A avaliação da pesquisa deve ir além de comparar métricas de impacto

A avaliação dos resultados de pesquisa é necessária para determinar o que é relevante, para apoiar decisões sobre fomento a projetos de pesquisa e para traduzir esta produção científica em programas e políticas públicas para toda a sociedade.

O primeiro indicador bibliométrico que conhecemos é o Fator de Impacto (FI), criado em 1972 por Eugene Garfield para avaliar periódicos, com a publicação do Science Citation Index do Institute for Scientific Information. De seu papel original de avaliar periódicos, tornou-se logo um índice para avaliar programas de pós-graduação, ranquear instituições e avaliar pesquisadores em processos de contratação, promoção na carreira, premiação e qualquer outra forma de medir a produção científica que poderia se beneficiar de uma avaliação qualitativa ou mais ampla, foi muitas vezes reduzido a uma lista de publicações associadas a um FI.

As limitações do FI e sua larga utilização pela comunidade científica tem sido registrada por meio de ações como a San Francisco Declaration on Research Assessment (DORA). Este documento, resultante da ação de editores e publishers reunidos em 2012 no Annual Meeting of the American Society of Cell Biology em San Francisco, CA, EUA, enumera as recomendações para que índices de impacto baseados em citações, como o FI, deixem de ser utilizados para avaliar pesquisadores em situações de contratação, promoção ou decisão de concessão de financiamento para projetos de pesquisa. Até o momento, mais de 22.000 pessoas de 159 países assinaram a DORA. A seguir, em 2015, o Manifesto de Leiden, originado na 19ª Conferência Internacional de Indicadores em Ciência e Tecnologia, em 2014, em Leiden, na Holanda, orienta o uso de métricas de avaliação científica na Europa. Até hoje, o Manifesto foi traduzido para 25 idiomas, adotado por instituições e reconhecido por publishers em todo o mundo.

Ao tomar conhecimento de iniciativas como a DORA e o Manifesto de Leiden, o leitor poderia inferir que instituições de pesquisa, ao contratar e avaliar pesquisadores e agências de fomento, ao conceder financiamento à projetos, deveriam estar cientes sobre a limitação das métricas de impacto mais utilizadas e realizam também avaliações qualitativas e consideram atividades acadêmicas de outra natureza, além da publicação de artigos, em seus processos de avaliação, como a avaliação por pares, orientação de estudantes e publicação de dados de pesquisa, por exemplo. Infelizmente, na maior parte das vezes, o conhecimento está dissociado da prática.

Segundo Cameron Neylon1 relata em seu artigo recém-publicado na Nature,2 os pesquisadores, especialmente aqueles em início de carreira que não têm uma extensa produção acadêmica, são particularmente desfavorecidos em oportunidades de contratação e obtenção de financiamento à pesquisa. Estas decisões, segundo Neylon, são baseadas em evidências questionáveis, que se fossem dados de pesquisa não passariam pelo processo de avaliação por pares.

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Fonte: SciELO

Embase indexa artigos da SciELO

A base de dados Embase é especializada nas áreas de ciências biomédicas e da saúde. Neste ano, ela ganhou novos recursos e expandiu o seu conteúdo com o objetivo de qualificar e agilizar o acesso à informação de ponta na área biomédica.

Segundo a Elsevier, editora representante da Embase, conteúdos relevantes como os artigos da SciELO agora integram o trabalho permanente em prol da eficiência do pesquisador e podem ser recuperados na base de dados Embase.

Em 2022, a Embase também passou a indexar preprints dos servidores medRxiv e bioRxiv, beneficiando a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e outras entidades de pesquisa em farmacovigilância e estudos clínicos.

Os preprints agilizam, formalizam e dão visibilidade à comunicação científica – principalmente quando se trata de uma descoberta inédita – cumprindo papel essencial em ensaios clínicos controlados e randomizados (úteis para revisões sistemáticas). Além disso, eles passam pelo processo de indexação baseado no Thesaurus Emtree – uma “árvore de termos” de ciências da vida – que permite otimizar a busca, a identificação e a recuperação de dados, com diferentes formulários de pesquisa e filtros disponíveis na interface da plataforma.

Acesso ao conteúdo da Embase pelo Portal de Periódicos da CAPES

A Embase é considerada referência na área de respostas biomédicas e farmacológicas. Em seu website são apresentados os benefícios que a utilização da ferramenta traz para as áreas de: medicina baseada em evidências, farmacovigilância, desenvolvimento de dispositivos médicos e vigilância pós-comercialização e de medicamentos.

Essa base de dados proporciona estudos de revisão sistemática e integrativa, diretrizes e protocolos clínicos e avaliação de tecnologias em saúde. Todo o processo de revisões sistemáticas e integrativas é delineado por diretrizes reconhecidas internacionalmente.

Fonte: Portal de Periódicos da CAPES

Livro com acesso aberto

O livro sobre Carlos Chagas (com muitas fotos e documentos do acervo da Casa Oswaldo Cruz – Fiocruz) está em acesso aberto pelo Scielo Livros (em português e inglês):

https://books.scielo.org/id/tpyj4

Carlos Chagas descobriu o agente causal da Doença de Chagas, descreveu o ciclo do parasito, os vetores que transmitem a doença, as alterações teciduais, o quadro clínico e formas de prevenção.

A obra reúne um conjunto iconográfico singular, fruto de ampla pesquisa, e uma compilação dos mais expressivos documentos relativos à vida e à obra de Carlos Chagas – conduz o leitor através das múltiplas dimensões da trajetória biográfica desse distinto pesquisador e suas variadas facetas. O livro é composto essencialmente de imagens, contém pouco texto próprio.

É constituída de capítulos que abrangem a vida de Carlos Chagas: a infância, a formação médica, campanhas que realizou contra a malária, a descoberta da doença que leva seu nome, os estudos sobre tal assunto, a polêmica em torno da nova enfermidade, a expedição que realizou à Amazônia, sua atuação como diretor do IOC e como gestor da saúde pública federal, sua atividade como professor, alguns aspectos de sua vida pessoal e familiar e, por fim, premiações e títulos que conquistou ao longo de sua carreira.

Fonte: Biblioteca FMUSP

Versão brasileira do Inventário Multidimensional da Fadiga mostra resultado promissor para avaliar sintoma da doença de Parkinson

A fadiga é um problema para 75% dos pacientes com doença de Parkinson (SICILIANO, M. et al.)(KLUGER, B.M.) e um dos três sintomas mais incapacitantes. Podendo se manifestar até mesmo durante os estágios pré-motores da doença, tem um impacto negativo nas atividades da vida diária e na qualidade de vida dos pacientes, estando comumente associada a outros sintomas não motores como sonolência, ansiedade e depressão.

Um dos desafios na avaliação da fadiga da doença de Parkinson é a falta de uma definição amplamente aceita e diferenciação entre as dimensões motora, mental e social. Muitos instrumentos foram desenvolvidos e submetidos a estudos psicométricos, mas estes fornecem apenas uma compreensão limitada do nível de fadiga, apontando a necessidade contínua de outros instrumentos para complementar todos os seus aspectos.

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Fonte: SciELO

Como investir em novas abordagens para reduzir o estigma em relação às pessoas que usam drogas?

Imagem: GRAS GRÜN

Esses são apenas alguns exemplos de discursos estigmatizantes relacionados às pessoas que usam drogas, presentes inclusive entre profissionais de saúde. E quais são as consequências dessa estigmatização? Efeitos negativos na saúde e na qualidade de vida dessas pessoas, tais como a diminuição da autoestima e autoeficácia, a limitação das interações sociais, o desemprego, baixa adesão aos tratamentos e procura por serviços de saúde.

O que é estigma e por que falar dele? O estigma está relacionado à ocorrência de eventos que rotulam, estereotipam, desvalorizam e discriminam indivíduos que possuem alguma marca social distinguível e considerada negativa, como o uso de drogas atualmente. Quem nunca ouviu: “Usuários de crack são iguais a zumbis”, “Quem usa drogas é bandido”, “Só não para de usar porque não quer”.

O estigma existe e tem sido bem documentado, mas o que é possível fazer para reduzi-lo? No estudo Interventions to reduce stigma related to people who use drugs: systematic review”, publicado no periódico Paidéia (Ribeirão Preto, vol. 30), foram investigadas intervenções para reduzir o estigma em relação às pessoas que usam drogas.

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Fonte: SciELO

Relatório calcula o fator de impacto de periódicos científicos brasileiros

O Journal Citation Reports (JCR), relatório da empresa Clarivate que avalia anualmente o impacto de milhares de revistas científicas do mundo, mostra em sua edição mais recente uma evolução positiva no desempenho dos periódicos do Brasil, apesar de dificuldades de financiamento que muitos vêm enfrentando. Entre cerca de 130 títulos do país avaliados, nove tiveram fator de impacto (FI) superior a 2. Isso significa que em 2019 os artigos publicados por eles no biênio anterior foram citados em periódicos mais do que duas vezes, em média. O número de citações é um indicador consagrado para mensurar a repercussão de um trabalho científico. A performance de 2019 repete a do ano anterior e é superior à de 2015, quando só três títulos do Brasil superaram a barreira das duas citações por artigo.

O principal destaque foi o Journal of Materials Research and Technology, ligado à Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, cujo fator de impacto subiu de 3,327 em 2018 para 5,289 em 2019, desempenho inédito. Segundo o editor-chefe da revista, o brasileiro Marc Meyers, professor da Universidade da Califórnia em San Diego, o aumento ocorreu a despeito da perda recente do patrocínio de uma mineradora, que pagava o uso da plataforma da editora Elsevier. O problema foi resolvido quando a Elsevier incorporou a revista ao cardápio de títulos de sua propriedade, deixando de cobrar pelo serviço de publicação. “Com isso, nós, os editores, que trabalhávamos de modo voluntário, passamos até a receber um pequeno salário no ano passado.”

Meyers não esperava tamanho aumento no impacto porque o número de artigos publicados cresceu. “A revista é de acesso aberto e os autores pagam uma taxa para publicar os manuscritos selecionados. A editora tem interesse em publicar mais artigos e ampliamos a quantidade deles no ano passado. Achei que o impacto poderia ser diluído”, afirma Meyers. A maior parte dos papers vem de países como China, Índia e Irã. Meyers vem apostando em artigos sobre temas emergentes. “Estamos privilegiando assuntos como materiais nanocristalinos, soldagem especial e ligas de alta entropia.”

Journal of Materials Research and Technology
Área
Metalurgia, Ciência dos materiais
Fator de impacto
2017 3,398
2018 3,327
2019 5,289

Perspectives in Ecology and Conservation
Área
Conservação da biodiversidade
Fator de impacto
2017 2,766
2018 2,565
2019 3,563

Diabetology & Metabolic Syndrome
Área
Endocrinologia e metabolismo
Fator de impacto
2017 2,413
2018 2,361
2019 2,709

Brazilian Journal of Medical and Biological Research
Área
Biologia, medicina experimental
Fator de impacto
2017 1,492
2018 1,850
2019 2,023

Brazilian Journal of Physical Therapy
Área
Ortopedia e reabilitação
Fator de impacto
2017 1,699
2018 1,879
2019 2,100

Journal of the Brazilian Society of Mechanical Sciences and Engineering
Área
Engenharia mecânica
Fator de impacto
2017 1,627
2018 1,743
2019 1,755

Neotropical Ichthyology
Área
Zoologia
Fator de impacto
2017 1,216
2018 1,543
2019 1,741

Scientia Agricola
Área
Agricultura
Fator de impacto
2017 1,383
2018 1,434
2019 1,625

Food Science and Technology
Área
Ciência dos alimentos
Fator de impacto
2017 1,084
2018 1,223
2019 1,443

Pavanelli atribui o crescimento do fator de impacto a um processo cumulativo de conquista de prestígio. “Tenho críticas ao uso do fator de impacto, mas o fato é que ele é um parâmetro de avaliação nos nossos programas de pós-graduação. E, quando o impacto de uma revista aumenta, ela chama a atenção e atrai mais trabalhos de qualidade”, explica. Para Packer, da SciELO, “a capacidade nacional de fazer boa pesquisa se traduz também na capacidade de fazer periódicos de alto impacto” e um entrave para o desempenho dos periódicos do país é a política de avaliação da pós-graduação do Brasil, que recompensa melhor pesquisadores que conseguem publicar em títulos de alto impacto do exterior. “Isso faz com que as boas publicações de qualidade do Brasil tenham dificuldade de atrair os melhores artigos dos nossos pesquisadores. Muitas vezes essa barreira é superada com artigos de qualidade do exterior”, explica.

Periódicos do Brasil que integram a coleção SciELO passaram por um processo de qualificação nos últimos 15 anos: boa parte deles começou a publicar artigos apenas em inglês, atraindo mais autores do exterior, e a adotar estratégias de divulgação de sua produção. “Os periódicos que se saíram melhor são aqueles cujos editores tomaram medidas concretas de governança no sentido de aumentar a visibilidade internacional mantendo o foco no desenvolvimento da pesquisa do Brasil e publicação em acesso aberto”, diz Packer. Um exemplo é uma revista da área de engenharia de alimentos, a Food Science and Technology, que internacionalizou seu corpo editorial e ampliou o rigor na seleção de artigos. “Nossa taxa de rejeição cresceu – hoje supera os 60% dos artigos recebidos – e colocamos pesquisadores de várias partes do mundo no nosso corpo editorial, além de adicionar editores associados. Agora colhemos os frutos”, diz o editor-chefe Adriano Cruz, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. O fator de impacto subiu de 1,084 em 2017 para 1,443 em 2019.

Um exemplo de renovação é o Brazilian Journal of Medical and Biological Research, que obteve em 2019 um fator de impacto de 2,023, o mais elevado em seus 40 anos de trajetória. Editado pela Associação Brasileira de Divulgação Científica, federação de sociedades científicas de várias áreas do conhecimento, o periódico vem ampliando seus tópicos de interesse. “A revista conseguiu manter o tônus nas áreas em que tem tradição, como farmacologia e fisiologia, e começou a trazer trabalhos sobre câncer, epidemiologia e biologia molecular, e alguns em biologia”, diz o hematologista Eduardo Magalhães Rego, editor-chefe e professor da Faculdade de Medicina da USP. “A estratégia não foi criada para aumentar a pontuação, mas para publicar trabalhos relevantes e tornar a revista mais atraente.”

Há uma singularidade em sua trajetória: com seu espectro variado de assuntos e fator de impacto em alta, ela foi descoberta por autores da China, que em número cada vez maior submetem seus manuscritos a ponto de se tornarem maioria entre os papers aceitos. “Há um fator importante que é a experiência que os autores chineses tiveram conosco. Eles têm segurança de que receberão uma revisão adequada”, diz Rego, que implementou mudanças no passado recente para tornar mais rápido o processo de avaliação e a resposta a autores que submetem trabalhos. Segundo o editor, a quantidade de trabalhos competitivos vindos da China impressiona. “É um retrato de como a ciência vem evoluindo naquele país.”

Entre os periódicos do Brasil que ampliaram seu desempenho, há exemplos que adotaram um modelo de publicação híbrido, com acesso restrito a assinantes por tempo a ser determinado pela editora, a menos que os autores paguem uma taxa para disponibilizar seus papers de forma aberta na internet. O Brazilian Journal of Physical Therapy ampliou seu fator de impacto de 1,226 em 2016, quando funcionava em acesso aberto, para 1,699 no ano seguinte, quando adotou o modelo híbrido e passou a ser editado pela Elsevier. No JCR de 2019, o índice alcançou 2,100. A melhora é atribuída a estratégias adotadas ainda nos tempos em que pertencia à coleção SciELO. Em 2016, ele deixou de ser bilíngue para publicar apenas em inglês. Mais recentemente, ganhou quatro editores-chefes; um deles é o canadense Guy Simoneau, que editou o prestigioso Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, atualmente com fator de impacto 3,839. De acordo com a editora-chefe Paula Rezende Camargo, do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos, o modelo híbrido não atrapalhou a visibilidade da revista. “As universidades têm assinaturas dos periódicos por meio do Science Direct. Além disso, o embargo de um ano imposto pela Elsevier aos artigos recém-publicados vem sendo na prática de poucas semanas. Isso também facilita o acesso não só aos acadêmicos e pesquisadores, mas também aos fisioterapeutas da área clínica”, afirma.

Esse caminho também foi trilhado pelo Journal of the Brazilian Society of Mechanical Sciences and Engineering, cujo fator de impacto subiu de 1,627 em 2017 para 1,755 em 2019. O desempenho começou a crescer com sua transferência para uma editora comercial, a Springer, há oito anos. “Passamos a receber um volume maior de artigos”, diz o editor-chefe Marcelo Areias Trindade, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Segundo ele, 5% das submissões em 2019 vieram do sistema TransferDesk, da Springer, que envia manuscritos rejeitados por estarem fora do escopo de uma publicação para outros títulos da editora em que se encaixem melhor. “Isso aumenta a visibilidade porque mais autores passam a considerar a revista como opção”, explica. Segundo ele, a decisão de adotar o modelo híbrido foi estratégica. A Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas ressentia-se do custo de editar o periódico e de seu impacto limitado. “Com a mudança, os dois problemas foram equacionados.” Embora 80% dos artigos venham do exterior, Trindade preocupa-se com a quantidade restrita de manuscritos dos grandes centros produtores de conhecimento. “Queremos mais artigos da Europa e dos Estados Unidos”, diz.

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

 

SciELO Brasil: novos critérios de indexação

Associação Brasileira de Editores Científicos – ABECABEC Brasil promove, dia 16 de julho de 2020, das 16h às 18h, o webinar SciELO Brasil: novos critérios de indexação, com Denise Peres, Coordenadora da Unidade de Indexação (SciELO Brasil).

No webinar serão abordadas questões essenciais sobre como preparar seu periódico para aprovação e manutenção na coleção SciELO Brasil.

  • Quais são os novos critérios de indexação?
  • Por onde começar?
  • Como garantir a permanência do periódico nessa base de dados?

As inscrições sãogratuitas e podem ser feitas no link: abecbrasil.org.br/webinar

Mais informações:
webinar-2020@abecbrasil.org.br

O link da sala virtual e demais orientações serão enviados até 2 dias antes do evento.

Fonte: ABEC

Viroses emergentes no Brasil

Livro da @editora_fiocruz está disponível  em #AcessoAberto!

Viroses emergentes no Brasil
doi.org/10.7476/978857

Das 57 milhões de mortes ocorridas anualmente no mundo, cerca de 15 milhões (25%) são creditadas a doenças infecciosas, havendo complexidade em se determinar com precisão quantos desses óbitos, que atingem na maior parte crianças, são por doenças virais. Nesta obra, os autores procuram clarear o entendimento do que são e representam as viroses emergentes, em especial no Brasil, enfatizando que sua ocorrência e distribuição é um processo evolutivo constante, com especificidades próprias a cada época e lugar. Atentam para os impactos e as mudanças pelos quais atravessam a prática médica, a saúde pública e a própria sociedade, por conta dessas doenças. Os temas se situam desde a definição, a história e a relevância dos vírus e viroses emergentes, com exemplificações importantes, até o conceito de emergência e seus determinantes, além das perspectivas futuras sobre o assunto.

Baixe o texto completo em #ePUB ou #PDF.

Fonte: SciELO

Cobertura de preprints de pesquisa biomédica em meio ao coronavírus: 6 coisas a saber [Originalmente publicado no Journalist’s Resource em abril/2020]

À medida que um novo coronavírus se espalha pelos continentes, vários pesquisadores biomédicos voltaram seu foco para a pandemia e seus impactos. As plataformas de publicação on-line estão ajudando a compartilhar rapidamente suas descobertas, para que profissionais médicos, líderes governamentais e outros possam responder mais rapidamente com o objetivo de prevenir, tratar e controlar infecções.

Os servidores de preprint permitem que pesquisadores de todo o mundo publiquem suas descobertas para que qualquer pessoa em qualquer parte possa acessar, em um só lugar, milhares de novos artigos acadêmicos sobre tópicos de saúde, como o coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

Preprints são trabalhos de pesquisa que não foram publicados em um periódico acadêmico. Eles também não foram submetidos à avaliação por pares, o que significa que especialistas independentes não analisaram e criticaram o artigo. Sobreviver à avaliação por pares não garante que uma pesquisa seja de alta qualidade, mas o processo foi projetado para controle de qualidade.

Embora a disponibilização de preprints ao público traga muitos benefícios aos pesquisadores, a comunidade científica manifestou preocupação com os jornalistas em interpretar mal as descobertas e ignorar ou excluir o contexto crítico para a compreensão dos resultados preliminares de uma pesquisa. Eles também temem que jornalistas, que não são treinados para identificar falhas metodológicas e alegações enganosas – questões que os especialistas pegariam durante a avaliação por pares – irão embasar alguma cobertura noticiosa em descobertas problemáticas.

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Fonte: SciELO

 

Artigos temáticos sobre idosos

A primeira edição de 2019 de Ciência & Saúde Coletiva traz um conjunto de artigos temáticos sobre idosos com diversas pesquisas abordando problemas de saúde, cuidados, capacidades, dentre outros assuntos que envolvem o envelhecimento.
A população idosa está crescendo no mundo e também no Brasil e, portanto, torna-se necessária uma maior atenção e o desenvolvimento de políticas públicas e ações voltadas para essa camada populacional.
Fonte: SciELO