Disciplina  MIP 5722 – Pesquisa Bibliográfica Automatizada em Base de Dados de Medicina Clínica e Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias está com inscrições abertas

A Disciplina de pós-graduação, MIP 5722 – Pesquisa Bibliográfica Automatizada em Base de Dados de Medicina Clínica e Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias, ministrada pela Biblioteca em parceria com o Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP (PPG-DIP), está com inscrições abertas.

O objetivo é capacitar os alunos no acesso e utilização das fontes de informação e dos recursos de pesquisa bibliográfica automatizada, e em seu uso para as atividades acadêmicas vinculadas à pós-graduação e à investigação científica.

A disciplina será online e é direcionada a pós-graduandos de todas as áreas.

As inscrições devem ser feitas no Janus até 11 de julho e, após esta data, na secretaria do programa. 

As aulas acontecerão online de 9 a 27 de agosto. Segundas, Quartas e Sextas-feira das 8:30 às 12h.

Nº. de créditos: 3.

Alunos especiais devem procurar:
Secretária do Programa de DIP: Roseli Antonia Santo
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 470 – andar térreo sala 06 – Cerqueira Cesar – São Paulo – SP. 05403-000
mipos2@usp.br | mipos1@usp.br
Tel./Fax: (0xx11) 3061-7347

Mais Informações: www.fm.usp.br/

Fonte: Biblioteca Central da FMUSP

Estudo da FIOCRUZ com pacientes infectados reforça eficácia das máscaras contra a Covid-19

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, monumento, ao ar livre e texto que diz "EM DEFESA DA VIDA FIOCRUZ"

Um estudo da Fiocruz reforça as evidências sobre a eficácia de diferentes tipos de máscaras para conter a transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Análises com esses itens de proteção usados por pessoas infectadas identificaram a presença do patógeno apenas na parte interna, sugerindo bloqueio da transmissão. O resultado foi verificado tanto nas máscaras cirúrgicas como nos modelos de pano com duas ou três camadas. Considerando a importância do compartilhamento rápido de informações para o enfrentamento da pandemia, os achados foram publicados na plataforma de pré-print medrxiv.

Desde o ano passado, as máscaras de pano vêm sendo recomendadas para a população em geral pelas autoridades sanitárias como forma de proteção contra a Covid-19. Recentemente, porém, alguns países europeus modificaram suas orientações e passaram a indicar ou exigir o uso de máscaras cirúrgicas ou PFF2. Para os autores da pesquisa, a análise de máscaras usadas na ‘vida real’ complementa dados de testes em laboratório e estudos epidemiológicos, sustentando a relevância de diferentes tipos de máscaras.

“Analisamos máscaras usadas pelos pacientes por duas a três horas, nas condições da vida real. Em todos os casos, a camada externa foi negativa para o Sars-CoV-2, indicando bloqueio da passagem do vírus”, enfatiza o doutorando do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e primeiro autor do artigo, Vinicius Mello.

“Esse resultado reforça a importância do uso da máscara. Seja cirúrgica ou de pano, ela vai contribuir para impedir que uma pessoa infectada contamine outras pessoas ou o ambiente”, salienta a chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC e uma das coordenadoras da pesquisa, Elba Lemos.

Coordenador da Plataforma de Nível de Biossegurança 3 do IOC e um dos coordenadores do estudo, Marco Horta chama atenção para a realidade econômica e social brasileira. “As máscaras de pano têm menor capacidade de filtragem e não têm a certificação das máscaras cirúrgicas. Mas em países como o Brasil, onde muitas pessoas não têm condições de comprar máscaras, é importante observar o potencial desses acessórios”, acrescenta.

Ao todo, a pesquisa analisou 45 máscaras, usadas por 28 pacientes com infecção confirmada pelo Sars-CoV-2. Entre estas, 30 eram compostas de tecido, com duas ou três camadas, e 15, cirúrgicas. Os pesquisadores recortaram fragmentos próximos do nariz e da boca, assim como das laterais da máscara, separando a camada interna e externa. Os fragmentos foram mergulhados em uma solução, que posteriormente foi processada para detecção do vírus, de forma semelhante ao procedimento de diagnóstico da Covid-19. A carga viral encontrada foi comparada ainda com a detectada em amostras da nasofaringe dos pacientes, obtidas com a introdução de um cotonete especial no nariz, chamado de swab.

Os testes apontaram a presença do vírus apenas na camada interna das máscaras, com carga viral reduzida em relação à identificada na nasofaringe. Segundo os cientistas, essa redução era um resultado esperado, uma vez que o swab recolhe a amostra no fundo do nariz, em um dos centros de replicação do coronavírus, enquanto as máscaras acumulam as partículas virais eliminadas pelo paciente, que sofrem degradação naturalmente após serem depositadas no tecido.

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Fonte: FIOCRUZ

Crianças que consomem alimentos ultraprocessados se tornam adultos mais obesos

Dieta – Foto: Steve Buissinne – Pixabay

Há algum tempo, a comunidade científica alerta a população sobre os riscos à saúde associados ao consumo de refrigerantes, biscoitos, balas e todo e qualquer produto alimentício baseado quase que unicamente em ingredientes industriais, os chamados ‘ultraprocessados’. Pela primeira vez, um estudo desenvolvido por pesquisadores do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP, em parceria com o Imperial College London, no Reino Unido, avaliou o consumo de ultraprocessados a longo prazo, da infância até o início da vida adulta, e seu efeito nos indicadores de obesidade. 9.025 crianças britânicas de 7 anos foram estudadas até completarem 24 anos de idade. Os resultados mostraram que os indivíduos que consumiam mais ultraprocessados na infância tinham piores padrões de obesidade. 

A pesquisa inédita aponta que, quanto maior a participação dos ultraprocessados na dieta de crianças, maior e pior é o ganho de peso, e denuncia o papel definitivo desses produtos na infância para a formação de preferências e hábitos alimentares. A pesquisa teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O artigo, publicado na revista médica Jama Network, no dia 14 deste mês, destaca a urgência de ações de saúde pública para regulamentação da publicidade e marketing na venda de ultraprocessados e da importância de instruir a população quanto aos seus riscos à saúde, para combater a crescente obesidade no mundo.

“Hoje, está claro que o consumo de ultraprocessados é o principal fator de piora da qualidade da alimentação, mas, até então não havia um estudo como esse, que permite avaliar a relação entre padrões alimentares baseados nesses produtos e obesidade desde a infância”, afirma Daniela Neri, nutricionista, pesquisadora de pós-doutorado do Nupens e coautora do estudo.

O grupo de 9.025 crianças nascidas na década de 1990, da cidade de Bristol, na Inglaterra, passou a ser estudado em 1991. Elas foram avaliadas por medidas antropométricas, como índice de massa corporal (IMC), índice de massa gorda (IMG), peso e circunferência da cintura, coletadas dos 7 aos 24 anos de idade, no intervalo de três anos por avaliação. Essas medidas possibilitaram avaliar a evolução do crescimento e da composição corporal, bem como o desenvolvimento de obesidade da infância até o início da vida adulta. 

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Fonte: Jornal da USP

Pesquisadores conseguiram desvendar “as armas” usadas pelo protozoário Leishmania na célula humana

Mecanismo celular que torna leishmaniose mais grave é desvendado

Luciana Constantino | Agência FAPESP – Pesquisadores conseguiram desvendar “as armas” usadas pelo protozoário Leishmania na célula humana para tornar mais grave a leishmaniose, principalmente a do tipo mucocutânea, que pode causar deformações nos pacientes. A descoberta aponta caminhos para a busca de novas abordagens terapêuticas contra a doença e também joga luz sobre um sistema que pode ter impacto no combate a outras enfermidades.

Esse mecanismo envolve Leishmania, macrófago (uma das primeiras células de defesa a entrar em ação durante uma infecção) e um vírus que vive dentro do parasita (endossimbiótico), conhecido como LRV. Estudo publicado na revista científica iScience aponta que o protozoário inibe a ativação de caspase-11, uma proteína que faz parte do sistema de defesa das células de mamíferos (inclusive a humana), por meio de autofagia estimulada pelo vírus. Ou seja, o LRV impede que a proteína “defensora” atue para bloquear o agravamento da doença.

Infecciosa e não contagiosa, a leishmaniose é considerada endêmica em algumas regiões do Brasil. O tipo mucocutâneo, provocado por espécies de Leishmania do Novo Mundo, como a L. guyanensis e a L. braziliensis, se caracteriza por feridas na pele, que chegam a atingir mucosas do nariz, boca e garganta. Em casos graves, pode destruir a cartilagem e provocar deformações. Estima-se que sejam registrados no país cerca de 20 mil casos por ano de leishmaniose tegumentar, que inclui cutânea e mucocutânea.

O estudo Endosymbiotic RNA virus inhibits Leishmania-induced caspase-11 activation, que mostra o bloqueio da caspase-11 por meio de autofagia, é parte do doutorado do pesquisador Renan V. H. de Carvalho, sob a orientação do professor Dario Zamboni, do Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

“Usando macrófagos e camundongos, descobrimos que o LRV inibe a ativação da caspase-11 por Leishmania, ampliando nosso entendimento sobre os mecanismos pelos quais o vírus promove a exacerbação da doença”, escrevem os pesquisadores no artigo.

Uma das inovações do trabalho – parte de uma série de outras pesquisas já publicadas pelo grupo – consistiu em mostrar a ligação da caspase-11 também com doenças parasitárias. Até então, acreditava-se que a enzima estaria envolvida essencialmente em doenças bacterianas.

Em 2019, outro artigo dos pesquisadores publicado na Nature Communicationshavia mostrado que os casos mais graves decorrentes da leishmaniose mucocutânea são provocados pelo protozoário infectado por LRV. Os dois trabalhos tiveram apoio da FAPESP e foram realizados no âmbito do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (CRID), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP.

Zamboni explica que quase todas as células imunes são equipadas com um complexo proteico chamado inflamassoma. Quando uma dessas proteínas que formam o complexo (como a caspase-11) identifica um sinal de perigo para o organismo, o sistema de defesa é acionado, dando início a uma resposta inflamatória.

“Já tínhamos demonstrado que o LRV [vírus endossimbiótico da Leishmania] exacerba a doença ao subverter a imunidade inata via inibição do inflamassoma mediado pela proteína NLRP3, um dos mais comuns e mais bem estudados. Agora mostramos que a autofagia bloqueia o inflamassoma via caspase-11”, conclui.

Para Carvalho, que atualmente é pesquisador do Laboratório de Dinâmica de Linfócitos da Universidade Rockefeller, em Nova York, “o artigo publicado na iScience consolida o entendimento de que a caspase-11 é de extrema importância na patogênese da leishmaniose”. Segundo ele, isso ainda não havia sido descrito.

Cenário

A leishmaniose mucocutânea é transmitida por insetos que se alimentam de sangue, os flebótomos, muito conhecidos no Brasil como “mosquito palha”. Por isso, a prevenção depende muito do combate ao mosquito, assim como acontece, por exemplo, com o Aedes aegypti em relação à dengue – ambas consideradas doenças tropicais negligenciadas (DTNs).

Estima-se que as DTNs afetam cerca de 1,5 bilhão de pessoas em mais de 150 países, principalmente em regiões com escassez de água potável, déficit de saneamento básico e de serviços de saúde. Por outro lado, o apoio financeiro em pesquisas básica e clínica para doenças negligenciadas equivale a menos de 2% dos recursos para a área.

Consequentemente, não há vacinas para algumas dessas doenças, além de parte dos tratamentos disponíveis ser reaproveitada de outras aplicações, podendo causar efeitos colaterais graves. Para tentar melhorar esse quadro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, no início de fevereiro deste ano, o plano “Acabando com a Negligência para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. A meta é promover ações e programas até 2030 para combater 20 dessas doenças negligenciadas, entre elas a leishmaniose.

“Tudo o que mostramos com esse sistema envolvendo Leishmania, vírus e macrófago pode ter impacto para outras doenças. Daí a importância da ciência básica: entender a biologia para que, no futuro, sirva de base para desenvolver rapidamente novas terapias para doenças já existentes ou que venham a aparecer”, complementa Carvalho, em entrevista à Agência FAPESP.

O pesquisador cita o exemplo atual das vacinas contra a COVID-19. “Um dos fatores-chave para termos vacinas de forma tão rápida foi o fato de haver muitos grupos de pesquisa em todo o mundo estudando a proteína spike em outros coronavírus, que até então não infectavam humanos. Foi essa pesquisa básica que ajudou a desenvolver em poucos meses uma vacina para o SARS-CoV-2.”

E é nessa ligação entre descobertas anteriores e avanço de novos estudos que se enquadra um projeto temático do qual Zamboni é pesquisador responsável, com apoio da FAPESP. Em seu escopo foi realizado o trabalho com Leishmania e, mais recentemente, outro envolvendo COVID-19.

Nesse último, cujo resultado foi publicado no Journal of Experimental Medicine no fim de 2020, os pesquisadores demonstraram pela primeira vez que, em pacientes com COVID, o inflamassoma participa da ativação do processo inflamatório que pode causar danos em diversos órgãos e até mesmo levar à morte (leia mais em: agencia.fapesp.br/34680/).

Leia o artigo Endosymbiotic RNA virus inhibits Leishmania-induced caspase-11 activation aqui: www.cell.com/iscience/fulltext/S2589-0042(20)31201-3?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS2589004220312013%3Fshowall%3Dtrue#%20.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Especialista faz balanço do combate à pandemia e propõe investimentos em prevenção

Há uma fatia mundial de países que não conseguiram se enquadrar no cenário de combate eficaz contra a pandemia – Fotomontagem: Moisés Dorado/Jornal da USP

O mundo se encaminha para o segundo semestre de 2021 ainda inserido no cenário pandêmico. Durante o segundo ano da crise sanitária, o Jornal da USP no Ar 1° Edição faz um balanço geral da pandemia, refletindo sobre os avanços dos estudos acerca da doença, do vírus e suas variantes, com o professor e doutor Expedito José de Albuquerque Luna, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, especialista na área de Epidemiologia de Doenças Infecciosas.

“A mobilização das comunidades médica e científica em nível mundial foi algo sem precedentes e o conhecimento acumulado avançou rapidamente, e a prova disso são as vacinas altamente eficazes e com tecnologias inéditas”, analisa o professor Luna, embora não haja um tratamento da covid-19. Ainda de acordo com Luna, a vacinação surge para evitar que populações mais vulneráveis se infectem com o vírus e faleçam em decorrência da doença. “Não estava provado que as vacinas seriam capazes de diminuir a transmissão, mas à medida que a vacinação em massa foi progredindo se percebeu que elas também têm efeito de redução na transmissão”, complementa.

Mesmo com a vacinação e a redução de óbitos causados pela covid-19, uma preocupação recorrente tem sido as variantes do vírus, que podem ser ainda mais transmissíveis e preocupantes do ponto de vista sanitário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as variantes de preocupação e de interesse. “As variantes que demandam preocupação são aquelas que estão associadas à maior transmissibilidade e o controverso e ainda discutível aumento de gravidade que cada variante pode gerar”, explica o professor.

Os cenários da pandemia ao redor do mundo são bem diferentes, mas os países que adotaram medidas restritivas eficazes, associadas a diagnósticos e vacinação, estão obtendo grande sucesso no combate à pandemia. “Os principais exemplos são Israel, a grande maioria dos países da Europa e alguns países que controlaram a pandemia mesmo sem vacinação, como países do continente asiático e da Oceania”, revela Luna.

Por outro lado, há uma fatia mundial de países que não conseguiu se enquadrar nesse cenário de combate eficaz contra a pandemia, na qual o Brasil está inserido. “Os equívocos na condução das políticas de enfrentamento da pandemia adotadas pelo governo federal deixaram o País para trás no processo de vacinação, assim como a falha no mapeamento de diagnósticos”, ressalta. Para o especialista em epidemiologia, essa característica também está, infelizmente, atrelada à América Latina. “O foco da pandemia mudou da Europa, Ásia e América do Norte para a América do Sul neste ano”, explica. No caso do Brasil, o objetivo deve ser o investimento na vacinação da população e na vigilância epidemiológica para combater o vírus e suas variantes o mais rápido possível. “O Brasil tem essa capacidade e já faz isso para outras doenças”, finaliza.

Fonte: Jornal da USP

Pesquisa relata a interferência da ansiedade e da depressão no controle da asma

Hoje, mais do que nunca, é preciso respirar – Como conviver e controlar a asma?

A sensação é, muitas vezes, aflitiva, pois parece que falta o ar, e realmente falta, visto que a asma é uma doença inflamatória dos brônquios, nos pulmões. Outras sensações são o chiado no peito e tosse. Muitos portadores de asma se sentem sufocar, percepção agravada, frequentemente, por questões do ambiente como cheiros, fumaça, pelos de animais, alimentos, poeira, variação de temperatura e ácaros, enfim, alguns dos agravantes da doença que atinge pessoas de várias idades, tantos adultos como crianças, constituindo-se em “um problema mundial de saúde e acometendo cerca de 300 milhões de indivíduos”. É uma doença crônica, mas muito preocupante: “em 2013 ocorreram 129.728 internações e 2.047 mortes por asma no Brasil”.

Atualmente, com a crise mundial de saúde portadores de asma passaram a preocupar-se muito mais com o controle da doença, utilizando remédios anti-inflamatórios e broncodilatadores, sendo a asma um fator de risco perante a Covid 19, doença relacionada com a área da Pneumologia. A asma precisa ser controlada com medicamentos adequados e boa qualidade de vida, já que a negligência dos portadores em relação ao tratamento “compromete a renda familiar” por causa dos altos valores gastos para driblar a gravidade da doença, que pode induzir à “perda acelerada da função pulmonar”. O tratamento, hoje, inclui dois fatores que até então não se levava em conta: a ansiedade e a depressão. É sobre essa questão que discutem os autores de artigo publicado na Revista de Medicina.

O estudo foi realizado entre abril de 2019 a março de 2020 no Ambulatório de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, com 40 portadores de asma de idade igual ou maior que 18 anos. Os pesquisadores relatam haver muitas evidências que, em um mundo conturbado como o de hoje, otranstorno de ansiedade e o transtorno depressivo podem exercer “forte influência no controle da asma”, comprovada a relação entre a contenção da asma e os distúrbios psiquiátricos, sendo 92% a percentagem dos pacientes com a asma controlada e de 47% vítimas de descontrole da doença. Segundo os autores, “não foi possível definir claramente a um vínculo causa-consequência entre controle da asma e os transtornos psiquiátricos”, mesmo com a constatação da relação evidenciada por pesquisas e estudos no assunto.

A depressão e a ansiedade interferem na boa qualidade de vida de qualquer pessoa, ainda mais quando se tem asma, isso porque a aflição gera a falta de ar, o abuso de medicações como corticoides inalatórios, internação hospitalar indesejada, entre outras consequências. Os autores reiteram a necessidade de o paciente ter controle da asma, dominando a ansiedade e realizando o tratamento da depressão como auxiliares na manutenção de uma vida mais saudável, uma vez que “a presença de transtornos de humor exerce influência no controle da doença asmática”. Destaca-se, de acordo com pesquisas e estatísticas, a asma como doença que acomete mais as mulheres adultas, agravada quando no período menstrual: “aproximadamente 20- 40% das mulheres asmáticas relatam piora dos sintomas respiratórios durante o período pré-menstrual e menstrual”.

Release de Margareth Artur para o Portal de Revistas da USP, São Paulo, Brasil

Fonte: AGUIA/USP

THE Latin American Universities Summit 2021

Nos dias 13 e 14 de julho de 2021 acontece o THE Latin American Universities Summit 2021.

Participe e venha examinar como o setor de ensino superior em toda a região pode desenvolver estratégias para construir capacidade, se adaptar à digitalização, aumentar o impacto estratégico e melhorar a apreciação pública do papel das universidades no progresso sociedade.

Realizado em parceria com a Universidade de São Paulo, este encontro online reunirá líderes de toda a região e seus parceiros institucionais em todo o mundo para focar na internacionalização das universidades na América do Sul e Central, e como as universidades podem fortalecer seu trabalho na ciências humanas e sociais, reforçam suas parcerias com o setor privado e se reposicionam como agentes de mudanças positivas.

Temas da agenda:

  • Universidades maximizando seu impacto
  • O desafio da internacionalização
  • Capacitação para construir impacto

saiba mais aqui!

Fonte: Elsevier

UNA-SUS abre matrículas para 16 cursos

Os cursos abordam o manejo de doenças infecciosas, como sarampo, dengue, influenza, tuberculose, TB-HIV, além de oncologia, COVID-19 e saúde do idoso.


Já estão abertas as matrículas para novas ofertas de 16 cursos autoinstrucionais online, oferecidos pela Fiocruz Brasília por meio da Secretaria Executiva da UNA-SUS. As qualificações abordam o manejo de doenças infecciosas, como sarampo, dengue, influenza, tuberculose, TB-HIV, além de oncologia, COVID-19 e saúde do idoso.

Interessados podem se matricular até 18 de dezembro. Confira as oportunidades:

Manejo do Sarampo nos serviços de Saúde

O curso tem como objetivo qualificar os profissionais de saúde para identificar prontamente o caso suspeito de sarampo e conduzir ações de atenção e vigilância de forma integrada e oportuna, aplicando e disseminando os conhecimentos adquiridos na rotina de trabalho.

Para isso, aborda desde o papel do Serviço de Saúde e do profissional no controle do sarampo, com destaque às medidas de prevenção, diagnóstico laboratorial, notificação de casos e também de possíveis eventos adversos pós-vacinação (EAPV), até o devido atendimento, segundo a condição clínica do paciente e dos protocolos preconizados, sem esquecer das medidas de controle de infecção no serviço de saúde.

Carga-horária: 60h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Atualização do Manejo Clínico da Influenza

Voltado para profissionais de saúde que atuam em toda rede assistencial, a oferta tem como objetivo reforçar o manejo adequado da influenza, de acordo com os protocolos vigentes do Ministério da Saúde, que preconizam o uso da medicação antiviral e a atenção especial aos casos de síndrome respiratória aguda grave.

O conteúdo apresenta casos clínicos interativos com vídeos de especialistas comentando o tema abordado. Além disso, o aluno terá acesso a materiais de apoio, como fluxograma de tratamento e orientações de etiqueta respiratória.

Carga-horária: 6h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Manejo da Coinfecção TB-HIV

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata pessoas com HIV/aids. Portanto, é necessário tratar as doenças de forma conjunta. Para isso, o Ministério da Saúde, por meio da plataforma UNA-SUS, lançou esse curso que fornece subsídios para que os profissionais de saúde atendam integralmente, e de forma qualificada, às pessoas coinfectadas por tuberculose e HIV.

Carga-horária: 60h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Dengue

A qualificação tem como objetivo familiarizar os profissionais com as recomendações atualizadas do Ministério da Saúde quanto ao manejo clínico da doença. A partir da análise de oito casos clínicos, os alunos poderão refletir sobre os sintomas apresentados em situações fictícias e avaliar a melhor forma de tratamento para cada paciente. 

Carga-horária: 10h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Diagnóstico e Cuidado Onco-hematológico na Atenção Primária à Saúde – APS

O curso tem como objetivo capacitar médicos e profissionais da atenção primária à saúde para assistência ao paciente onco-hematológico, por meio de estratégias de atendimento que garantem ações coordenadas em um cuidado centrado na pessoa.

Carga-horária: 8h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Manejo Clínico da COVID-19 na Atenção Primária à Saúde 

O curso tem como objetivo reconhecer as recomendações apresentadas no Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus e nas documentações oficiais sobre o a doença na Atenção Primária em Saúde.

Carga-horária: 18h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Doenças ocasionadas por vírus respiratórios emergentes, incluindo o COVID-19 

Produzido pela Organização Mundial da Saúde e traduzido para o português pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), este curso fornece uma introdução geral ao COVID-19 e vírus respiratórios emergentes. 

Carga-horária: 4h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Prevenção e controle de infecções (PCI) causadas pelo novo coronavírus (COVID-19) 

Este curso fornece informações sobre o que os serviços de saúde devem fazer para estar preparados para responder no caso de surgimento de um vírus respiratório, como o novo coronavírus. Como identificar um caso e como aplicar adequadamente as medidas de prevenção e controle para garantir que não resultem em mais infecções entre os profissionais de saúde e pacientes.

Carga-horária: 5h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Programa de Formação Modular no Manejo da Tuberculose na Atenção Primária à Saúde

Manejo da Tuberculose na Atenção Primária à Saúde para População Indígena 

O curso apresenta caso problema de tuberculose no contexto de um grupo indígena, respeitando as especificidades culturais dessa população, abordando todos os aspectos da doença e como se dá o manejo da tuberculose na rede de atenção primária à saúde.

Carga-horária: 9h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Manejo da Tuberculose na Atenção Primária à Saúde para População em Situação de Rua 

O curso apresenta caso problema de tuberculose em uma pessoa em situação de rua, respeitando as especificidades desta população, abordando todos os aspectos da doença e como se dá o manejo da tuberculose na rede de atenção primária à saúde e SUAS.

Carga-horária: 9h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Manejo da Tuberculose na Atenção Primária à Saúde para População Geral 

O curso apresenta caso problema de tuberculose em uma família que reside em um grande centro urbano, abordando todos os aspectos da doença e como se dá o manejo da tuberculose na rede de atenção primária à saúde.

Carga-horária: 10h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Manejo da Tuberculose na Atenção Primária à Saúde para População Privada de Liberdade 

O curso apresenta caso problema de tuberculose no contexto de um sistema prisional, respeitando as especificidades dessa população, abordando todos os aspectos da doença e como se dá o manejo da tuberculose na rede de atenção primária à saúde.

Carga-horária: 8h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Manejo da Tuberculose na Atenção Primária à Saúde para População com HIV

O curso apresenta caso problema de TB-HIV que aborda todos os aspectos da coinfecção e do tratamento oportuno, e como se dá o manejo da tuberculose na rede de atenção primária à saúde.

Carga-horária: 9h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Saúde da Pessoa Idosa

Estratificação dos Perfis de Funcionalidades

O curso tem como objetivo geral qualificar o cuidado à saúde da população idosa na Atenção Primária à Saúde, aplicando e disseminando os conhecimentos adquiridos na rotina de trabalho. Para isso, aborda a Estratificação dos perfis de funcionalidades, destacando os seus três: Pessoas idosas independentes e autônomas para realizar as atividades da vida diária; pessoas idosas com necessidade de adaptação ou supervisão de terceiros para realizar as atividades da vida diária e pessoas idosas dependentes de terceiros para realizar as atividades da vida diária.

Carga horária: 24 horas

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Linha de cuidados para atenção Integral à saúde da pessoa idosa

O curso tem como objetivo geral qualificar o cuidado à saúde da população idosa na Atenção Primária à Saúde – APS, aplicando e disseminando os conhecimentos adquiridos na rotina de trabalho. Para isso, aborda a Linha de cuidados para atenção Integral à saúde da pessoa idosa, com destaque para Estratificação dos perfis de funcionalidade para fins do cuidado (inclui sinais de alertas), Competências dos diferentes pontos de atenção (inclui articulação intersetorial) e Ações necessárias para a implementação da linha de cuidado da pessoa idosa.

Carga horária: 20 horas

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Abordagem familiar e manejo das fragilidades e da rede de apoio


Este recurso aborda a saúde das pessoas idosas em situação de fragilidade. Seu foco é na participação da família e na mobilização da rede de apoio – formal e informal – para a melhoria da qualidade de vida. Abordaremos, assim, a complexidade da atuação das equipes de Atenção Básica, seu trabalho em rede e sua atuação em contexto domiciliar e comunitário.

Carga horária: 12 horas

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Fonte: UNA/SUS

Estudo sugere marcadores para diagnosticar pelo plasma microcefalia por zika em recém-nascido

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Resultados indicam espécie de assinatura molecular que poderia ser usada como um biomarcador para crianças que foram expostas ao vírus durante o período pré-natal – Foto: Redoxoma (IQ-USP)

Análise de lipídios no plasma pode contribuir para detecção precoce e monitoramento da zika congênita em bebês com microcefalia e assintomáticos

Cientistas identificaram consideráveis alterações na composição de lipídios no plasma de recém-nascidos que tiveram exposição ao vírus da zika ainda na barriga da mãe. Esses resultados podem contribuir para o diagnóstico precoce e monitoramento da zika congênita, tanto em bebês com microcefalia quanto nos assintomáticos. As conclusões da pesquisa são apresentadas em artigo publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases. A equipe autora do trabalho inclui pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da USP e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro e da Bahia. 

Quando bebês começaram a nascer com microcefalia durante o surto de zika em 2015 e 2016 no Brasil, o governo declarou situação de emergência em saúde pública, embora a associação entre a doença e a microcefalia ainda não estivesse confirmada. Hoje se sabe que o vírus da zika atinge a placenta e desencadeia uma inflamação que pode causar insuficiência placentária, resultando em deficiência na liberação de determinados lipídios e levando a déficits no cérebro e na retina durante o desenvolvimento fetal. “Com esses resultados, temos uma assinatura molecular que poderia ser usada como um biomarcador para crianças que foram expostas ao vírus durante o período pré-natal”, afirma Marcos Yukio Yoshinaga, pesquisador em pós-doutorado no laboratório da professora Sayuri Miyamoto, do IQ e do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Processos Redox (Cepid Redoxoma), e coordenador da pesquisa.

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Fonte: Jornal da USP

Mayana Zatz lança livro sobre histórias de vida de pessoas com mais de 80 anos

Livro é baseado no projeto 80+, que vem coletando amostras de sangue de octogenários, nonagenários e centenários com o objetivo de entender mais sobre longevidade

No dia 5 de julho, chega às livrarias o livro O legado dos genes: o que a ciência pode nos ensinar sobre o envelhecimento, escreito pela professora Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), em parceria com a jornalista Martha San Juan França. Baseado no projeto 80+ (que vem coletando amostras de sangue de pessoas saudáveis com mais de 80 anos para investigar o DNA de cada um deles), a geneticista teve a ideia de contar histórias sobre octagenários, nonagenários e até alguns centenários que impressionam pela agilidade mental, disposição e capacidade de inspirar os mais jovens.

Algumas perguntas intrigavam Mayana e sua equipe: o que distingue esses idosos daqueles que entregam os pontos e perdem interesse pela vida ou sofrem de depressão ou alguma incapacidade física? A que atividade se dedicam para se manterem física e cognitivamente mais capazes do que a média dos brasileiros? Quanto da sua velhice saudável depende da sua genética ou do ambiente, do estilo de vida?

O resultado desse trabalho será apresentado em um webinar em 21 de julho, às 18h, no canal do YouTube da Editora Companhia das Letras.

Fonte: Jornal da USP