Guía para el cuidado de pacientes adultos críticos con COVID-19 en las Américas

Guia para o cuidado de pacientes adultos críticos com COVID-19 nas Américas.  Resumo, versão 3

O Guia a de prática clínica foi desenvolvido com o objetivo de fornecer recomendações para o manejo de Pacientes adultos críticos com COVID-19 atendidos em unidade de terapia intensiva (UTI). A população-alvo é composta por pacientes adultos críticos com diagnósticos suspeitos ou confirmados. com COVID-19. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definido como caso complicado para o paciente que precisa de suporte ventilatório, vigilância e manejo na UTI.

Acesse o Guia aqui!

Fonte: OPAS/OMS


			

Pesquisadores da FMUSP e ICB descobrem que peptídeos em fluido do cérebro podem servir como marcadores para diagnosticar aneurismas

Fotomontagem por Camila Paim/ Jornal da USP sobre imagens Pixabay e Freepik

Uma pesquisa com participação da Faculdade de Medicina (FMUSP) e do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP abre caminhos para o uso de uma nova forma de diagnosticar aneurismas cerebrais. Os cientistas descobriram, em um líquido existente no cérebro, peptídeos (moléculas derivadas de proteínas) que aparecem somente em pacientes que tiveram ruptura das artérias causada por aneurisma ou em casos de ruptura tardia. As características específicas desses peptídeos podem servir como marcadores da condição do paciente, aprimorando o diagnóstico e ajudando os médicos a definir estratégias para o tratamento da doença.

A pesquisa investigou a presença de peptídeos intracelulares ou não no líquido cefalorraquidiano (LCR) e sua associação com casos de aneurismas saculares intracranianos (ASI). “O LCR, também conhecido como líquor ou fluido cérebro-espinhal, é encontrado no cérebro e medula espinhal. Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal”, relata ao Jornal da USP o professor Emer Ferro, do ICB, um dos coordenadores da pesquisa. “Os ASI são dilatações arteriais no cérebro que ocorrem devido à fraqueza na camada média da parede arterial, levando à formação de bolsas anormais e rupturas das artérias.”

Segundo o professor Eberval Gadelha Figueiredo, da FMUSP, responsável pelos diagnósticos clínicos feitos na pesquisa, os ASI representam de 90% a 95% de todos os casos de aneurismas intracranianos. “As rupturas levam a hemorragias, comprometimento cognitivo e motor, bem como à morte do paciente”, destaca. Devido à falta de sintomas, atualmente os ASI são geralmente encontrados incidentalmente, quando ocorre a ruptura. “Isso porque o LCR pode ser acessado pelo médico por procedimento minimamente invasivo, à semelhança de um exame de sangue, sem comprometer a saúde do paciente. A meta da pesquisa era demonstrar que alterações na presença de peptídeos específicos no LCR podem indicar determinada condição de doença do paciente.”

Fonte: Jornal da USP

Pandemia pode ter criado um novo transtorno de ansiedade, a coronafobia

Expressão surgiu pela primeira vez em artigo médico, publicado em dezembro de 2020, mas o psicólogo João Paulo Machado de Sousa sugere cautela para a ideia de um novo diagnóstico

“Coronafobia” é o transtorno de ansiedade ligado ao pânico ocasionado pelo medo da covid-19 – Arte de Lívia Magalhães com imagens de Pixabay

A pandemia da covid-19 forçou o mundo a descobrir e adotar como rotina o “novo normal”. E, não dá para negar as evidências, a transformação rápida do modo de vida, somada ao pânico da contaminação pelo vírus sars-cov-2 e das mortes provocadas pela doença, vem trazendo consequências. Como efeito colateral, muitas pessoas estão desenvolvendo transtornos de saúde mental. Para se ter uma ideia, nos meses de abril e maio de 2020, oito entre dez brasileiros já sofriam de algum transtorno de ansiedade; eram os primeiros meses da pandemia, quando houve o aumento das mortes pelo novo coronavírus.

Os dados foram revelados por uma pesquisa feita na época pelo Ministério da Saúde com 17,5 mil brasileiros entre 18 e 92 anos de idade. Mas são confirmados por estudos em todo o mundo e registrados na literatura médica como uma fobia específica do coronavírus. O transtorno foi descrito pela primeira vez em dezembro do ano passado, num estudo publicado pelo Asian Journal of Psychiatry e batizado como coronafobia.

Segundo o especialista em saúde mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o psicólogo João Paulo Machado de Sousa, é esperado um aumento dos transtornos de ansiedade em época de pandemia, já que o medo de contágio fica mais acentuado. Mas, adianta o psicólogo, ainda não se tem um diagnóstico formal da coronafobia que, por ser muito recente, não consta das classificações diagnósticas utilizadas pelos médicos profissionais da área. Classificações estas importantes para as trocas de informações e tratamentos das doenças. “Um diagnóstico de transtorno mental tem uma utilidade grande e específica, que é permitir que os profissionais conversem sobre um mesmo fenômeno que tem um nome e que agrupa vários sintomas, várias apresentações”, afirma Sousa.

Cauteloso quanto ao surgimento de um novo transtorno de saúde mental, o psicólogo lembra que existem outras questões a serem analisadas, como a criação de protocolos para lidar com o novo transtorno, a verificação dos estágios de avaliação do paciente e a implementação do melhor tratamento. Questões ainda não respondidas, tendo em vista que o próprio diagnóstico da covid-19 é recente e ainda passa por mudanças. Para Sousa, os artigos médicos têm falado de um transtorno do estresse relacionado à covid-19, mas “é preciso perguntar se precisamos de uma categoria nova. Temos várias outras categorias diagnósticas, como síndrome de burnout, por exemplo, que talvez deem conta do fenômeno que está sendo chamado de coronafobia”.

Coronafobia: sintomas e prevenção

A coronafobia é um transtorno de ansiedade e, como tal, é caracterizado por medo excessivo, persistente e irreal de situações, pessoas, objetos. Como todo transtorno de ansiedade, a coronafobia é um problema de saúde mental que requer atenção médica e psicológica. “Toda fobia tem sintomas físicos, cognitivos e comportamentais. Como sintomas físicos existem as palpitações, os aumentos do batimento cardíaco, aumento da sudorese, que é o suor excessivo, agitação psicomotora e perturbação ou privação do sono”, afirma Sousa. Tem também a sensação de falta de ar, que é um dos principais sintomas da covid-19.

Os primeiros sinais de que alguma coisa está errada são quando a pessoa apresenta as mesmas preocupações com o coronavírus que todo mundo apresenta, mas de forma exagerada e, principalmente, quando a preocupação causa prejuízos, afetando relacionamentos, atividades profissionais – quando o medo do contágio atrapalha o rendimento no trabalho – e até a integridade física, com algum risco médico. “Nós tivemos muitas pessoas que se intoxicaram no início da pandemia porque ingeriram vários produtos de limpeza, como os derivados de cloro”, relata o psicólogo. 

Sousa afirma ainda que, em termos cognitivos, há ruminações contínuas ou pensamentos obsessivos do tipo “eu vou morrer”, “vou me contaminar”, “vou contaminar minha família” ou “o mundo inteiro nunca mais vai sair dessa pandemia”. Como comportamento mais saudável, Sousa indica que se deve evitar locais públicos, meios de transportes compartilhados e a necessidade de reassegurar constantemente a ausência da doença através de testes contínuos.

Para a prevenção dos riscos da pandemia aos transtornos mentais, Sousa acredita que devemos ficar alertas “quando as medidas usadas para prevenção acabam trazendo problemas para o indivíduo e quem está à sua volta. Exigências de cuidado que acabam criando conflitos. O limite entre prevenção e fobia é cruzado quando os comportamentos começam a ficar excessivos e causam prejuízos”.

Fonte: Jornal da USP

Aula sobre os ‘𝗗𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗦𝗨𝗦’

Pode ser uma imagem de 2 pessoas e texto

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde – ICICT promove, dia 11/05/2021, às 9h30 aula aberta Desafios do SUS.

Como pauta da aula aberta, não só os desafios colocados sobre o #SistemaÚnicodeSaúde, mas também possíveis estratégias e táticas para superação desses desafios.

🗣️ Aula aberta ‘Desafios do SUS’

🗓️ 11/05/2021, terça-feira, 9h30

📽️ Transmissão pela VideoSaúde: youtube.com/videosaudedistribuidoradafiocruz.

👉🏽 Sem necessidade de inscrição.

Mais informações: http://bit.ly/desafiosdosus

Fonte: FIOCRUZ

FAPESP, MCTI e CGI.br anunciam criação de 6 Centros de Pesquisa em Inteligência Artificial, com foco em saúde, agricultura, indústria e cidades inteligentes

FAPESP, MCTI e CGI.br anunciam a criação de seis Centros de Pesquisa em Inteligência Artificial

Agência FAPESP – A FAPESP, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o CGI.br – Comitê Gestor da Internet no Brasil – anunciaram no dia 04/05 os resultados da chamada de propostas para a constituição de Centros de Pesquisas Aplicadas (CPAs) em Inteligência Artificial com foco nas áreas de saúde, agricultura, indústria e cidades inteligentes.

A FAPESP, o MCTI e o CGI.Br disponibilizarão R$ 1 milhão por ano para cada um dos novos centros por um período de até dez anos. Valor idêntico será aportado pelas empresas parceiras, totalizando R$ 20 milhões por Centro.

Os resultados dos seis centros aprovados foram anunciados em evento on-line organizado pelo MCTI. “Temos sonhado com a inteligência artificial no país e não podemos perder o trem da história. Confio na ciência e nos nossos pesquisadores para criar novas soluções”, disse o ministro Marcos Pontes. “Logo lançaremos novo edital para selecionar mais dois CPAs”, adiantou. O vídeo de lançamento está disponível no canal do MCTI no YouTube.

“O que faz o mundo se mover é a ciência, a pesquisa e a inovação. Não é a economia, como alguns acreditam, desavisadamente”, afirmou Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP. Ele lembrou o papel estratégico do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e da FAPESP no “período heroico” da comunicação digital em rede no Brasil, na década de 1980, para prever que a pesquisa em colaboração nas áreas de agricultura, saúde, inteligência artificial, indústria 4.0 e robótica ajudarão a recuperação do país no pós-pandemia. “Convido o MCTI para renovar o que estamos anunciando hoje.”

Para Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação, a inteligência artificial agrega valor e gera novos negócios em setores diversos da economia e cria demandas por recursos humanos talentosos. “Os CPAs serão também hub para a formação de jovens talentosos que certamente terão um futuro brilhante.”

Márcio Nobre Mignon, coordenador do CGI.br, explicou que os recursos para o financiamento dos projetos têm origem na arrecadação de recursos remanescentes do período em que a FAPESP geriu as atividades de registro de domínio de endereços IP no país, entre 1998 e dezembro de 2005, quando então essa tarefa foi assumida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). “Agradeço à FAPESP, dada a qualidade e o volume de projetos que se apresentaram no edital.”

O número de projetos apresentados à chamada foi “superior às expectativas”, sublinhou Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTI.

Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, informou que foram submetidas 19 propostas à chamada, encerrada em julho de 2020. “A avaliação ocorreu entre outubro do mesmo ano e março de 2021. A análise envolveu mais de 80 pareceres de assessores nacionais, internacionais e das coordenações da FAPESP. Ao final, o comitê gestor recomendou a aprovação de seis propostas – ante as quatro previstas –, considerando a qualidade excepcional dos projetos”, afirmou, antes de anunciar os resultados

CPAs em Inteligência Artificial selecionados

Os CPAs em Inteligência Artificial seguem o modelo adotado no programa Centros de Pesquisa em Engenharia/Centro de Pesquisa Aplicada (CPE/CPA) da FAPESP. Os seis novos Centros se dedicarão ao desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, aplicadas e orientadas à resolução de problemas que possam ser resolvidos por meio de inteligência artificial.

O CPA Inteligência Artificial Recriando Ambientes (IARA), que terá como pesquisador principal André Ponce de Leon Carvalho e sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP). em São Carlos, vai operar em rede com pesquisadores de todas as regiões do país no estudo de cinco aspectos de cidades inteligentes: cibersegurança, educação, infraestrutura, meio ambiente e saúde.

O Centro de Inovação em Inteligência Artificial para a Saúde (CIIA-Saúde), com sede no Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), terá como pesquisador responsável Virgílio de Almeida. O CPA será constituído por 130 pesquisadores na investigação de prevenção e qualidade de vida, diagnóstico, prognóstico e rastreamento, medicina terapêutica, gestão de saúde, epidemias e desastres.

O Brazilian Institute of Data Science (BIOS) terá João Romano como pesquisador principal e sede na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp). Seu foco será nas áreas de diagnósticos médicos voltados à saúde da mulher e agricultura de precisão, otimização do uso de recursos agrícolas, entre outras.

O Centro de Excelência em Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial para a Indústria, no Senai/Cimatec, na Bahia, terá como pesquisador responsável Antônio José da Silva Neto. O CPA implementará uma plataforma digital aberta de ciência de dados e inteligência artificial para a indústria 4.0.

O Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial para a Evolução das Indústrias para o Padrão 4.0, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, coordenado por Jefferson de Oliveira Gomes, terá foco em monitoramento e controle em tempo real, digital twin, interoperabilidade e integração da cadeia, sistemas autônomos, robótica e máquinas-ferramentas, entre outros.

O Centro de Referência em Inteligência Artificial (Cereia), na Universidade Federal do Ceará (UFC), será coordenado por José Andrade Júnior e terá como parceiros três Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs): PUC-Rio, Universidade Federal do Piauí e Universidade de Fortaleza. O objetivo é desenvolver projetos por meio de aplicação de internet das coisas (IoT), big data e transformação digital, entre outras, voltadas às áreas de prevenção, diagnóstico e terapêutica de baixo custo.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Estudo feito por pesquisadores da FMUSP e do Instituto Adolfo Lutz revela danos a vários órgãos vitais, vasos sanguíneos e tecidos são identificados em crianças que morreram por Covid-19

É o que indica os resultados de um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto Adolfo Lutz por meio de técnica de autópsia minimamente invasiva

Apesar da Covid-19 manifestar-se geralmente de forma leve ou assintomática em crianças e adolescentes, casos graves podem levar à morte. Para esclarecer a extensão da doença, as alterações relacionadas à Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), e o papel do dano tecidual induzido pelo vírus, um estudo foi realizado com autópsia minimamente invasiva guiada por ultrassom em cinco jovens, de 7 meses a 15 anos, que tiveram morte por Covid-19. Os resultados da pesquisa foram publicados em um artigo divulgado pela revista científica de livre acesso EClinicalMedicine, do grupo Lancet, em 25 de abril de 2021. 

Desde o início da pandemia até o final de dezembro de 2020, o Brasil havia registrado mais de 7,6 milhões de pessoas infectadas e 193,9 mil mortes. Entre estes, 1.203 crianças e adolescentes morreram de Covid-19. Até o momento, este é o primeiro registro de uma série de autópsias feitas em casos de Covid-19 pediátrica. Amostras de tecidos de todos os órgãos vitais foram analisadas por microscopia convencional, microscopia eletrônica, reação em cadeia da polimerase por transcrição reversa (RT-PCR) e imuno-histoquímica. O SARS-CoV-2 foi detectado em todos os pacientes nos pulmões, coração e rins e em células de revestimento dos vasos sanguíneos do coração e do cérebro em dois pacientes com SIM-P.

Os achados histológicos variaram entre os pacientes, e incluem pneumonia pelo SARS-CoV-2, microtrombose pulmonar, edema cerebral, inflamação do músculo cardíaco, e inflamação intestinal. “Além disso, mostramos pela primeira vez a presença de SARS-CoV-2 no tecido cerebral de uma criança com SIM-P com encefalopatia aguda e no tecido intestinal de uma criança com colite aguda. A inflamação do tecido cardíaco com a presença do vírus já havia sido descrita previamente em um dos casos”, afirma a Profa. Marisa Dolhnikoff, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenadora do estudo. 

Dois padrões principais da Covid-19 grave foram observados: uma doença respiratória aguda, resultado da pneumonia grave pelo SARS-CoV-2, presente nas duas crianças com doenças prévias, e a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, com envolvimento de vários órgãos e tecidos, presente nas três crianças previamente saudáveis. 

“A SIM-P é considerada como uma reação imune exacerbada em resposta à infecção prévia pelo SARS-CoV-2, mas a presença do vírus em diferentes órgãos, associada a alterações ultraestruturais celulares, indica que um efeito direto do SARS-CoV-2 nos tecidos esteja envolvido na patogênese da SIM-P”, declara a Profa. Marisa.

O estudo constatou a “alta capacidade do SARS-CoV-2 de invadir e causar lesões nos tecidos de vários órgãos como um dos fatores que induzem à SIM-P, desencadeando uma diversidade de manifestações clínicas que incluem, além de febre persistente, dores abdominais, insuficiência cardíaca e convulsões”, disse o Dr. Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista da FMUSP e do Instituto Adolfo Lutz e um dos autores principais do estudo.

Os pesquisadores também detectaram a formação de microtrombos pulmonares em crianças com SIM-P, a exemplo do que já havia sido observado em adultos com Covid-19. A Profa. Elia Caldini explica que “os fenômenos relacionados à coagulação do sangue devem ser sempre considerados na Covid-19, uma vez que a microscopia eletrônica mostra que, em todos os órgãos estudados, há capilares sanguíneos obstruídos pelo acúmulo de hemácias, leucócitos, restos celulares e fibrina, inclusive com ruptura da parede endotelial.” Essas observações têm impacto direto na abordagem terapêutica da SIM-P.

À medida que a pandemia progride e um número maior de crianças e adolescentes se infecta, “é muito importante que a comunidade médica atente para possíveis manifestações clínicas diferentes da Covid-19 em crianças e adolescentes, para que a infecção seja diagnosticada e o tratamento da SIM-P com suporte hospitalar seja instituído rapidamente”, afirma a Profa. Marisa Dolhnikoff.

O estudo recebeu apoio do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da Fundação Bill e Melinda Gates e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq). O trabalho foi desenvolvido no Departamento de Patologia da FMUSP, com colaboração de pesquisadores do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP, do Laboratório de Gastroenterologia Clínica e Experimental (LIM-07) do HCFMUSP, do Hospital Universitário da USP, da Divisão de Anestesia do HCFMUSP, do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (Svoc) e do Instituto Adolfo Lutz. 

Confira na íntegra em:  https://www.thelancet.com/journals/eclinm/article/PIIS2589-5370(21)00130-9/fulltext

Fonte: FMUSP

E-book gratuito: Interfaces da Covid 19: impressões multifacetadas do período de pandemia

O livro “Interfaces da Covid 19: impressões multifacetadas do período de pandemia” está disponível gratuitamente.

A obra procura valorizar a produção literária e artística no período de disseminação mundial do vírus.

Na perspectiva de agregar as impressões desse momento peculiar, a obra procura valorizar a produção literária e artística no período de excepcionalidade em decorrência da disseminação mundial do COVID-19. Os fatos, cenas e impressões sociais são destacados em textos críticos, poesias, relatos de experiência e fotos que sinalizam ao leitor com profundidade como foi a vivência nesse cenário pandêmico.

Organizadores: Cristiane Damiani Tomasi, Jacks Soratto, Luciane Bisognin Ceretta.

ISBN: 978-65-87458-15-1

DOI: https://dx.doi.org/10.18616/intcov

Acesse aqui!

Fonte: ABRASCO

Glicoproteínas produzidas pelo sistema imune, os interferons tipo 1 são eficazes no combate a infecções fúngicas

Um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) demonstrou que os interferons tipo 1, glicoproteínas produzidas por células do sistema imune, atuam no combate à infecção por fungos do gênero Candida. Os interferons tipo 1 são conhecidos por sua atividade antiviral, sendo essenciais para combater o coronavírus, por exemplo. Esse novo mecanismo descoberto pelos pesquisadores pode ajudar, futuramente, no desenvolvimento de terapias complementares contra os fungos, muitas vezes resistentes aos tratamentos convencionais. Publicado em versão pré-print, que aguarda revisão por pares, o trabalho foi desenvolvido pelo mestrando Ranieri Salgado, sob a orientação do pesquisador Otávio Marques.

O grupo analisou dados de transcriptomas disponíveis na literatura para investigar a atividade das diferentes camadas do sistema imune na resposta às infecções fúngicas. Somado a outros receptores e citocinas, em especial os receptores do tipo Toll, os interferons tipo 1 potencializam a resposta imune como um todo, aumentando as chances de recuperação do indivíduo. Foram analisadas as respostas ao Candida albicans, fungo oportunista presente no organismo que se aproveita de pessoas imunodeficientes, e ao Candida auris, fungo emergente e super-resistente, cujo primeiro caso no Brasil foi descoberto em dezembro de 2020. A infecção por esse fungo é mais comum em pessoas hospitalizadas.

“O trabalho indica que o nosso sistema imune utiliza as mesmas vias de sinalização para combater fungos e vírus. Se um paciente com Covid-19 é infectado por um fungo no ambiente hospitalar, por exemplo, sua recuperação pode ser prejudicada, pois a via de resposta já está sobrecarregada”, explica Marques. A hipótese dos cientistas é que o interferon tipo 1 pode ser uma importante estratégia terapêutica neste contexto. “O tratamento com interferons poderia corrigir a saturação dessa via, auxiliando o sistema imune do paciente a eliminar o fungo”, completa Salgado. Medicamentos com interferon já são usados para tratar imunodeficiências, hepatite C e esclerose múltipla, e têm sido estudados contra a Covid-19.

Nos próximos passos do estudo, os pesquisadores buscam entender a relação entre as infecções fúngicas e a Covid-19. “Pretendemos comparar as condições da resposta imune à Covid-19 e à infecção por Candida albicans, para confirmar se realmente os pacientes com SARS-CoV-2 teriam uma deficiência na resposta aos fungos, como alguns estudos têm indicado”, afirma Ranieri Salgado. Também está nos planos do grupo testar o tratamento de infecções fúngicas com interferons tipo 1 em animais.

Fonte: ICB/USP

Pesquisadores da FMUSP avaliaram a prevalência de transtornos mentais na pandemia

Foram avaliados 2.117 participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa Brasil) em três períodos ao longo da pandemia, entre maio e dezembro de 2020, por meio de questionários de ansiedade, depressão e estresse, aplicados de forma digital e on-line – Foto: jcomp/Freepik

Prevalência de transtornos mentais é alta, mas não teve aumento importante na pandemia

Níveis de sintomas psiquiátricos, como ansiedade e depressão, apesar de se manterem estáveis, continuam em patamares altos

A pandemia de covid-19 não alterou de forma significativa a ocorrência de transtornos mentais, porém ela continua alta, afetando mais de 20% da população. O resultado faz parte de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que avaliou 2.117 participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa Brasil), acompanhados desde 2008 e avaliados periodicamente durante a pandemia, em 2020. O trabalho também mostra que os níveis de sintomas psiquiátricos, como ansiedade e depressão, apesar de se manterem estáveis, permanecem em patamares elevados. Segundo um dos coordenadores do estudo, uma das possíveis razões para essa estabilidade, mesmo com os problemas surgidos com a pandemia, é que as pessoas amenizaram os efeitos do isolamento social por meio de conexões digitais e home office, conseguindo manter a saúde mental.

Os resultados são detalhados em artigo publicado em 21 de abril na revista científica Psychological Medicine, da Cambridge University Press (Reino Unido). A pesquisa avaliou a prevalência de transtorno mental e fatores de risco associados no grupo acompanhado pelo Elsa Brasil. “Ao todo, foram avaliados 2.117 participantes do Elsa Brasil em três períodos ao longo da pandemia, entre maio e dezembro de 2020, por meio de questionários de ansiedade, depressão e estresse, aplicados de forma digital e on-line”, explica o professor do Instituto de Psiquiatria (IPq) da FMUSP, André Brunoni, um dos coordenadores do trabalho. “Os dados obtidos foram comparados com avaliações feitas pelo Elsa Brasil entre os anos de 2008 e 2010, 2012 e 2016 e 2018”.

saiba mais…

Fonte: Jornal da USP

A University of Chicago (Estados Unidos) e o Consulado Geral do Brasil promovem série de palestras sobre avanços na ciência

cancer gene in microscope

A University of Chicago (Estados Unidos) e o Consulado Geral do Brasil promovem série de palestras sobre avanços na ciência: Uma jornada internacional para o avanço das pesquisas sobre o câncer de mama .

Junte-se à Universidade de Chicago e ao Consulado-Geral do Brasil em Chicago para o primeiro webinar da série de conversas entre os principais estudiosos da Universidade e seus parceiros no Brasil sobre o impacto da colaboração internacional para os avanços no campo da ciência.

A Dra. Olufunmilayo Olopade passou sua carreira pesquisando a predisposição para o câncer de mama na diáspora africana.  Seu trabalho com colegas na Nigéria, Uganda, Camarões e EUA tem destacado variantes genéticas que são impulsionadoras do desenvolvimento do câncer de mama em mulheres de ascendência africana em todo o mundo, apontando o caminho para estratégias de prevenção e terapias de precisão. Quando o Dr. Rodrigo Guindalini visitou a Universidade de Chicago em 2012, sua experiência compartilhada com a Dra. Olopade em áreas nas quais ambos são especialistas gerou oportunidade para a Dra. Olopade expandir o escopo de sua pesquisa na África e nos EUA para incluir a América Latina.

Neste webinar, a Dra. Olopade e o Dr. Guindalini discutirão os fatores que levaram a seus esforços conjuntos para entender a predisposição genética ao câncer. Eles descreverão como suas carreiras, como pesquisadores e profissionais, se beneficiaram dessa colaboração internacional.

Terça-feira, 18 de maio de 2021
12:00-1:00PM CDT (Chicago)
2:00-3:00PM BRT (Brasil)

A palestra será realizada em inglês com tradução em português.

Inscreva-se aqui.

Fonte: AUCANI