados que o embasaram estejam disponíveis para a comunidade científica], que tem como proposta um processo aberto, transparente e acessível. Vamos começar com o preprint em julho de 2018”, disse Abel Packer, coordenador-geral do SciELO.

Para que todo o processo de publicação de artigos científicos na plataforma seja aberto, transparente e acessível, também foi anunciada a parceria com o Center for Open Science (COS) – startup de tecnologia sem fins lucrativos que está desenvolvendo uma plataforma na qual cientistas podem realizar pesquisas de forma aberta.

A intenção é antecipar-se a uma tendência global entre as publicações científicas: aderir ao movimento ciência aberta. A Comunidade Europeia, por exemplo, terá todos os periódicos científicos em acesso aberto até 2020.

“A Comunidade Europeia está equacionando os preprints e a gestão dos dados das pesquisas abertos na proposta política para a ciência aberta chamada Open Science Policy Plataform (OSPP)”, disse Packer.

Para Packer, o objetivo do SciELO com o acesso aberto é tornar as revistas mais interessantes internacionalmente. “É uma maneira de as revistas se fortalecerem em termos de qualidade: quanto mais transparência houver, maior será a qualidade das publicações. É uma questão de sobrevivência das revistas que estarão alinhadas a todo um movimento global”, disse.

Publicando manuscritos

Preprint é a publicação do manuscrito antes da avaliação dos pares. O texto é depositado pelo autor em um servidor de artigos, geralmente organizado por temas, seguindo procedimentos públicos. Ao depositar os preprints, os autores podem solicitar comentários e acrescentar sugestões ao manuscrito, que é enviado posteriormente ao processo editorial formal de um periódico.

O SciELO está avaliando as estratégias que deve seguir para adotar a publicação de manuscritos, mas já definiu algumas ações. Entre elas, a plataforma vai trabalhar com critério de depósito direto baseado em um sistema automático de controle do histórico do autor, com identificadores como o Open Researcher and Contributor ID (ORCID) ou o Digital Object Identifier (DOI). A partir dessa identificação, será verificado o histórico de publicação do autor.

“Se o autor tem um histórico de publicação, o manuscrito é depositado diretamente no repositório e a moderação é feita posteriormente. Se o que ele publicou não for aceitável, o editor vai pedir a retirada do texto do repositório. Aqueles autores que não têm ORCID ou que não têm publicação ainda vão passar por moderação prévia”, disse Packer.

Entre as vantagens apresentadas na reunião do SciELO sobre a adoção dos preprints estão o acesso aberto de forma imediata ao artigo, a divulgação pública de trabalhos recentes e a maior velocidade nas publicações.

“Embora seja uma prática que estamos debatendo agora para a publicação em todas as áreas do conhecimento, já temos registros de preprints na década de 1960, depositados por pesquisadores da área da física. Acredito que seja necessário estender essa prática para outras áreas e publicações, pois ela é o caminho principalmente em uma sociedade conectada e cada vez mais em rede como a nossa. A ciência não foge disso”, disse Luciene Delazari, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e editora-chefe do periódico Boletim de Ciências Geodésicas.

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Fonte: FAPESP

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Colaboração e cooperação são fundamentais para tornar a ciência aberta uma realidade

A causa por boas práticas de pesquisa e dados abertos para resultados da pesquisa é cada vez mais inquestionável. O acesso aberto aos dados da pesquisa pode ajudar a acelerar o ritmo de progresso das descobertas e oferecer mais valor ao permitir a reutilização e reduzir a duplicação. Boas práticas de dados também tornam a pesquisa mais eficiente, eficaz e satisfatória para os pesquisadores. Como revelam os dados do Digital Science Open Data survey 20171, a comunidade de pesquisa reconhece o valor dos dados abertos, mas boas práticas e compartilhamento de dados ainda estão longe do status quo.

Springer Nature e suas publicações têm defendido as boas práticas de dados há mais de uma década. Os esforços recentes concentraram-se no crescimento das opções de publicação de dados para gerar crédito e no fortalecimento e simplificação das nossas políticas de dados. Nosso foco futuro é no apoio e incentivos para permitir o compartilhamento e gerenciamento de dados, além dos dados abertos, construídos em colaboração com a comunidade de pesquisa.

[Publicado originalmente no blog LSE Impact of Social Sciences em Outubro/2017]

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Fonte: SciELO

Livro gratuito para download: Reforma sanitária

reforma.jpgO livro “Reforma Sanitária Brasileira: contribuição para a compreensão e crítica“, de Jairnilson Paim, está disponível no portal de livros eletrônicos da SciELO.

A obra, publicada pela Editora Fiocruz em 2008, recupera a história da instituição da Reforma Sanitária brasileira, apresentando seus antecedentes e analisando a conjuntura do país na época da concepção do movimento. O autor examinou dois períodos: da fundação do Cebes – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde à promulgação da Constituição e do final do governo Sarney ao final do primeiro governo Lula (2003 a 2006).

Acesso gratuito para download no portal. Confira aqui!

Fonte: Scielo

Análise de rankings e produção científica brasileira

Tese de doutorado defendida em 2015 na Universidade de São Paulo (USP) reuniu um conjunto de dados e argumentos que ajuda a compreender por que o Brasil tem um desempenho relativamente modesto em rankings internacionais de universidades.

A pesquisadora Solange Maria dos Santos, coordenadora de produção e publicação da biblioteca eletrônica SciELO, analisou uma década de produção científica brasileira (2003-2012) e esmiuçou a metodologia adotada por seis desses rankings para entender, por exemplo, por que há discrepância no número de instituições brasileiras entre as melhores do mundo – um deles registra apenas duas instituições nesse clube, enquanto outros enxergam até 22. Outra questão abordada envolve um aparente paradoxo: se o Brasil tem bom desempenho em rankings vinculados a certas áreas do conhecimento, como medicina e agronomia, por que isso não se reflete nos rankings gerais?

Segundo a pesquisadora, parâmetros de seleção adotados pelos rankings limitam a participação de mais universidades do país. “Um dos critérios de corte é o volume da produção indexada em bases internacionais. Por isso, grandes instituições, com indicadores robustos de pesquisa e ensino, têm mais chance de classificação. Os rankings selecionam um número restrito de instituições – na maioria das vezes, as 500 melhores – num universo de mais de 16 mil universidades no mundo”, diz Solange, que defendeu a tese na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e realizou parte da pesquisa na Espanha, na Universidade Carlos III, de Madri.

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Acesse a tese completa aqui!

Fonte: FAPESP

A indexação do Scielo

scieloA partir de 2016, além da presença do SciELO no Google Scholar e  principais índices bibliográficos de periódicos, todos os periódicos e eBooks SciELO estão indexados e detectáveis através dos principais Serviços de Pesquisa do mundo – EBSCO Discovery Service, Ex-Libris Primo Central, e o WorldCat Discovery Service.

Acesse o artigo completo: http://blog.scielo.org

Fonte: Scielo

 

E-books gratuitos da Fiocruz

fiocruzA editora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece mais de 80 livros para download gratuito por meio do Portal SciELO Livros. Os interessados em pesquisar e estudar sobre saúde devem acessar o link e consultar as publicações e autores.

Para acessar: Clique aqui!

Fonte: Catraca Livre

Novos critérios para indexação na SciELO

Com o objetivo de contribuir para a internacionalização dos periódicos científicos produzidos no Brasil, a biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Eletronic Library On Line), mantida pela FAPESP, anunciou novos critérios para indexação em sua plataforma.

Os critérios servem para a indexação de novos periódicos e para a permanência dos que já compõem a coleção SciELO Brasil. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a internacionalização refletirá no impacto das publicações.

“É um esforço que, somado a outros, contribuirá para a inserção dos nossos pesquisadores no contexto internacional da ciência, aumentando sua competitividade. Nossa produção científica cresce consideravelmente e o desafio agora é aumentar seu impacto”, disse Brito Cruz durante a reunião.

As medidas anunciadas abrangem critérios relacionados com a gestão dos processos editoriais, a afiliação dos autores dos artigos e o idioma de publicação, com prazos definidos por área do conhecimento.

A implementação das medidas será avaliada com base em indicadores relacionados à evolução da porcentagem de artigos publicados em inglês e de autores com afiliação estrangeira, além do aumento da proporção de pesquisadores de outros países que exerçam as funções de editores associados e pareceristas.

Também será avaliado o número de downloads originários do Brasil e do exterior, a quantidade de citações por artigos concedidas por autores estrangeiros, tendo o SciELO Citation Index como fonte de referência de cálculo, e a evolução da presença nas redes sociais, com base no índice da Altmetric.com.

O documento com os novos critérios para admissão e permanência de periódicos científicos na coleção SciELO Brasil, assim como a política que orientou sua elaboração e os procedimentos exigidos, está disponível em www.scielo.br/avaliacao/avaliacao_pt.

Fonte: FAPESP