Mestrado profissional na USP está com inscrições abertas

Estão abertas até 23 de outubro as inscrições para o Curso de Pós-Graduação Mestrado Profissional – Formação Interdisciplinar em Saúde – 2018
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As inscrições para o processo seletivo poderão ser efetuadas pessoalmente na Secretaria do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, no horário das 9 as 16 horas
O processo de seleção consistirá de 4 avaliações sendo:

1) Prova escrita – em caráter eliminatório;

2) Prova de proficiência em língua inglesa – em caráter eliminatório;

AMBAS REALIZADAS NO DIA 30/10/2017

3) Arguição sobre o projeto de pesquisa – em caráter classificatório;

4) Arguição sobre o currículo do candidato – em caráter classificatório

AMBAS REALIZADAS ENTRE OS DIAS 22 a 24/11/2017

Mestrado Profissional Interdisciplinar em Saúde da USP é um programa interunidades (Faculdade de Odontologia – FO, Faculdade de Saúde Pública – FSP e a Escola de Enfermagem – EE), sediado na Faculdade de Odontologia, tendo como linhas de pesquisa, saberes e práticas da saúde que investiga processos sociais determinantes de vulnerabilidades em saúde; Formação em saúde que analisa a docência, tecnologias da informação e processos de educação permanente; e Cuidado e Integralidade nas redes de atenção à saúde que investiga a organização do trabalho em saúde na perspectiva do cuidado e da integralidade da atenção.

O programa está na área de Ensino da CAPES e tem disciplinas obrigatórias e optativas.

Fonte: FSP/USP

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Bill Gates oferece 95 bolsas de pós-graduação em Cambridge

Oportunidades estão divididas entre programas de PhD (3 anos de duração), mestrados (2 anos), MBA e pós-graduação (1 ano)

Universidade de Cambridge, na Inglaterra, anunciou hoje a abertura das inscrições para a Gates Cambridge ScholarshipO programa, financiado pela Bill&Melinda Gates Foundation, oferece 95 bolsas de estudo integrais, divididas entre programas de PhD (3 anos de duração), mestrados (2 anos), MBA e pós-graduação (1 ano).

As bolsas cobrem todos os custos relacionados aos estudos na universidade, além de passagens aéreas, seguro saúde e uma ajuda custo que pode chegar a 14.900 libras anuais. Estudantes que tenham filhos podem se candidatar a receber ainda um valor extra – de 10.120 libras para o primeiro filho e 4.320 para o segundo. As inscrições vão até o dia 6 de dezembro, para cursos em início em outubro de 2018.

Podem concorrer candidatos a qualquer pós-graduação em período integral na Universidade, com exceção de medicina. As candidaturas para o curso de pós-graduação e à Gates Cambridge Scholarship devem ser feitas simultaneamente, através do Graduate Admissions Office.

Como se candidatar à Gates Cambridge Scholarship

Para se candidatar, é preciso enviar um formulário online, histórico acadêmico, cartas de motivação e de recomendação. Além da candidatura à bolsa, alguns cursos específicos podem requerer documentação complementar, como resultados de testes (GMAT e GRE) e exames de proficiência. Nos cursos de PhD, também é preciso encaminhar um projeto de pesquisa. Os selecionados na primeira fase passarão por uma entrevista, que pode ser presencial em Cambridge ou através de Skype. Confira detalhes em como se candidatar aqui.

O candidato ideal deve apresentar excelência acadêmica, potencial de liderança e comprometimento com a melhoria da vida de outras pessoas. A Universidade de Cambridge está ranqueada entre as 10 melhores universidades do mundo. A cada ano, recebe mais de 9 mil candidaturas internacionais para seus programas de pós-graduação e pesquisa. Aproximadamente 1700 são aceitos. Confira mais detalhes no site oficial.

Fonte: Exame

Seminário “Scopus: Critérios para Indexação de Revistas”

Sistema Integrado de Bibliotecas da USP e a Elsevier promovem, dia 26 de setembro de 2017, das 14h às 16h, o Seminário “Scopus: Critérios para Indexação de Revistas”. 

Ser indexado na Base de Dados Scopus é uma conquista importante para revistas em todo o mundo e alcançar esse sucesso traz consigo não apenas uma medida de satisfação, mas também a demonstração da qualidade da revista para outros membros da comunidade científica. Exige que os editores das revistas estejam atentos a certos critérios tais como: revisão por pares, diversidade na distribuição geográfica dos editores, diversidade na distribuição geográfica dos autores, qualidade de conteúdo, contribuição acadêmica para o campo de conhecimento, qualidade e conformidade com objetivos e escopo declarados, citações dos artigos, regularidade de publicação, disponibilidade online, entre outras características.

O Seminário é aberto e gratuito a todos os editores, assistentes e demais interessados em revistas científicas.

Para inscrição clique no link: https://www.doity.com.br/

Local:
Auditório IEA – Antiga Sala do CO – 05508-050, Rua da Praça do Relógio, 109 – Térreo – Bloco L, Butantã, São Paulo, São Paulo

Fonte: SIBiUSP

Desconstruindo a cura gay

Em 2013, o Canal Saúde já desconstruía a cura gay em uma edição do Unidiversidade.

No vídeo o Conselho Federal de Psicologia já afirmava que a homossexualidade não é doença, portanto não há a cura.

Assista o vídeo

Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a homossexualidade como uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerada uma condição patológica. A chamada “cura gay”, polêmico Projeto de Lei que foi arquivado no Congresso, é o tema desta edição do Unidiversidade. Gravado na Biblioteca de Obras Raras no campus da Fiocruz.

Programa exibido em 23 de setembro de 2013.

Fonte: Fiocruz

Programa Capes-Harvard está com inscrições abertas

harvardEstão abertas inscrições para candidaturas ao edital do Programa Capes-Harvard, para seleção de Professor/Pesquisador Visitante Júnior para atuação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O programa selecionará até 10 professores para participar de estágio em nível de pós-doutorado por um período de 3 (três) a 12 (doze) meses. A inscrição será realizada em duas etapas: a primeira, junto a um Professor de uma das escolas elegíveis da Universidade de Harvard; e, a segunda, na CAPES, conforme prazos estabelecidos no cronograma do edital.

Para acessar os requisitos e a chamada completa, clique em – http://capes.gov.br/cooperacao-internacional/estados-unidos/programa-capes-harvard-de-professor-pesquisador-visitante-junior-ppvj

Fonte: Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional

Exercício físico pode deter a caquexia, inflamação que induz à perda de peso e agrava o câncer e outras doenças

corpusHá cinco anos, o cirurgião Paulo Alcântara ficou intrigado ao ver que dois pacientes que atendera na mesma semana no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), com a mesma idade e o mesmo tipo de câncer avançado de intestino, reagiam de modo diferente ao tratamento. Um era obeso e o outro, muito magro. A magreza era uma expressão da caquexia, síndrome caracterizada pela perda contínua de massa muscular e de apetite que pode acompanhar – e agravar – não apenas o câncer, mas também a Aids, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Verificada em 40% das pessoas com câncer e em 80% das hospitalizadas com tumores malignos, a caquexia dificulta o tratamento e responde por 20% das mortes causadas por essa doença. O paciente magro morreu um ano e meio depois em consequência do câncer e da caquexia, enquanto o outro viveu mais quatro anos.

Intrigado com essa situação, Alcântara procurou a bióloga Marília Seelander, que trabalha com exercício físico, inflamação e câncer há 25 anos no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP (ver Pesquisa FAPESP no 89). Com base nos resultados de experimentos em modelos animais, os dois pesquisadores planejaram um estudo para avaliar os possíveis efeitos da atividade física em pessoas com câncer e caquexia.

Os resultados preliminares dos testes no HU indicam que um programa de exercícios físicos – andar ou correr em uma esteira durante uma hora por dia, durante seis semanas, no próprio hospital – pode reduzir os processos inflamatórios que resultam em perda de peso. Os participantes com câncer e caquexia recuperaram massa muscular e apetite e apresentaram uma melhor recuperação pós-operatória, em comparação com os sem caquexia. Notou-se também uma mudança do perfil de citocinas, proteínas que ativam as células de defesa: os níveis de citocinas pró-inflamatórias, que causam e agravam a caquexia, caíram e os de citocinas anti-inflamatórias subiram.

Até agora, 332 pacientes com câncer de estômago, pâncreas e intestino – com e sem caquexia – participaram do estudo; 272 formaram o grupo dos sedentários e 50 o dos que se submeteram ao treinamento físico. “O bloqueio da caquexia poderia permitir um tratamento mais intensivo, favorecer a qualidade de vida e ampliar a sobrevida dos pacientes”, diz Alcântara. “Mas temos de chegar a 100 casos em cada grupo de pessoas com e sem câncer e com e sem caquexia para termos resultados com significância estatística.” Os estudos em andamento, propostos em um artigo de 2015 na revista Current Opinion in Supportive and Palliative Care, integram equipes da USP, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), da Santa Casa de São Paulo e do hospital Santa Marcelina.

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Fonte: FAPESP

Combate à Dengue utiliza inovação tecnológica

denguePesquisadores da Fiocruz descobriram que uma bactéria chamada Wolbachia, muito comum entre outros insetos, quando implantada no Aedes aegypti reduz, e até bloqueia, a transmissão de dengue, chikungunya e zika.
Wolbachia
Diante dessa evidência científica, a Fiocruz criou uma “fábrica” que dará mais um passo no combate a essas doenças, com o início da liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, em larga escala, no município do Rio de Janeiro.
A estrutura da fábrica conta com capacidade de produção semanal de 10 milhões de ovos do mosquito com a bactéria. Dez bairros da Ilha do Governador serão atendidos com essa produção: Ribeira, Zumbi, Cacuia, Pitangueiras, Praia da Bandeira, Cocotá, Bancários, Freguesia, Tauá e Moneró. Na sequência, toda a Ilha do Governador será coberta.
“Esses mosquitos, ao serem soltos no campo, vão cruzar com os outros. A fêmea passa a bactéria através dos ovos e todos os seus descendentes já nascem com a bactéria Wolbachia. Seria como fazer a imunização da população de campo do mosquito”, explica o pesquisador-líder do projeto, Luciano Moreira.
Após a conclusão do trabalho na região, o projeto se expandirá para outras localidades da cidade do Rio de Janeiro, nas zonas Norte e Sul. A liberação de mosquitos será encerrada até o final de 2018, quando as áreas beneficiadas pelo projeto reúnam cerca de 2,5 milhões habitantes.
Histórico
O projeto começou na Austrália e alcançou países que têm a dengue como problema epidêmico, entre eles: Indonésia, Vietnã e Colômbia. Em 2012, os pesquisadores da Fiocruz trouxeram o projeto para o Brasil, importando ovos do mosquito com a Wolbachia diretamente da Austrália.
A importação foi feita com a autorização do Ibama. A partir daí, o trabalho da Fiocruz foi iniciar um processo de cruzamento desses mosquitos com os mosquitos brasileiros. “Temos populações de mosquito do Brasil com a Wolbachia. A partir disso, fizemos toda a parte de preparação do projeto para chegar a campo com as aprovações regulatórias da Anvisa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ibama e do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa”, relembra Moreira.
Duas áreas pequenas foram utilizadas como piloto do projeto nos municípios de Niterói e do Rio de Janeiro com o objetivo de ver se os mosquitos produzidos em laboratório conseguiriam se estabelecer nas condições climáticas brasileiras. O resultado foi positivo, possibilitando a produção de mosquitos com Wolbachia em larga escala.
“A grande vantagem desse projeto é ele ser autossustentável. Fizemos liberações até janeiro de 2016. Hoje são 18 meses que paramos o processo de liberações e quase 100% da população de mosquitos nessas localidades contém a Wolbachia. Então mostra que realmente é natural, porque a Wolbachia já está na natureza, é seguro porque ela (a bactéria) vive dentro da célula (do mosquito) e nunca foi encontrada em humanos ou outro animal vertebrado”, declara Moreira.
Os mosquitos e a própria bactéria Wolbachia não passaram por qualquer processo de modificação genética. “Então temos todas essas vantagens na tentativa de reduzir a transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika”, comemora o pesquisador-líder Luciano Moreira.
Com a expansão do projeto, será feito um estudo epidemiológico para diagnosticar a possível redução do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Prevenção
Ao dar início a essa nova fase do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, os pesquisadores da Fiocruz, em parceria com outras instituições, reforçam a ideia que iniciativas inovadoras associadas a busca por diferentes prismas de atuação são fundamentais para enfrentar uma doença que traz problemas ao país.
Por isso, é importante que a população continue fazendo a sua parte, destruindo todos os possíveis criadouros e focos do mosquito Aedes aegypti. Igualmente, cada cidadão (incluindo as crianças e adolescentes) deve conversar com seus vizinhos e ajuda-los a combater o mosquito.
“O que a gente quer com essa conscientização da população é reduzir o número de mosquitos em uma área, mas que esses mosquitos tenham a Wolbachia. Com isso, que possamos bloquear a transmissão dos arbovírus (doenças) que eles podem transmitir”, conclui Moreira.
“Este projeto é uma clara demonstração de que a inovação tecnológica pode contribuir para a superação de graves problemas de saúde pública, como as doenças que têm o Aedes aegypti como transmissor. No entanto, não podemos esquecer que a proliferação do mosquito está intimamente associada a questões sociais e ambientais: à forma como lidamos com o ambiente, descartando objetos que podem se transformar em potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti; à deficiência na coleta do lixo urbano, ao abastecimento irregular de água para uso doméstico e à violência urbana que impede a adequada ação dos agentes de endemias”, ressalta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.
O projeto
O programa Eliminar a Dengue: Nosso Desafio é uma iniciativa internacional, sem fins lucrativos, com o objetivo de oferecer uma alternativa sustentável e de baixo custo às autoridades de saúde das áreas afetadas pela dengue, Zika e chikungunya, sem qualquer gasto para a população. A sede do programa mundial Eliminate Dengue: Our Challenge é na Universidade Monash, na Austrália. Os demais países em que a iniciativa está presente, em diferentes etapas de desenvolvimento, além de Brasil e Austrália, são Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, Fiji, Vanuatu e Kiribati.
Fonte: Fiocruz