Artigo com acesso gratuito: Inovação e tecnologias em medicina de precisão

Artigo de revisão publicado no periódico Jornal de Medicina Translacional, v.17, n.114, 2019:

Are innovation and new technologies in precision medicine paving a new era in patients centric care?

Fig. 1
Resumo: A assistência médica está passando por uma transformação e é imperativo aproveitar novas tecnologias para gerar novos dados e apoiar o advento da medicina de precisão (PM). Recentes avanços científicos e avanços tecnológicos melhoraram nossa compreensão da patogênese da doença e mudaram a maneira como diagnosticamos e tratamos doenças, levando a cuidados de saúde mais precisos, previsíveis e poderosos, personalizados para cada paciente. Alterações genéticas, genômicas e epigenéticas parecem estar contribuindo para diferentes doenças. A fenotipagem clínica profunda, combinada com o perfil fenotípico molecular avançado, permite a construção de modelos de rede causal nos quais uma região genômica é proposta para influenciar os níveis de transcritos, proteínas e metabólitos. A análise fenotípica tem grande importância para elucidar a fisiopatologia das redes em nível molecular e celular. Os biomarcadores digitais (BMs) podem ter várias aplicações além dos ensaios clínicos em diagnósticos – para identificar pacientes afetados por uma doença ou para orientar o tratamento. Os BMs digitais apresentam uma grande oportunidade para medir os desfechos clínicos de maneira remota, objetiva e imparcial. No entanto, o uso de tecnologias “ômicas” e grandes tamanhos de amostra geraram enormes quantidades de conjuntos de dados, e suas análises se tornaram um grande obstáculo, exigindo métodos computacionais e estatísticos sofisticados. Com a riqueza de informações para diferentes doenças e sua ligação com a biologia intrínseca, o desafio agora é transformar a classificação taxonômica multi-paramétrica de uma doença em melhor tomada de decisão clínica definindo mais precisamente uma doença. Como resultado, a revolução do Big Data forneceu uma oportunidade para aplicar inteligência artificial (IA) e algoritmos de aprendizado de máquina a esse vasto conjunto de dados. Os avanços nas oportunidades de saúde digital também levantaram inúmeras questões e preocupações sobre o futuro das práticas de saúde, em particular no que diz respeito à confiabilidade das ferramentas de diagnóstico de IA, o impacto na prática clínica e a vulnerabilidade dos algoritmos. IA, algoritmos de aprendizado de máquina, biologia computacional e BMs digitais oferecerão uma oportunidade para traduzir novos dados em informações acionáveis, permitindo assim um diagnóstico mais precoce e opções precisas de tratamento.

 

Acesso ao artigo: https://doi.org/10.1186/s12967-019-1864-9

Fonte: BMJ

 

Liga de Meditação e Saúde da FMUSP

A Revista de Medicina do CAOC, v.98, n.2 de 2019 publicou artigo sobre a Liga de Meditação e Saúde da FMUSP. O artigo relata as experiências da Liga desde a sua fundação, em 2018 até o momento.
Como Liga Acadêmica, o projeto exerce papel fundamental nas esferas de ensino, pesquisa e extensão, avançando no sentido de contribuir para a formação profissional no campo da saúde e, por meio de suas atividades teórico-práticas e assistenciais, atuar na prevenção e terapêutica de pacientes e profissionais de saúde. Em resposta à expansão das práticas meditativas no Brasil e no mundo, incluindo sua  valorização em meios científicos, a LIMEDS assume o compromisso no combate e prevenção aos distúrbios psicossomáticos, no desenvolvimento da paz, compaixão e empatia, bem como na reorientação de práticas profissionais que beneficiem a saúde pública. Depoimentos de alunos revelam grande satisfação com as experiências e mudanças positivas em sua saúde física e mental.
Fonte: Biblioteca Central da FMUSP

As transformações do Museu Histórico da FMUSP

A Revista do Arquivo – publicação online do Arquivo Público do Estado de São Paulo publicou artigo Pesquisa histórica e produção de conhecimento: as experiências e a conformação do Arquivo do Museu Histórico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, de André Mota, Gustavo Querodia Tarelow e Clebison Santos do Nascimento.

André Mota é coordenador do Museu Histórico “Prof. Carlos da Silva Lacaz” – FMUSP e no artigo estão apresentadas as transformações pelas quais o Museu Histórico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo passou.

De acordo com o artigo “o Museu Histórico da FMUSP tem procurado ampliar as ferramentas que franqueiem seu acervo a um público cada vez maior e com interesses mais diversificados”.

Acesse gratuitamente no link: http://www.arquivoestado.sp.gov.br

Fonte: Biblioteca Central da FMUSP

Distúrbio vocal de professores da Educação Básica no Brasil

A imagem pode conter: 1 pessoa, barba e textoCondições de trabalho precárias e estressores ocupacionais aumentam a demanda do uso da voz e provocam efeitos sobre a saúde que, por sua vez, levam à incapacidade funcional e absenteísmo no trabalho. O absenteísmo docente implica um grande encargo financeiro para a sociedade e exige a reposição de mão de obra que consequentemente traz prejuízo à qualidade do ensino nas escolas.

Segundo a pesquisa, a maior prevalência de faltas ao trabalho de professores da educação básica por distúrbio de voz foi observada nas regiões Norte e Nordeste, indicando a necessidade de se considerar as desigualdades sociais brasileiras para as decisões quanto aos investimentos.

Acesse o artigo na íntegra no periódico Cadernos de Saúde Pública, v.35, Suplemento 1. 

Estresse e o risco de doença cardiovascular

Os transtornos relacionados com o estresse podem aumentar o risco de doença cardiovascular (DCV), especialmente durante o primeiro ano após o diagnóstico, mostra um grande estudo.

“Esta análise populacional controlada por um grupo de irmãos de pai e mãe mostrou uma clara associação entre o diagnóstico clínico de transtornos relacionados ao estresse e o risco subsequente de doença cardiovascular, particularmente durante os meses após o diagnóstico, na população sueca”, escreveram os pesquisadores.

O risco foi quase duas vezes maior para aqueles com transtornos relacionados com o estresse em comparação aos seus irmãos de pai e mãe sem o transtorno. A associação foi vista igualmente entre os homens e as mulheres, e foi independente de características familiares, história de transtornos psiquiátricos ou somáticos e comorbidades psiquiátricas.

Huan Song, do Centro de Ciências da Saúde Pública na Faculdade de Medicina da Universidade da Islândia, em Reykjavík, e do Institutionen för Medicinsk epidemiologi och biostatistik, Karolinska Institutet, em Estocolmo, na Suécia, e colaboradores publicaram estudo no periódico BMJ.

Acesse online: https://www.bmj.com/content/365/bmj.l1255

Fonte:  Medscape – 30 de abril de 2019

Excesso de Vitamina D pode causar problemas renais

Tem sido descrita uma ampla gama de benefícios com o uso da vitamina D. No entanto, um recente estudo de caso indica que o excesso dela pode causar problemas renais nas pessoas que não têm deficiência desta vitamina.

O artigo foi publicado on-line em 08 de abril no periódico Canadian Medical Association Journal.

“O objetivo deste estudo de caso é informar um público mais amplo que as altas doses de vitamina D (10.000 UI por dia) para pacientes com níveis séricos normais de vitamina D pode levar a toxicidade”, de acordo com o um dos autores, Dr. Bourne Auguste, médico da University of Toronto em Ontário, Canadá.

“O público deve saber que tomar mais vitamina D do que o recomendado não necessariamente traz alguma vantagem. Em vez disso, pode levar a problemas, especificamente, a insuficiência renal”, acrescentou o pesquisador.

As diretrizes canadenses de 2010 sobre osteoporose recomendam de 400 UI a 1.000 UI de vitamina D por dia para a maioria dos adultos, e de 800 UI a 2.000 UI por dia para idosos e pessoas com maior risco de osteoporose. Nos Estados Unidos, a dose diária recomendada de vitamina D para homens e mulheres entre 1 e 70 anos de idade é de 600 UI por dia e de 800 UI para as pessoas com mais de 70 anos.

Como a vitamina D tem uma ampla faixa terapêutica, os efeitos tóxicos são raros, observaram Dr. Bourne e colaboradores. No entanto, por ser uma vitamina lipossolúvel, tomar altas doses durante períodos prolongados pode levar ao acúmulo.

“Muitos pacientes encaram a vitamina D como um simples suplemento sem nenhum dano associado e talvez benefícios historicamente exagerados”, disse o Dr. Bourne.

“Por estar disponível com facilidade em várias apresentações que não exigem prescrição médica, e pela ideia de que traz muitos benefícios sem nenhuma contrapartida, outros pacientes, além do participante deste estudo de caso, podem estar em risco de nefrotoxicidade causada pela vitamina D e, potencialmente, falência renal”.

Os efeitos tóxicos da vitamina D têm uma vasta gama de sintomas, o que pode postergar o diagnóstico. Os sintomas são, entre outros, fadiga, aumento da pressão arterial, poliúria, confusão e prurido. O reconhecimento precoce da toxicidade da vitamina D pode prevenir a lesão renal crônica.

“Os efeitos tóxicos da vitamina D podem passar despercebidos durante um longo período, dada a apresentação inespecífica dos sintomas dos pacientes. Os pacientes podem estar tomando suplementos sem prescrição médica e sem informar os profissionais de saúde”, explicou Dr. Bourne.

O tratamento é feito pela revisão cuidadosa dos medicamentos concomitantes, prescritos ou sem prescrição, limitando a exposição à luz solar, diminuindo as fontes suplementares e alimentares de vitamina D e monitorando os níveis de vitamina D nos pacientes assintomáticos. Por ser lipossolúvel, pode levar alguns meses até retornar ao normal. Além disso, depois de suspender os suplementos de vitamina D, os níveis de cálcio podem continuar a aumentar antes da reversão.

saiba mais:
http://www.cmaj.ca/content/191/14/E390 | DOI: https://doi.org/10.1503/cmaj.180465

Fonte: Medscape – 25 de abril de 2019.

 

Novo número da Revista de Medicina do CAOC da FMUSP já está disponível online

O volume 98, número 1, 2019 da Revista de Medicina do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz – CAOC da FMUSP já está disponível para acesso gratuito e online.
Veja abaixo o sumário e acesse o link de cada artigo.
EDITORIAL

Fonte: Biblioteca Central da FMUSP